O livro “The Handmaid’s Tale”, que inspirou a série com o mesmo nome, vai ter uma sequela

O lançamento será em setembro de 2019, 35 anos depois de Margaret Atwood nos apresentar a nação fictícia de Gilead.

Segundo a autora, a nova história decorrerá 15 anos depois da cena final do livro de 1984

Boas notícias para os fãs de romances distópicos, a jóia da coroa terá uma sequela. A história de Offred e de Gilead, que muitos já leram ou acompanham na série da Hulu (quem é que já superou a segunda temporada?), terá agora uma continuação.

Margaret Atwood anunciou hoje o seu quarto livro, “The Testaments”, que será um seguimento do seu romance best seller de 1984.  “Tudo o que vocês me perguntam sobre Gilead e seu funcionamento interno é a inspiração para este livro. Bem, quase tudo! A outra inspiração é o mundo em que vivemos”, disse a autora ao divulgar a novidade no Twitter. Do que foi possível apurar, a sequela vai decorrer 15 anos depois da cena final  e ambígua de “The Handmaid’s Tale”, sendo narrada por três personagens femininas. 

“The Handmaid’s Tale” conta a história de Offred, que está determinada a sobreviver numa sociedade totalitária onde as mulheres são consideradas propriedade do Estado e forçadas a serem escravas sexuais. O livro foi adaptado para cinema e para o formato televisivo, com grande sucesso e aclamação da crítica. No entanto, e de acordo com a nota de imprensa da editora britânica Penguim de “TheTestaments”, este não terá ligação com a série que ainda está a ser produzida pela Hulu e tem data prevista de lançamento para setembro de 2019.

Será a continuação da distopia feminista relatada no livro anterior que, depois do sucesso da adaptação para a televisão, ganhou novo fôlego, voltando aos tops de venda. A realidade também ajudou com a ascensão de líderes populistas como Donald Trump e o relevo dado ao assédio sexual e ao abuso das mulheres.

Segundo o jornal “The Guardian”, em 2017, “o romance de Atwood passou 16 semanas na lista de bestsellers do “Sunday Times” e a editora do Reino Unido, Vintage, registou “um aumento anual de 670% nas vendas”, revelando o tremendo impacto da história e a necessidade de ser continuada.

Não foi por acaso que manto vermelho e o peculiar chapéu branco das escravas começaram a ser adotados como símbolo da opressão feminina, sendo utilizados em manifestações de mulheres na Argentina e na Irlanda, por exemplo.

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