Dia Mundial da Televisão. Os 9 programas que gostávamos (muito) que voltassem

Lembra-se das polémicas do "Fiel ou Infiel" ou do momento hilariante da iguana no "Agora ou Nunca"? Recorde outras produções icónicas.

O "Batatoon" foi um dos programas infantis que marcou uma geração — e temos muitas saudades

TVI

Antes da Netflix, do YouTube e de todos esses serviços revolucionários de consumo de conteúdo audiovisual no telemóvel ou nos tablets, havia a televisão. Foi lá que foram transmitidos alguns dos programas mais icónicos em Portugal e que ainda hoje recordamos com um misto de saudade, nostalgia e carinho. A propósito do Dia Mundial da Televisão que se celebra esta quarta-feira, 21 de novembro, e numa altura em que já estão previstos os regressos de “Big Show SIC” e “Cabaret da Coxa”, dois programas de culto da televisão portuguesa, fomos à procura de outros que gostaríamos muito que voltassem.

Selecionámos 9 programas que, de uma forma ou de outra, marcaram não só uma geração mas também a forma como se viria a fazer televisão no futuro.

“Fiel ou Infiel”

Apresentado por João Kléber, o polémico programa da TVI manteve-se em emissão entre 2005 e 2007 e colocava à prova a fidelidade de um casal. Enquanto uma das partes do casal era seduzida por um ator ou atriz convidado pela produção, a outra parte estava nos estúdios da TVI a assistir a tudo o que tinha sido gravado por câmaras escondidas.

Caso a sedução resultasse e um dos parceiros traísse, o confronto acontecia ainda nos estúdios da TVI e geralmente resultava em grandes polémicas com choro, raiva e gritos. Apesar da polémica e das situações complicadas que às vezes protagonizava, o programa nunca teve muitas audiências e foi acusado de não ter participantes reais, mas sim atores que tinham um guião previamente estudado para cada emissão.

“Perdoa-me”

Apresentado por Alexandra Lencastre e, mais tarde, por Fátima Lopes, “Perdoa-me” foi emitido entre 1994 e 1995 na SIC e tinha como objetivo levar os participantes do programa a fazer as pazes. Apesar de ter sido um sucesso de audiências, houve um caso polémico durante uma das emissões que foi notícia de vários meios de comunicação.

Durante uma das emissões, Alexandra Lencastre conheceu a história de dois amigos, Tristão e Bjork, que diziam estar de costas voltadas há muito tempo depois de Tristão ter começado uma relação com a, então, namorada de Bjork. A relação de amizade, diziam, nunca mais fora a mesma e estiveram quatro anos sem se falar. Depois de o programa ter sido emitido, a imprensa nacional questionou a performance dos dois rapazes e lançava a dúvida sobre a veracidade da história.

“Ponto de Encontro”

“Ponto de Encontro” foi um programa da SIC que esteve em emissão desde 1994 até 2002. Apresentado por Henrique Mendes, o programa recebia convidados que diziam ter perdido (ou nunca ter tido oportunidade de conhecer) amigos e família.

A produção esforçava-se para os encontrar, muitas vezes espalhados pelo País ou pelo mundo, e depois mostrava o encontro durante a emissão.

“Hugo”

O programa “Hugo” passou na RTP1 entre 1996 e 2000 e era destinado ao público infantil. Enquanto jogo interativo, controlado através das teclas do telefone, os participantes que ligavam desde casa tinham de controlar a personagem Hugo, um duende fofinho, pela floresta até chegar ao objetivo final.

Depois de chegar ou não ao final do nível, a pontuação do participante era comparada à dos restantes que jogadores para decidir qual deles ganharia o prémio final. Foi o primeiro jogo eletrónico e interativo a ser transmitido na televisão portuguesa.

“A Noite da Má Língua”

Emitido entre 1994 e 1997 na SIC, “A Noite da Má Língua” era conduzido por Júlia Pinheiro que, em conjunto com os comentadores Miguel Esteves Cardoso, Luís Coimbra, Manuel Serrão e Rui Zink, fazia uma espécie de crítica à sociedade atual. Além disso, o programa atribuía ainda o Prémio da Má Língua a várias das personalidades portuguesas mais conhecidas.

Já na fase final, Luís Coimbra abandonou o programa e foi substituído pela atriz Rita Blanco.

“Agora ou Nunca”

Emitido na SIC entre 1996 e 1998, “Agora Nunca” contava com Jorge Gabriel como apresentador e tinha como objetivo levar os participantes do programa a confrontar e tentar superar as suas fobias — fosse de alturas, de répteis ou de qualquer outro tipo. Quem as superasse, tinha um prémio garantido.

O programa ainda hoje é conhecido por um dos momentos mais engraçados protagonizado por um concorrente que tinha fobia a iguanas. Quando Jorge Gabriel perguntou se podia pôr uma iguana na cabeça do concorrente, ele não teve dúvidas e disse várias vezes, ainda que em pânico, para o fazer. “Ponha, ponha, ponha”, foi a frase do programa que ainda hoje é recordada com algum humor.

“Big Brother”

O primeiro “Big Brother”, apresentado por Teresa Guilherme, estreou em 2000 e colocou vários desconhecidos a viver debaixo do mesmo teto e desde logo que revelou ser um sucesso de audiências em Portugal. Os concorrentes, então anónimos, depressa ficaram conhecidos com tudo o que isso trouxe de mau e de bom.

Um dos mais conhecidos é José Maria, o vencedor da primeira edição que, depois da fama, caiu em desgraça e chegou mesmo a estar internado numa clínica psiquiátrica depois de ter ameaçado suicidar-se.

“Buéréré”

Apresentado por Ana Malhoa, o programa infantil estreou em 1994 e contava com muitos momentos de música e diversão. Além de passatempos, desafios e concursos mais direcionados para os miúdos, Ana Malhoa era já uma figura muito conhecida dos miúdos.

O sucesso do programa foi tal que, nos fins de semana, foi criada uma nova versão do programa que revelou ser um sucesso de audiências face à concorrência.

“Batatoon”

O programa infantil chegou à TVI em novembro de 1998 e contava com a figura de dois palhaços divertidos que, além de brincarem com os miúdos que se encontravam no estúdio, ainda mostravam episódios exclusivos de alguns dos seus desenhos animados favoritos.

Os palhaços Batatinha e Companhia foram, durante quatro anos, os companheiros de muitas crianças quer no estúdio, quer em casa, e serviram ainda como imagem de marca para muitos artigos de merchandising — como mochilas ou estojos. Apesar do sucesso inicial, o programa chegou mesmo a terminar devido a um desentendimento entre a produtora e os apresentadores.

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