Está marcada para 13 de novembro a apresentação oficial de “Becoming”, o livro de memórias de Michelle Obama. Apesar de ainda faltarem cinco dias, foi numa entrevista com Robin Roberts, jornalista da “ABC News“, com transmissão marcada para 11 do mesmo mês, que a anterior primeira dama dos Estados Unidos, com 54 anos, adiantou alguns pormenores que lá vêm relatados. Além de duras críticas a Donald Trump, o atual presidente norte-americano, a mulher de Barack Obama fala ainda de acontecimentos surpreendentes sobre a sua vida pessoal e mais íntima.

O aborto, a forma como conheceu o marido e a fertilização in vitro foram três dos acontecimentos vividos pela mulher de Barack Obama, que passou oito anos, o correspondente a dois mandatos, na Casa Branca, em Washington.

O primeiro pormenor que a atraiu em Obama

Foi numa empresa de advogados, em Chicago, no Estado de Illinois, que a ex-primeira dama conheceu aquele que viria a ser o seu marido e, mais tarde, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos da América, sucedido pelo republicano e polémico Donald Trump. A voz de Barack Obama “rica e sensual de barítono” foi a primeira característica a captar a sua atenção, sendo que a sua presença, nesta altura, provocava-lhe sentimentos mistos, porque ora era de poder, ora era de calma. O primeiro beijo do casal também vem relatado no livro como “um espetáculo de luxúria, gratidão, realização pessoal e maravilha.”

Barack e Michelle Obama tiveram de recorrer a um terapeuta de casais

Aconteceu “umas quantas vezes” devido a obstáculos dentro da relação. Esta foi uma fase importante para a ex-primeira dama: foi aí que entendeu que o seu bem-estar só dependia de si. E foi também assim que o casal se tornou capaz de dialogar sobre as suas diferenças. Com isto, Michelle Obama pretende encorajar os outros casais, pois, até ela e Barack Obama, que têm um “fenomenal casamento e se amam”, precisam de trabalhar no relacionamento.

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Achou que estava a ser um fardo para o marido

Aconteceu no decorrer da campanha presidencial de Barack Obama, em 2007. Através de um mantra conseguiu eliminar a ideia de que estava a prejudicar o então futuro presidente dos Estados Unidos. Dizia para si mesma: “Sou boa o suficiente? Sim, sou.”

Revela que sofreu um aborto

No livro e na entrevista também revela o facto de ter tido um aborto espontâneo. Sentiu-se desamparada: “Senti-me perdida e sozinha. Senti que tinha falhado por não saber que os abortos são uma coisa comum, tudo porque nós não falamos deles.” Foi esta experiência fez com que começasse a conversar sobre a maternidade e abortos espontâneos com jovens e futuras mães.

Fez fertilização in vitro para ser mãe das duas filhas

Depois do aborto, e aos 34 anos, Michelle Obama, ainda longe da Casa Branca, decidiu recorrer à fertilização in vitro para ser mãe, porque “a produção dos ovários é limitada.” Foi daqui que nasceu Malia, a filha mais velha do casal, que tem 20 anos, e, mais tarde, Sasha, atualmente com 17. A Robin Roberts, da “ABC News”, a ex-primeira dama diz: “Acho que a pior coisa que podemos fazer umas com as outras, como mulheres, é não compartilharmos a verdade sobre os nossos corpos e sobre como eles funcionam.”