Pinterest. A aplicação de inspiração usada por pessoas otimistas

Se não sabe o que vestir, o que fazer para o jantar ou o que ver em Nova Iorque, só tem de abrir a app. O CEO explicou tudo na Web Summit.

O feed é diferente de utilizador para utilizador, de acordo com as suas pesquisas

Não, o Pinterest não é uma rede social como outra qualquer. Se dúvidas houvesse, o CEO e co-fundador  desfê-las no terceiro dia do Web Summit, em Lisboa, minutos depois de o fundador desta cimeira, Paddy Cosgrave incentivar as pessoas presentes no Altice Arena a apresentarem-se pelo menos a três pessoas que estivessem ao seu lado.

Ben Silbermann, o orador convidado para falar sobre como a tecnologia visual está a mudar a forma como as pessoas são inspiradas, lembrou que quando começou a usar a internet, só havia “texto, sem imagem, nada visual”. Essa ausência também o levou a criar este site que é 100% visual e que é usado por quem quer ver imagens, principalmente inspiracionais, e que conta já com 175 mil milhões de pins (imagens partilhadas).

E é exatamente a inspiração que move esta plataforma: “O nosso objetivo é dar inspiração para o dia a dia, quer seja para criar um look, fazer uma receita, planear uma viagem ou organizar um casamento.” E apesar de um dos temas mais pesquisados ser o casamento, e de haver quem pense que este é um site apenas para organizar casamentos, como Lauren Goode referiu a Ben Silbermann, não é. É apenas uma das várias pesquisas que podem ser feitas.

Nesta plataforma, que existe em site e em app, o utilizador pode ter seguidores e seguir outras pessoas, pode ainda criar álbuns de diferentes temas, consoante o seu gosto pessoal e partilhar imagens com quem o segue (ou manter o álbum privado). É, portanto, uma rede social com algumas particularidades. “O mindset das pessoas que usam o Pinterest é diferente de quando usam outra rede social. Quando a usam sentem-se otimistas e conectadas apenas com elas mesmas. Onde têm o seu próprio espaço, sem serem julgadas por ninguém”, explicou Ben Silbermann.

Aqui o foco é a própria pessoa, e a pesquisa de imagens para ganhar inspiração diária nos mais variados temas, como para decidir o que vestir nessa manhã, ver como se faz um bolo para um aniversário ou com que cor se vai redecorar o quarto. As imagens que vão surgindo, são uma recomendação do Pinterest para a pessoa em questão, de acordo com o tipo de pesquisa que a pessoa vai fazendo nessa plataforma. Ou seja, se uma pessoa pesquisar a palavra “amarelo”, não significa que os resultados sejam os mesmos para outra pessoa que faça a mesma pesquisa.

“Viajamos pelo mundo para conhecer os nossos utilizadores e perceber o que eles gostam e é engraçado ver que apesar dos contextos culturais tão diferentes, todos usam o Pinterest com o mesmo objetivo”, afirmou, sobre como a empresa faz para saber o que recomendar a quem.

Além das pesquisas de temas mais corriqueiros, há ainda as pesquisas emocionais, que, segundo Ben Silbermann, não acontecem nas outras redes sociais, “muitos dos nossos utilizadores criam boards de sentimentos, como ‘coisas que me fazem feliz’, ‘coisas que me deixam relaxado’ ou ‘frases inspiracionais’, e isso é engraçado porque nunca falamos de emoções na tecnologia.”

Para completar a experiência do utilizador do Pinterest, a empresa criou outra app com diferentes utilidades, o Pinterest Lens. Aí, além de várias outras hipóteses, é possível identificar determinado produto e fazer zoom apenas numa parte específica da imagem, para saber tudo sobre ele, desde o preço, até onde se pode comprar.

Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. fabiolacarlettis@magg.pt