Festeje o Dia Mundial do Veganismo à mesa

Neste 1 de novembro muito especial para os veganos, fazemos um apanhado das melhores refeições sem proteína animal que se encontram por aí.

As especialidades estão um pouco por todo o lado, desde ramens a panquecas, feijoadas ou sobremesas

Já todos ultrapassámos aquela fase de pensar que um vegano só come alfaces, não já? Pronto, ainda bem. Avancemos então, neste Dia Mundial  do Veganismo para tudo aquilo que tem vindo a ser feito em Lisboa e no Porto em prol daqueles que, ainda que tenham eliminado os produtos de origem animal na sua alimentação, querem manter — ou até melhorar — os sabores do dia a dia.

Restaurantes veganos já são muitos e mais ainda são aqueles que, ainda que não veganos, têm opções para quem faz uma alimentação de origem vegetal. E para não nos restringirmos só aos brunches, aos almoços e aos jantares, — até porque a fome não tem hora marcada — decidimos juntar num só espaço aquelas que consideramos ser algumas das melhores refeições veganas de restaurantes de Lisboa e do Porto.

Há brunches, sim senhora, e também há opções só abertas ao almoço. Mas aqui aprofundamos o assunto e dizemos-lhe onde comer o melhor ramen, a melhor sobremesa e até a melhor feijoada.

Brunch dos Kitchen Dates

O brunch dos Kitchen Dates custa 25€, com direito a mesa sempre cheia

Venha quem vier, ainda não há mesa tão farta como esta. O R. e a M. gostam de se mostrar apenas àqueles que são suficientemente rápidos no gatilho para conseguir lugar numa das mesas mais concorridas de Lisboa.

As datas dos brunches são anunciadas no Facebook e Instagram deste casal que trouxe de Amesterdão o hábito de preparar brunches veganos para desconhecidos.

A mesa nunca é igual e tanto pode ter a sorte de provar o queijo semi curado que começaram recentemente a vender por encomenda, ou uma das sobremesas que fazem também parte da ementa do Ela Canela. Pelo meio, garantimos que tudo é feito de raiz, seja o pão de fermentação natural, como as bebidas de origem vegetal, os frutos desidratados e, mais recentemente, até o iogurte.

Neste caso não há ficha técnica, que o segredo aqui ainda é a alma deste negócio. A morada só é revelada na véspera do brunch e as datas vão sendo divulgadas nas redes sociais.

Feijoada do The Food for Real

Nem no verão Fabiana Moulin conseguiu tirar a feijoada do menu. “As pessoas continuaram a vir de propósito à sexta-feira, porque já sabem que é dia de feijoada”, conta à MAGG. Talvez o facto de a versão deste restaurante ser mais leve do que o habitual faça com que seja uma opção para todo o ano.

O feijão é demolhado por 12 horas para facilitar a digestão e, em vez de carne, leva espinafres, cenoura e vários tipos de cogumelos. O prato custa 6€ e conta com o acompanhamento de arroz integral e farofa com curcuma.

No The Food for Real, o restaurante que abriu em Alcântara com o objetivo de democratizar a comida saudável, dando opções para todos, inclusive os que, tal como ela, sofrem de intolerâncias alimentares, são servidos almoços de segunda a sexta e brunches ao sábado.

Morada: Rua dos Lusíadas, 51A, Lisboa
Horário: 9h-18h, sábado 10h-16h (fecha domingo e segunda)

Ramen do Afuri

O ramen vegetariano é uma das várias opções sem proteína animal disponível no restaurante

Há aqueles pratos que mais vale deixar de lado quando tomamos a decisão de deixar de comer carne. Pensávamos nós que ramen seria um deles, depois de algumas tentativas de caldos de massa desenxabidos a deixar sempre a sensação de que faltava algo no prato. Isto até o Afuri aterrar em pleno Chiado e trazer consigo um ramen vegano que agrada até àqueles com paladar aberto aos sabores do porco cozinhado .

Chama-se Truffle Miso (15€) e é feito à base de caldo de feijão preto, chá verde torrado, miso e óleo de trufas e leva ainda rebentos de soja, cebolinho e cogumelos.

O restaurante oferece várias opções veganas como a salada kaiso (6€) o Tofu Agedashi (9€) e os makis de vegetais (6€). Mas vá por nós e por este ramen.

Morada: Rua Paiva de Andrada, 7-13, Lisboa
Horário: 12h-15h e 18h-24h (sábado e domingo 12h-24h)

Sobremesas do Botanista

As sobremesas servidas no Ao 26 Vegan Food Project já eram conhecida por toda a cidade e tinham conquistado até aqueles que acreditavam não ser possível comer um doce verdadeiramente doce sem recurso a manteigas e ovos. Agora, Catarina Gonçalves pôde focar-se ainda mais nos doces desde que abriu o Botanista, um novo restaurante vegano, com opões para todas as horas, até porque todas as horas são certas para comer algo como frigideira de pêssegos assados, crumble e gelado (4,20€) ou um trio de waffles (6,50€), numa junção de ingredientes como caramelo salgado, manteiga de amendoim, chocolate, amêndoas tostadas ou banana caramelizada.

Morada: Rua Dom Luís I, 19, Lisboa
Horário: 11h-22h, segunda e terça 11h-21h30, quarta 11h-18h (fecha ao domingo)

Hambúrguer no Apuro

É uma das mais recentes novidades veganas do Porto, não só porque abriu há pouco tempo, mas também porque não havia nada do género na cidade e, se virmos bem, nem no País. O Apuro apresenta-se como um bar vegano, onde são servidas cervejas artesanais, sidras, vinhos biológicos e veganos, cachorros e hambúrgueres. Aqui as salsichas são de soja e da lista dos hambúrgueres, não somos capazes de escolher só um. Mas vamos à comida. Custam todos 6€, são preparados diariamente e têm como ingredientes as lentilhas, grão-de-bico, feijão preto ou “frango” vegetal. O pão de fermentação lenta é feito no Macrobiótico e, para acompanhar, há batata frita temperada com orégãos.

Morada: Rua do Breiner, 236, Porto
Horário: 13h-00h, sexta e sábado 13h-2h (fecha ao domingo)

Almoço na Cozinha do Alecrim

O menu custa 7,5€, com direito a entrada e prato principal

O espaço é tão pequeno que pode passar despercebido. Mas não deve. Patrícia Cerqueira tem 31 anos e há três que veio do Rio de Janeiro para mostrar aos portugueses que é possível comer bem naquela pausa rápida para almoço. É no Príncipe Real que fica a Cozinha do Alecrim, um espaço onde prepara refeições macrobióticas e veganas, maioritariamente para take away e entregas, mas onde foi obrigada a pôr também umas mesas. “Os portugueses gostam de vir, sentar, comer e conversar um pouco”.

O menu muda todos os dias e há sempre um prato principal, sobremesas e, consoante as estações, uma sopa ou uma salada de entrada. Tudo é feito sem proteína animal e com o mínimo de industrializados. Até as salsichas, o queijo e a batata palha são feitos no restaurante.

Morada: Rua d’ O século, 224, Lisboa
Horário: 12h-17h, sábado 11h-17h (fecha ao domingo)

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