O World Edible Insect Day já é celebrado em vários países ocidentais e Portugal quis juntar-se à comunidade que vê os insetos como uma fonte proteica que pode integrar a alimentação humana e animal. Por isso, no sábado 27 de outubro, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril recebe a associação portuguesa de produtores de insetos, conhecida como a Portugal Insect, para apresentar o conceito e clarificar todos os participantes.

Ao longo da tarde, Sara Costa, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, falará sobre o uso de larvas em produtos alimentares, e a chef Patrícia Borges será responsável por mostrar como é que os insetos podem entrar nas receitas lá de casa.

E não se tratará só de teoria, pois haverá também um momento de degustação, no primeiro evento legal de consumo de insetos do País. Mas só adquire esse estatuto por poderem ser consumidos, sem haver ainda a possibilidade de serem comercializados, segundo o que foi avançado à MAGG pelo gabinete do ministro da Agricultura. Assim sendo, pode participar na degustação, mas não vai conseguir comprar nenhum dos petiscos para levar e dar a prová-los a outras pessoas.

A comida saudável vai ser avaliada e passará a estar identificada

No evento haverá também uma sessão de esclarecimento sobre a legislação na União Europeia relativa ao consumo de insetos, a cargo de Ana Paula Bico, que integra a direção geral de alimentação e veterinária no Ministério da Agricultura. Pelo que a MAGG conseguiu apurar junto do gabinete do ministro, ainda não há nenhuma espécie aprovada pela UE, mas já há uma lista de potenciais insetos que possam vir a fazer parte da nossa dieta.

Para terminar as apresentações planeadeas pela Portugal Insect, Luís M. Cunha, do centro de investigação GreenUPorto, abordará as “Perspectivas do consumidor face ao consumo de insetos edíveis” e fará parte da mesa redonda que irá contar com especialistas da área.