O corpo humano pode parecer muito estranho e como se isso não bastasse, há partes dele com nomes igualmente estranhos. Talvez para nos facilitar a vida fomos arranjando designações fáceis ou então simplesmente descritivas para que todos entendessem do que estamos a falar. “Dói-me o dedo grande do pé” ou “tenho comichão naquela bolinha vermelha no canto do olho” são exemplos disso mesmo. Mas o dedo grande do pé tem nome. E a bolinha vermelha do olho também.

Não, não é nem dedo grande, nem dedão, nem dedo gordo. Todas esses nomes estão bem longe de corresponder ao verdadeiro. Hálux é a maneira correta de o chamar.

Pode continuar a dizer que bateu com o mindinho, esse é provavelmente dos poucos que é chamado corretamente. Os restantes três? Chame-lhes o que quiser, segundo dedo, terceiro dedo e quarto dedo são nomes aborrecidos, é verdade, mas são mesmo assim. Pelos vistos os dedos dos pés não mereceram a atenção que os das mãos tiveram.

E a lúnula da unha, sabe o que é? De certeza que sim, só não sabe que se chama assim. A lúnula é a meia lua que se forma na base da unha, com mais frequência nos polegares.

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Da próxima vez que for a uma esteticista, diga-lhe que talvez precise de tirar os pelos da glabela. Caso ela não saiba do que está a falar, ensine-lhe que a glabela é o nome da zona que está entre as sobrancelhas. E quando estiver a fazer o buço, lembre-a de não se esquecer da zona junto à columela. Estará a indicar-lhe o espaço entre as duas narinas.

Quer fazer um piercing no tragus? E no gnátio? Sim, também são nomes de partes do corpo. O tragus é aquela saliência de cartilagem que está à entrada do nosso ouvido. E o gnátio é a “covinha” que muita gente tem no meio do queixo, tal e qual como o John Travolta.

E se lhe elogiassem a carúncula lacrimal e o tubérculo de Darwin, saberia do que estavam a falar? A tal bolinha vermelha no canto interno do olho, junto ao nariz, chama-se “carúncula lacrimal” e serve para levar as lágrimas ao saco lacrimal. O “tubérculo de Darwin” é a saliência que existe na parte de cima da orelha e que é considerado um vestígio evolutivo, daí ter “Darwin” no nome.

Seria estranho se lhe elogiassem estas partes do corpo, mas caso o façam pode sempre agradecer e devolver: diga ao seu interlocutor que tem um hálux bonito.