“A Maldição de Hill House” da Netflix traumatizou o elenco

Os atores deixaram de dormir, ficaram hipersensíveis e começaram a sentir-se vigiados por fantasmas durante as gravações.

Uma das atrizes revelou que deixou de dormir e sentiu-se a enlouquecer depois de nove meses de gravações

Netflix

Foi elogiada pela crítica e é a nova sensação da Netflix depois de ter provocado ataques de ansiedade em alguns fãs. Falamos de “A Maldição de Hill House”, a nova série de terror da plataforma de streaming que assim que estreou, a 12 de outubro, se tornou num dos assuntos mais comentados do Twitter. “Tive muita dificuldade em adormecer depois de ter visto o primeiro episódio de ‘A Maldição de Hill House’. Não estou a brincar, estou muito stressado”, é só um dos comentários deixados por um utilizador sobre a série.

Mas parece que não foram só os fãs que ficaram assustados e, tal como aconteceu com os atores do filme “Hereditário”, também o elenco da série da Netflix ficou traumatizado durante as filmagens. Em entrevista exclusiva à revista “Metro”, Oliver Jackson-Cohen, que na série interpreta Luke, revelou que as gravações foram muito duras e que isso lhe trouxe consequências fora dos estúdios — como ver coisas que não existiam fora da sua imaginação.

“Somos atores e isso significa que temos uma imaginação estúpida. Antes de entrar nas cenas que tinha de gravar, começava a pensar que havia alguém que se sentava na margem da minha cama e me observava, entre outras coisas do género”, revelou. Também Elizabeth Reaser, que interpreta Shirley, acrescentou que se tornou hipersensível ao ponto de não conseguir dormir e sentir que estava a enlouquecer.

“Não tive interações com fantasmas, mas há sempre algo que acontece ao teu subconsciente quando estás durante nove meses a fingir que este tipo de coisas existem. Comigo foi mais deixar de dormir e sentir que podia ficar maluca a qualquer altura.”

Os dois atores recordam ainda o momento em que se apoiaram mutuamente numa altura particularmente difícil das gravações, em que estiveram quase uma semana sem dormir devido à intensidade das cenas que tinham de interpretar — e que eram muito difíceis de esquecer. “Era como se o teu corpo não conseguisse distinguir que estavas a fingir e que nada daquilo era real”, continuou Elizabeth.

Apesar disso, a revista “Forbes” escreve que a série vai continuar a conquistar cada vez mais fãs com o aproximar do Halloween, muito devido ao género de terror psicológico de que faz uso para arrancar sustos dos espectadores. Muitas vezes de forma inesperada.

“Esta é uma série de terror puro. Apesar de haver drama familiar, o propósito da série é assustar e nesse aspeto é bem sucedida, tornando-a numa das opções viáveis para este Hallowen para sessões de maratonas intensas de séries”, escreve a mesma publicação.

“A Maldição de Hill House” é baseada no livro do mesmo nome da escritora Shirley Jackson, mas nunca está presa à história original. É que a adaptação da Netflix passa-se na atualidade (e não no século XIX), mas nem por isso deixa de ser menos assustadora, tendo sempre como ponto fulcral a mansão assombrada mais famosa dos Estados Unidos. Só que, na série, os relatos das assombrações acontecem pela perspetiva de dois irmãos que, depois de terem vivido lá na infância, são obrigados a regressar e a confrontar-se com o passado negro que deixaram para trás.

A série, cuja primeira temporada conta com dez episódios, é da autoria de Mike Flanagan que ganhou alguma popularidade depois de realizar outros filmes de terror como “Jogo Perigoso” e “Absentia”. Desconhece-se, para já, se haverá uma segunda temporada.

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