Levantar a moral? Não, está errado. 20 erros e deslizes gramaticais que cometemos no dia a dia

Mau-estar, reaver, ovelha ranhosa. Se usa estas palavras saiba que não está a falar bom português. E quer mesmo dizer despoletar?

Um grande beijinho está incorreto segundo o livro "Para acabar de vez com o mau português" acabado de lançar

Alexis Brown

“Sinto um certo mau-estar”. “Ele precavê-se sempre, para não fazer má figura”. “Lá apareceu, passado umas horas”. “Um grande beijinho”. Estas quatro frases têm uma coisa em comum: estão todas incorretas. Diz-se mal-estar e não mau-estar, o verbo precaver é um caso singular, portanto o melhor é substitui-lo por prevenir.

Quanto ao passado umas horas, atenção à concordância: é passadas umas horas, não passado umas horas. E o “grande beijinho”? Beijinho é um diminutivo, por isso só pode ser pequeno — se é para ser grande, então que seja grande beijo.

Para Acabar de vez com o Mau Português” (14,90€), da autora Sara de Almeida Leite, professora de português e consultora linguística, chegou às livrarias esta quarta-feira, 17 de outubro, com a Manuscrito. O livro reúne 150 erros, deslizes e tropeços gramaticais que cometemos no nosso dia a dia.

Umas vezes são as rasteiras da oralidade que nos fazem errar, outras vezes acertamos nas palavras e falhamos o significado. Também há conjugações traiçoeiras e, infelizmente, uma enorme confusão com os femininos e masculinos.

A MAGG escolheu 20 erros e deslizes gramaticais que cometemos no dia a dia. Uns são mais comuns, outros um tanto ou quanto surpreendentes. Contamos-lhe tudo.

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