Muito choro, muita pressão e uma cozinheira que foi a única a meter ordem no restaurante: tudo isto aconteceu no quinto episódio do “Pesadelo na Cozinha”, transmitido este domingo, 14 de outubro. O programa passou-se no Stop TIR, um restaurante em Vilar Formoso, mesmo junto à fronteira com Espanha, propriedade de Pedro Cunha, um ex-camionista que pegou no espaço há quatro anos mas que, na atualidade, já se arrepende de não ter seguido a carreira de barbeiro.

Embora o restaurante nunca tenha estado vazio, facto que chamou de imediato a atenção de Ljubomir Stanisic e que fez o chef questionar Pedro Cunha sobre o porquê deste precisar de ajuda, o proprietário queixa-se da concorrência apertada de outros restaurantes da zona —existem cinco nas imediações e com preços mais baixos.

Na visita que a MAGG efetuou ao Stop TIR no início da semana que antecedeu a exibição do programa, foi notório um certo medo e desconforto comum a muitos dos habitantes de Vilar Formoso em falar do restaurante e, em especial, o nome de Pedro Cunha, muito criticado. Algumas pessoas baixavam o tom da conversa ou paravam mesmo de falar sobre o proprietário quando outras pessoas se aproximavam. Mais, à saída do Stop TIR, chegámos mesmo a falar com um cliente que se queixou da qualidade do cozido à portuguesa e do serviço: “Aquilo para mim não era cozido. Não se serve um cozido à portuguesa num prato em que a única coisa que está quente é a batata. A simpatia dos empregados foi quase inexistente e isso é motivo mais do que suficiente para pensar seriamente se cá volto a entrar. Reclamei que a carne estava seca, que estava tudo frio e ninguém me ofereceu uma solução. No final, ainda me pediram o valor inteiro do prato (8,50€)”, lamentou o cliente que pediu para não ser identificado.

“Pesadelo na Cozinha”. O Stop TIR esteve quase a fechar e o dono queria tornar-se barbeiro

A MAGG analisou o quinto episódio à lupa e mostra-lhe tudo aquilo que aconteceu.

O pior do restaurante

As cores berrantes das paredes (verdes e azuis), a pouca comunicação entre a sala e a cozinha, a personalidade derrotista do proprietário e a ementa dedicada a pratos grelhados (e secos) quase na totalidade.

O melhor do restaurante

Apesar do pedido de ajuda à produção do “Pesadelo na Cozinha” e à dificuldade em rentabilizar o restaurante, a verdade é que o Stop TIR nunca deixou de ter clientes, sendo estes uma ótima alavanca para o sucesso caso o proprietário Pedro resolva implementar e seguir as sugestões de Stanisic.

Falando da comida propriamente dita, mesmo antes de qualquer ajuda do chef, Ljubomir elogiou e muito o picante caseiro do espaço, confecionado pelo proprietário do restaurante.

De quem é que gostámos mais

Sónia ganhou o nosso coração e, aparentemente, também o de Ljubomir. A jovem cozinheira e namorada do proprietário demonstrou-se sempre humilde e com muita vontade de aprender, tendo feito uma jardineira que lhe mereceu elogios rasgados do chef. Para além do talento para a cozinha e de uma personalidade cativante, Sónia foi a bóia de salvação em todos os momentos de stresse de Pedro e ainda se revelou uma patroa firme e profissional.

De quem é que gostámos menos

O proprietário Pedro foi a personagem mais irritante deste quinto episódio. Com uma personalidade derrotista, chegando a afirmar que só queria pagar as contas e largar o restaurante, ora inventava desculpas para todas as suas más ações, ora desatava a chorar e se trancava na casa de banho assim que a pressão aumentava, ou que algo corria mal.

O prato da polémica

Na primeira refeição que Ljubomir faz no Stop TIR, pediu vários pratos da ementa para lhes avaliar a qualidade. Embora as sugestões não tenham sido brilhantes e algumas até estivessem sem sabor, nada bate o pernil de porco servido ao chef — a dose não era mais do que três pedaços pequenos com pouca carne, muita gordura e até havia pelos do animal que não tinham sido retirados antes da confeção.

O momento mais WTF

Existiram dois instantes muito caricatos durante o programa deste domingo, ambos protagonizados pelo dono do Stop TIR — e daí a nossa dificuldade em eleger apenas um. Sendo assim, ficámos com um empate técnico entre o momento em que Ljubomir pede uma colher ao proprietário para se servir de pica-pau e este lhe traz um utensílio enorme da cozinha, levando o chef a perguntar-lhe: “Isto é para me dares na tromba?”;  e o momento em que o chef do 100 Maneiras explica a Pedro que tem de comunicar à sala que a cozinha não está a aceitar pedidos, acalmando-o com um pequeno estalo (carinhoso?) na cara e apelando à tranquilidade do proprietário — este absorve o momento e repete-o ao milímetro com o empregado de mesa Pedro, que fica com uma expressão perdida e hilariante.

O momento mais violento

O episódio centrado no Stop TIR esteve mais virado para o drama (graças às constantes lágrimas do proprietário) do que para a pancadaria, mas ainda houve espaço para Ljubomir perder a calma com Pedro devido às várias desculpas do ex-camionista — Stanisic irritou-se, gritou que estava ali para o ajudar e descarregou a raiva num pobre frigorífico.

O momento mais fofinho

Não há dúvidas quanto a esta categoria: a ligação ente Ljubomir e a cozinheira Sónia proporcionou não apenas um, mas vários momentos fofinhos. Entre muitos beijos, abraços e palavras positivas, destacamos o momento em que Sónia assume a confeção de uma jardineira sugerida pelo chef e esta é, nas palavras de Stanisic, “uma jardineira do caraças”. O prato estava tão bom que existiram clientes a pedir para repetir, o que resultou numa explosão de alegria e emoção entre a cozinheira e o chef.

O que falha na higiene do restaurante

Não foi um episódio propriamente pautado pelas falhas de higiene mas, mesmo assim, o chef ainda conseguiu encontrar um forno podre. Depois de perguntar à cozinheira se esta o usava para alguma coisa, e após Sónia ter negado, Ljubomir cortou a ficha do forno e retirou-o imediatamente da cozinha.

As 19 fotos do próximo restaurante de “Pesadelo na Cozinha”

Quem disse mais palavrões?

Faltou pouco para chegarmos aos 100 palavrões no quinto episódio do “Pesadelo na Cozinha” — foram 96, no total. Na visita de Ljubomir Stanisic a Vilar Formoso, o chef proferiu 66 palavrões, seguindo-se o proprietário Pedro com 14 e a ajudante de cozinha Irina com 10. O empregado de mesa Pedro e a cozinheira Sónia também contribuíram para esta contagem com três e dois palavrões, respetivamente, e até um cliente disse uma asneira.

As frases mais engraçadas

  • “Tudo o que vem daí é merda, já não tenho vontade de te ajudar.” (Ljubomir Stanisic)
  • “Qualquer dia morro aqui.” (Irina)
  • “O Pedro [empregado de mesa] tem pancada.” (Pedro Cunha)
  • “Qualquer dia pagas-me uma plástica com as coisas que eu faço aqui.” (Irina)
  • “Se enchemos a casa, estamos fodidos.” (Pedro Cunha)
  • “Não é fácil encarar assim uma pessoa famosa, é aquele stresse.” (Pedro Cunha)
  • “Acalma-te o stresse, o picante.” (Pedro Cunha)
  • “Só e batata a murro porque levou um murro.” (Ljubomir Stanisic)
  • “O gajo com o cabelo à foda-se é o rei da bifana.” (Ljubomir Stanisic)
  • “Acha-se mau, adoro. É mauzão mas sabe de higiene.” (Ljubomir Stanisic)
  • “Ele hoje está muito calmo, mas amanhã vai virar uma fera.” (Irina)
  • “Mon ami, bom proveito.” (Pedro)
  • “Não estou aqui para brincar, nem para coçar os tomates.” (Ljubomir Stanisic)
  • “É como o sexo: se o teu namorado chega e te mete logo a mão no pipi não é bom, tem que namorar primeiro.” (Ljubomir Stanisic)
  • “28€ o carapau? Que se foda o carapau. Tu eras para ser cabeleireiro.” (Ljubomir Stanisic)
  • “Despertar amor em pessoas é tão bom.” (Ljubomir Stanisic)
  • “O teu namorado é mais confuso que um bairro chinês.” (Ljubomir Stanisic)
  • “Estou muito paralisado do meu cérebro.” (Pedro Cunha)
  • “Isto é colhoões de quê?” (Pedro)

A frase do episódio

  • “Não quero que isto se torne no episódio da baba e ranho.” (Ljubomir Stanisic)

Antes e depois