Nós não fomos feitos para estar sentados o dia todo, e no entanto, a maioria de nós passa cerca de oito a nove horas do dia à secretária. Sem surpresas, estudos recentes revelam que a sua rotina de trabalho tem um impacto negativo no seu corpo, não só nas costas, ombros, glúteos, mas especialmente no seu coração e saúde mental.

De acordo com Ryan Fiorenzi, James Levine (Diretor da Mayo Clinic) defendeu numa entrevista ao LA Times que “estar sentado é mais perigoso que fumar, mata mais pessoas que a HIV e é potencialmente mais prejudicial que o paraquedismo. Estamos sentados à beira da morte”. No mesmo artigo, Joan Vernikos (ex-diretor da divisão de Ciências da Vida da NASA) diz que o nosso corpo é uma “máquina de movimento perpétuo” e contrariar este facto aumenta o risco de mortalidade precoce causado por qualquer doença.

Um estudo de 2017 realizado em oito mil pessoas de 48 estados dos Estados Unidos, concluiu isso mesmo: “Tanto o volume total de sedentarismo quanto o acréscimo em episódios prolongados e ininterruptos estão associados à mortalidade por todas as causas, sugerindo que as diretrizes de atividade física devem ter como objetivo reduzir e interromper o tempo sedentário para reduzir o risco de morte.

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Quais são as partes do corpo mais afetadas?

De acordo com um artigo publicado no jornal “El País”, baseado na opinião de vários especialistas, há oito grandes zonas do corpo que são prejudicadas quando passamos oito horas sentados ao computador:

1. Coração e sistema respiratório: estes estão diretamente relacionados. O médico especialista em Educação Física e Medicina do Desporto do Hospital Universitário de Madrid, Julio de la Morena Garzón, explica que a falta de atividade física diminui a quantidade máxima de oxigénio que transportamos no sangue e isto “é compensado pelo aumento da frequência cardíaca”. Isto quer dizer que o coração tem de trabalhar mais para manter o mesmo nível de oxigénio que atinge o músculo, “aumentando a nossa frequência cardíaca de repouso em torno de 10-15%  e aumentando em 64% a probabilidade de sofrermos  de algum tipo de doença cardíaca”.

2. Postura: coluna vertebral, pescoço, glúteos, joelhos, trapézios e até mesmo os pulsos são afetados pela nossa postura à secretária. A sobrecarga ou o excesso de tempo numa posição ou corpo são alguns exemplos de causas que explicam aquela dor no joelho que parece não desaparecer por nada.

3. Digestão: a falta de movimento e os horários de refeição instáveis explicam o facto de o corpo digerir a comida com mais dificuldade.

4. Ossos: o sedentarismo no nosso dia a dia pode levar à perda de massa óssea.

5. Massa muscular: para além das clássicas contraturas, os “níveis reduzidos de atividade física, aumento do comportamento sedentário e falta de exercício exercem um papel importante na perda de massa muscular relacionada com a idade, conhecida como sarcopenia: esta é a principal razão para a fragilidade e perda de independência associada ao envelhecimento“, disse César chefe de Medicina Interna do Hospital Sanitas em Madrid ao “El País”.

6. Sistema circulatório: a falta de movimento dificulta a boa circulação, o que a longo prazo pode causar retenção de líquidos, varizes ou até tromboses.

7. Peso e metabolismo: o estar sentado o dia todo ao computador reduz a quantidade de calorias que o nosso corpo precisa para desempenhar as suas tarefas. Segundo o “ElPais”, num dia de trabalho de oito horas (sem contar com a hora de almoço) nós podemos “queimar apenas cerca de 714 calorias por dia  por estarmos sentados e a trabalhar”. Ora, se não soubermos ajustar a nossa alimentação a este ritmo, muito provavelmente acabaremos por engordar (sendo que o ganho de peso constitui mais um encargo nos nossos ossos).

8. Saúde mental: o stress e ansiedade são típicos de um ambiente laboral, mas aspetos como a falta de luz natural, o excessivo uso de computadores ou as horas extras constituem um agravamento de uma realidade que já não era boa por si só. A falta de exercício físico afeta também a produção de serotonina e endorfinas, as hormonas da felicidade, salientou o “El País”.

Tudo isto representa um elevado encargo anual nas despesas da saúde (sobretudo nos países mais desenvolvidos) e revela-se um problema grave de saúde pública, causando indiretamente doenças graves como diabetes, Alzheimer, problemas de coração, etc., sustentam os mesmos especialistas.

Agora o que quer saber mesmo é como contrariar esta realidade, não?

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As soluções são óbvias e (aparentemente) simples para colocar em prática

A maioria das soluções são da agência de design e marketing Eminent SEO, a seleção é nossa, e a partir daqui é consigo:

1. Faça uma pausa e saia da secretária: é essencial pausas regulares e um pouco de movimento do corpo. Só o simples facto de esticar as pernas já é bom para si. Para além disso, evite almoçar na sua secretária e aproveite a hora de almoço para espairecer e andar (faz bem ao corpo e à mente).

2. Faça alongamentos regularmente: seja em casa ou no emprego, esticar o corpo e contrariar a má postura que temos quando nos sentamos à secretária. Os alongamentos também são ótimos para aliviar o stress e parar um pouco durante um dia de trabalho intenso.

3. Durma: durante o sono o corpo restabelece-se e resolve alguns problemas causados ao longo do dia.

4. Trabalhe de casa: aqui somos capitães do nosso próprio barco, ou seja estabelecemos nós os horários e métodos de trabalho, evitando o stress do escritório.

5. Faça exercício físico: a Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 150 minutos por semana de qualquer tipo atividade física (ou seja os  50 minutos 3 vezes por semana). Um corpo sedentário acaba por estar ainda mais suscetível aos problemas de saúde acima enumerados.