Vem aí um episódio interativo de “Black Mirror” onde pode escolher o que acontece na história

Vai poder dar o pior destino possível àquela personagem irritante e desprezível, mas essa decisão terá consequências na narrativa da série.

O regresso da série é apontado para final do ano, um pouco à semelhança do que aconteceu com a anterior

Netflix

Não é propriamente uma funcionalidade nova, especialmente para os fãs de videojogos que mais ou menos desde 2012 já tinham acesso a vários tipos de jogos interativos. Aqui, os jogadores eram incentivados a controlar a narrativa e o destino de uma determinada personagem da ação, consoante a afinidade que sentisse por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o jogo “The Walking Dead”, lançado em 2012 pela Telltale, que fez uso deste poder de decisão para criar uma experiência única e refrescante ao género. Mas só muito recentemente é que esta possibilidade começou a chegar a outros universos, como o conteúdo de streaming da Netflix.

O pontapé de saída aconteceu em 2015 quando a série para miúdos “As Aventuras do Gato das Botas” chegou à Netflix com um primeiro episódio interativo onde o espectador podia escolher através de várias opções no ecrã se o gato fofinho e destemido lutaria contra um deus ou contra uma árvore. E agora parece que os fãs de “Black Mirror” também vão poder escolher o desfecho pretendido durante um dos episódios da próxima temporada.

Segundo a “Bloomberg”, publicação norte-americana, a série distópica da Netflix deverá regressar no final do ano, em dezembro, tal como aconteceu com a anterior que surpreendeu toda a gente quando estreou a 29 de dezembro sem qualquer aviso prévio. Nesta nova temporada haverá pelo menos um episódio interativo em que o público poderá decidir o rumo da história e o destino das personagens principais, sabendo de antemão que cada decisão terá implicações e consequências várias no desenrolar da narrativa.

Ainda assim, a Bloomberg refere que esta funcionalidade não será exclusiva para “Black Mirror”, e estão já planeadas outras séries com o mesmo tipo de interação com os utilizadores. A ideia é conquistar mais e novas pessoas para uma possível subscrição do serviço.

“Este avanço num tipo de programação escolhe-a-tua-própria-aventura representa uma grande aposta na componente de entretenimento. À medida que a Netflix se vai expandido para várias partes do mundo, há uma necessidade constante de encontrar novas formas de atrair clientes. Ao misturar alguns dos elementos dos videojogos com o conceito de televisão tradicional, a empresa pode criar uma fórmula capaz de ser aplicada a outra qualquer série do seu catálogo de originais”, lê-se na mesma publicação.

Apesar de a produção da nova temporada de “Black Mirror” ter começado no início do ano, não se conhecem mais detalhes acerca do regresso. Sabe-se apenas que deverá seguir o formato por que já ficou conhecida desde que chegou à plataforma de streaming em 2011, em que cada episódio vai contar uma história diferente e nunca com as mesmas personagens.

A série é assinada por Charlie Brooker (“Dead Set”) e mostra um futuro não muito distante, em que o uso irresponsável da tecnologia moldou uma nova sociedade cada vez mais tóxica, intolerante e perigosa.

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