7 cabo-verdianos dizem-nos o que vale mesmo a pena fazer na ilha da Boa Vista

O dono de um restaurante, o fotógrafo de um catamarã, um guia da reserva de tartarugas. O que têm em comum? Conhecem a ilha como ninguém.

A ilha da Boa Vista tem praias incríveis

À medida que a nossa pick-up se aproximava de mais um areal intocado, a música “Padoce de Céu Azul“, interpretada pela fadista portuguesa Mariza, começou a sair das colunas do rádio. Estávamos no final de setembro mas, na ilha da Boa Vista, uma das dez ilhas de Cabo Verde, era um dia quente de verão igual a qualquer outro. O céu estava limpo, as temperaturas rondavam os 34 graus e tudo o que apetecia naquele momento era dar um mergulho no mar azul.

Foi exatamente isso que fizemos uma hora antes, era exatamente isso que íamos fazer agora. Depois de desbravarmos desertos e descobrirmos pequenas povoações com casas de cores garridas, estava na altura de irmos a banhos mais uma vez. Com este pensamento em mente, percebemos que, pela primeira vez em toda a nossa viagem, conseguíamos entender porque é que “no stresse” é o lema de quem vive por aqui.

A convite da Solférias, e em parceria com os RIU Hotels & Resorts, a MAGG esteve na Boa Vista para descobrir a terceira maior ilha do país — que ainda assim tem apenas 620 quilómetros de área e 16 mil habitantes. Durante sete dias, percorremos a ilha de norte a sul. Pelo caminho, aproveitámos para falar com quem conhece a ilha melhor do que ninguém: os cabo-verdianos.

Keven tem 24 anos e é fotógrafo num catamarã, Vânia Borges é empregada de limpeza no Hotel Riu Touareg, Juanito Brito é guia turístico, taxista e bombeiro. Já Joaquim Andrade é dono de um restaurante, João Pires é comerciante em Sal Rei, Ogino Almeida é agente de viagens e Indira Santos Silva vende verduras.

Depois de nos contarem as suas histórias, estes 7 cabo-verdianos sugeriram-nos restaurantes, hotéis, pontos turísticos, povoações e praias. Fora ou dentro dos roteiros turísticos, estes são os seus favoritos.

Ogino Almeida, agente de viagens

Ogino Almeida nasceu na ilha da Boa Vista e conhece-a melhor do que ninguém. Não o diz ele, dizemos nós que passámos sete dias na sua companhia a conhecer a região. Sem textos decorados ou longas (e aborrecidas) contextualizações históricas, o homem de 37 anos prefere frases curtas, vai sempre direto ao assunto e tem um sentido de humor apurado. A par disso, vemo-lo sempre falar com paixão da ilha que o viu nascer — e que muito provavelmente o vai ver morrer.

Contrariamente a outros cabo-verdianos, Ogino Almeida já conheceu muitos países, viu outros estilos de vida e apaixonou-se por outras culturas. Mas em momento algum ponderou abandonar a ilha da Boa Vista. Nem precisamos de lhe perguntar porquê — de cada vez que chegava a uma praia paradisíaca ou a um ponto turístico incrível, dizia-nos de peito cheio: “Estão a ver porque é que eu não saio daqui?”.

O que gosta mais na ilha: “A forma como vivemos aqui. A paz de espírito, o ‘no stress’. Para mim é a melhor coisa que existe na ilha”.

O que gosta menos na ilha: “Os maiores problemas da ilha são o saneamento, é preciso fazer uma renovação de Sal Rei, torná-lo mais atrativo para os turistas, e fazer com que seja possível os clientes saírem mais dos resorts.”

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Blue Marlin, Alisios e Bahia the Beach
Praia: Praia de Ti Liz
Hotel: Hotel Riu Karamboa
Ponto turístico: Morro de Areia
Povoação: Sal Rei

Keven Moreira, fotógrafo da empresa Sea Turtle Sailing Catamarans

Keven Moreira tem 24 anos e é fotógrafo da empresa Sea Turtle Sailing Catamarans

São 9h16 da manhã quando tiramos a primeira fotografia a bordo do catamarã da empresa Sea Turtle Sailing Catamarans. Está um sol abrasador, e as poucas nuvens que enchem o céu parecem ter sido colocadas ali de propósito só para compor mais um bocadinho o cenário. Com a embarcação a navegar ao sabor do vento, os turistas começam a espalhar-se pelo catamarã.

Quanto custa o passeio de catamarã

Com a Morabitur, o passeio de catamarã fica por 53€ por pessoa — com animação a bordo, bebida e aperitivos incluídos. Os percursos acontecem todos os dias.

É nesse momento que reparamos em Keven. Com uma T-shirt preta e uns calções amarelos, move-se animado pelo catamarã. Parece incapaz de estar quieto: ora mete conversa com os passageiros, ora esconde os olhos por detrás da câmara fotográfica que tem presa junto ao peito. Pelo meio ainda dá uns passinhos de dança.

“Sabes qual é o meu nome? Keven do Espírito Santo. Keven do Espírito Santo Furtado Moreira”. É assim que o jovem de 24 anos nos responde horas mais tarde quando, já em terra firme, ligamos pela primeira vez o gravador do telemóvel. Natural da ilha de Santiago, onde a criminalidade é um dos maiores problemas, Keven mudou-se para a ilha da Boa Vista há 11 meses. Primeiro trabalhou num restaurante, seis meses depois começou a tirar fotografias nos catamarãs da Sea Turtle.

Keven Moreira não larga a câmara fotográfica

A paixão pela fotografia já é antiga. “Tinha um amigo que tinha uma máquina. Começámos a fazer guerras de fotos, comecei a gostar. Agora estou a ganhar dinheiro com isso.”

Keven Moreira ganha 300€ por mês, mas as gorjetas conseguem fazer subir o salário. Ele gosta do que faz, e raramente tem problemas no trabalho. Ainda assim, recorda, há dias menos bons — como aquele em que um casal de franceses lhe disse “anda cá tirar uma fotografia, ó escravo”. Keven não fala francês, mas percebeu o significado daquelas palavras. Naquele momento perdeu a cabeça e começou a ofendê-los em crioulo. Foi a guia daquele grupo que interveio: “Não vale a pena”, disse-lhe. “Não vale a pena ligar”.

Apesar de momentos menos bons como este, Keven Moreira raramente perde o sorriso. E garante que os cabo-verdianos são mesmo assim. “Não somos tristes, aqui não há guerra. Aqui a única coisa que nos faz feliz é mesmo a nossa felicidade”.

Ainda assim, a vida está longe de ser fácil: quando lhe perguntamos se vive num apartamento em Sal Rei, a sede do concelho da Boa Vista e o maior centro urbano da ilha, o sorriso desvanece-se por uns segundos. “Eu vivo na Barraca com o meu irmão.”

Situada a cerca de um quilómetro da vila de Sal Rei, a Barraca, ou o Bairro da Boa Esperança, é um aglomerado ilegal de casas que mostra uma realidade bem diferente da dos resorts tudo incluído que atraem tantos turistas o ano inteiro. Aqui, os moradores mais pobres, a grande maioria funcionários dos hotéis, construíram as suas casas com as próprias mãos na impossibilidade de pagarem uma renda noutras zonas da ilha. As condições são muito más: “Na Barraca não há saneamento, esgoto, a eletricidade é péssima”.

O que gosta mais na ilha: “Principalmente quando vou trabalhar e tirar fotos, o que gosto mais é das paisagens… das mulheres bonitas que vejo aqui todos os dias”, ri-se. “Não, para falar a verdade o que gosto mais é das praias”.

O que gosta menos na ilha: “Os políticos, que não olham para nós. Há muita coisa aqui que precisa de ser mudada, mas eles não saem do escritório”.

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Kriola, Sal Rei
Praia: Santa Mónica
Hotel: Hotel Riu Touareg
Ponto turístico: Excursão pelo norte da ilha
Povoação: Sal Rei

Juanito Brito, guia turístico, taxista e bombeiro

Juanito Brito não para: é guia turístico em várias agências, trabalha como taxista e ajuda ainda na corporação de bombeiros

Foi um dia longo para Juanito Brito. Depois de uma excursão que durou o dia inteiro, são 19h30 quando se encontra connosco à porta do Hotel Riu Touareg. Com uma T-shirt azul escura onde se lê Universita Firenze, o homem de 33 anos pode estar cansado mas não o deixa transparecer. Pelo contrário, faz questão de cumprimentar individualmente, e com um enorme sorriso, todos os membros do grupo: “Olá, o meu nome é Juanito. Juanito, olá. Juanito, prazer”.

Quanto custa assistir à desova das tartarugas

A visita noturna para assistir à desova das tartarugas da espécie Caretta caretta custa 60€ por pessoa com a Morabitur. As crianças dos dois aos 12 anos pagam 30€.

Juanito Brito vai ser o nosso guia nessa noite para assistir à desova das tartarugas. A ilha da Boa Vista tem 80% dos ninhos de tartarugas da espécie Caretta caretta (tartaruga-marinha-comum), com aproximadamente quatro mil fêmeas a desovar naquelas praias todos os anos, entre junho e outubro. Há 15 anos que ele leva os turistas a ver as tartarugas a desovar — ou, quando chegar a altura, as tartarugas bebés a saírem dos ninhos e a caminharem para o mar —, no entanto esta está longe de ser a sua única profissão.

“Sou um homem de rua, vou onde me chamam”, diz à MAGG Juanito, que é natural da ilha da Boa Vista. Além de liderar excursões turísticas, ainda trabalha como taxista e ajuda na corporação dos bombeiros da ilha. Com orgulho, apressa-se a dizer-nos que domina seis línguas (inglês, francês, italiano, espanhol, português e crioulo), mas que agora também já está a aprender a falar alemão.

“Num dia bom posso trabalhar quase 12, 13 horas. Mas noutro posso não fazer nada. Depende do dia”, diz-nos. “Sempre quis conduzir carros. Independentemente de tudo, queria conduzir carros”.

Quando o pai emigrou para a América, Juanito Brito ficou com o tio taxista na ilha do Sal. E foi assim que começou, aos 18 anos, a fazer aquilo que sempre quis. Começou por fazer pequenos serviços, e a aprender línguas — a primeira foi o francês. Quando regressou à ilha da Boa Vista continuou, tanto a aprender línguas como a conduzir. Hoje não se imaginaria a fazer outra coisa: “Amo o meu trabalho”.

O que gosta mais na ilha: “Da tranquilidade e paz de espírito que temos aqui.”

O que gosta menos na ilha: “Não ter nada: devíamos ter um hospital, uma escola em condições. A parte do governo deixa muito a desejar. Já nem falo das estradas, que é onde eu ando todos os dias [a maioria das estradas na ilha da Boa Vista são em terra batida]. Pelo menos um hospital em condições”.

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Blue Marlin, Sal Rei
Praia: Praia do Morro de Areia
Hotel: Hotel Riu Touareg
Ponto turístico: Morro de Areia
Povoação: Cabeça dos Tarrafes

Joaquim Andrade, dono do restaurante Mansão

Joaquim Andrade é proprietário do restaurante Mansão, em Fundo das Figueiras

Aos 55 anos, Joaquim Andrade entrou na área da restauração “quase por acidente”. Há um ano e meio viu no turismo uma oportunidade de negócio, uma vez que a aldeia Fundo das Figueiras, onde vive e que carinhosamente garante ser “o jardim da Boa Vista”, estava cada vez mais no mapa das excursões. No entanto, faltava-lhe opções gastronómicas.

A comida no restaurante Mansão é maravilhosa

Foi num antigo salão de festas que decidiu abrir o restaurante Mansão. Chegámos por volta das 13 horas e a cozinha está numa azáfama: apesar de ser relativamente recente, não faltam clientes sentados às mesas, tanto lá dentro como lá fora. O espaço é rústico mas a comida é deliciosa, e o ambiente típico faz-nos ter a certeza que não estamos em mais uma armadilha para os turistas.

“Optei por apresentar um serviço diferente, rústico mas agradável, com pratos com o gosto e sabor tradicionais. O feedback foi muito bom, por isso estamos no bom caminho”.

Outras excursões que valem a pena

A Morabitur tem várias excursões, como por exemplo a Santa Mónica (Rabil, Escola Olaria, Povoação Velha, Santa Mónica, Varandinha, Morro de Areia), que custa 25€; ou a Nha Kretcheu (Deserto Viana, Povoação Velha, Sta. Mónica, almoço em Sal Rei, Porto Pesqueiro, Praia Diante, Igreja Sta. Isabel, Cabo Sta. Maria), 45€. Também pode alugar um scooter (40€ por 24 horas ou 15€ por duas horas) ou uma moto 4 (80€ por quatro horas numa moto dupla).

O peixe, frango, lagosta e a cachupa cabo-verdiana são os pratos com mais saída. Como todos os alimentos são confecionados no forno a lenha, o sabor é garantidamente especial. Quanto aos preços, Joaquim Andrade foi cauteloso: “Muitas pessoas viram no turismo uma forma de enriquecimento rápido. Eu preferi ir devagar”. É raro uma refeição custar mais de 10€, às vezes já com a bebida e sobremesa.

O que gosta mais na ilha: “A espetacularidade que é esta ilha, a tranquilidade e esse sorriso da população. Não temos outras coisas, mas temos paisagens bonitas, sorrisos e tradição.”

O que gosta menos na ilha: “Tendo em conta o boom do turismo, que levou a que no espaço de dez a 12 anos a ilha triplicasse a sua população, há ainda muita coisa para fazer. Falta sobretudo investimento em infra-estruturas básicas, como o saneamento e a rede de estradas”.

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Qualquer sítio em Fundo das Figueiras
Praia: Praia de Ervatão
Hotel: Hotel Iberostar Club Boa Vista
Ponto turístico: Tudo
Povoação: Fundo das Figueiras

João Pires, comerciante em Sal Rei

João Pires é comerciante em Sal Rei

É João Pires quem nos aborda na rua. Junto ao porto de Sal Rei, está rodeado por dois amigos e não esconde a sua indignação quando percebe que somos jornalistas. “Não é assim que os jornalistas devem trabalhar”, diz-nos num misto de chacota e raiva. “Se querem saber coisas da ilha da Boa Vista, têm de falar com os cabo-verdianos, não é com os senegaleses.”

Percebemos de imediato o que aconteceu. Minutos antes, tínhamos estendido o gravador do telemóvel a uma mulher que tinha uma banca de artesanato. Quando percebemos que era do Senegal, fizemos mais uma ou duas perguntas por cordialidade e desligámos o telemóvel sem guardar a gravação. É isso que explicamos a João Pires.

A loja de João Pires fica nesta rua. Na foto, a senegalesa que causou tanta discórdia

“Mas agora o senhor pode falar comigo”, dizemos-lhe. Com um enorme sorriso, o homem de 42 anos endireita os ombros e quase parece aclarar a voz. Natural da ilha do Fogo, João Pires cresceu na ilha de Santiago, viveu muitos anos na ilha do Sal e há um ano mudou-se para a Boa Vista. “Vim para cá para trabalhar com as tartarugas, mas com o crescimento do turismo achei que era melhor trabalhar no comércio”. E foi assim que abriu uma pequena banca de souvenirs.

O que gosta mais na ilha: “A praia”.

O que gosta menos na ilha: “A forma como os locais fazem diferença em relação aos que vêm de outras ilhas.”

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Naida, Sal Rei
Praia: Santa Mónica
Hotel: Hotel Iberostar Club Boa Vista
Ponto turístico: Deserto de Viana
Povoação: Povoação Velha

Indira Santos Silva, vendedora de verduras em Sal Rei

Indira Santos Silva tem 31 anos e vende verduras em Sal Rei

Há quase cinco anos que Indira Santos Silva deixou a ilha do Maio, onde nasceu, para se mudar para a Boa Vista. “Aqui tem mais trabalho”, diz-nos, pousando os três barris vazios que carrega nas mãos. Encontramo-la na aldeia Fundo das Figueiras, já longe do centro. Aos 31 anos, trabalha no campo a plantar verduras, que todas as segundas, quartas e sextas-feiras vende no mercado em Sal Rei.

Indira Santos Silva não tem dúvidas que fez bem em mudar-se para a Boa Vista. Na realidade admite que não é assim tão diferente do Maio, apenas tem mais oportunidades de trabalho. E para já não há planos para regressar, até porque a vida está praticamente feita por estes lados: “Cheguei aqui, encontrei um marido e tenho um filho com nove meses. Gosto muito daqui.”

O mercado em Sal Rei, onde Indira Santos Silva vende fruta

O que gosta mais na ilha: “Gosto de tudo o que tem por aqui. Tem mais trabalho e as pessoas são simpáticas”.

O que gosta menos na ilha: “As estradas. A câmara municipal precisa de alcatroar as estradas para chegar à zona norte. Precisamos muito. Mais trabalho para os jovens, também, um centro de juventude melhor onde eles possam ocupar o seu tempo livre, ter formação.”

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Restaurante Reencontro, Fundo das Figueiras, e o Restaurante Grill Luar em Sal Rei
Praia: Praia da Varandinha
Hotel: Hotel Iberostar Club Boa Vista
Ponto turístico: Deserto de Viana
Povoação: “Porto Inglês, que é na ilha do Maio!”, ri-se.

Vânia Borges, empregada de limpeza no Hotel Riu Touareg

Vânia Borges é empregada de limpeza no Hotel Riu Touareg

São 7h26 e o ambiente que se vive no Hotel Riu Touareg é bem diferente daquele que experimentámos na tarde anterior. Não há crianças aos gritos, jovens inclinados sobre o bar dentro de água a pedir mais uma bebida, diálogos intermináveis nas mais variadas línguas. Pelo contrário, a água da piscina está estagnada e o silêncio é quase absoluto. Nem parece que estamos num resort de cinco estrelas.

Caminhamos em direção à praia quando encontramos Vânia Borges a limpar o chão da esplanada em frente ao bar da piscina. Com uma camisa e saia castanhas, tem os olhos presos na água que vai removendo do chão a uma velocidade ritmada. Passamos por ela discretamente em busca de um sorriso e, quando o recebemos, aproximamo-nos para saber mais sobre ela.

Vânia Borges tem 29 anos e, tal como Keven, é natural da ilha de Santiago. A falta de trabalho e a criminalidade fizeram-na querer mudar de vida, e desde 2016 vive na ilha da Boa Vista. Juntamente com o marido e com os dois filhos — uma menina de 7 e um menino de 3 —, vive num apartamento em Sal Rei. Paga 10 mil escudos de renda, o equivalente a cerca de 100€.

“Nunca trabalhei noutra coisa”, diz-nos. “Aqui limpo as áreas comuns do hotel”.

Com uma timidez que lhe parece ser própria, responde a todas as nossas perguntas com recato. Quando desligamos o gravador, porém, os seus olhos abrem-se e fita-nos pela primeira vez. “Vive em Portugal?”, pergunta. “O meu filho vai agora para Portugal. Ele tem paralisia cerebral. O médico diz que se for para Portugal, o meu filho vai andar”.

O que gosta mais na ilha: “Das praias”.

O que gosta menos na ilha: “Da falta de sistema de esgotos. Mas agora isso já está a mudar em Sal Rei”.

Top 5 dos favoritos

Restaurante: Restaurante do Hotel Dunas, Sal Rei
Praia: Santa Mónica
Hotel: Não conhece outros hotéis
Ponto turístico: Deserto de Viana
Povoação: Sal Rei

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