O Mars e o Snickers já existiam em versão proteica nas plataformas online onde se compram produtos para desportistas. Mas, segundo o “Daily Mirror”, as suas versões nutricionalmente mais equilibradas ainda estão por chegar, e serão aquelas que vão estar nas prateleiras dos supermercados e lojas no Reino Unido.

De acordo com a Mars Wrigley, o grupo que detém as marcas de chocolate (bem como outras, como (M&M’s ou Twix), a nova versão de chocolate com caramelo irá conter 17,5 gramas de açúcar, o que representa um corte de 40% face aos que são atualmente comercializados. O Snickers vai conter ainda menos, mas com um corte inferior: 14,1 gramas de açúcar, o que significa que terá menos 30% do que a versão original. Quanto ao teor proteico, os dois chocolates terão um aumento de 10 gramas, o que equivale a um aumento na ordem dos 50%.

Os refrigerantes têm menos (ou nenhum) açúcar. Passaram a ser saudáveis?

Prevê-se que a nova versão dos chocolates chegue aos supermercados ingleses em 2019, ano em que se conta também com uma diminuição de 100 calorias em vários produtos do grupo. Além do Snickers e do Mars, espera-se que o Twix e o Milky Way vejam o seu valor calórico baixar.

A alteração das receitas faz parte de uma série de novas medidas introduzidas pelo novo representante da marca no Reino Unido, David Manzini, que adiantou que o objetivo passa por manter os sabores que já existem há 100 anos, acompanhando, em simultâneo, a tendência para uma vida mais saudável e equilibrada.

A nutricionista Mariana Abecasis considera que se “nota uma preocupação cada vez maior por parte da indústria em desenvolver e melhorar produtos, de forma a tornarem-nos mais equilibrados nutricionalmente.” A especialista defende que “qualquer produto é sempre passível de ser melhorado”, o que nem sempre significa que passe a ser bom.

Por isso, há que ter cautela: “Há que perceber que apesar de menos açúcar, não deixam [os chocolates] de ser um snack açucarado, e como tal não devem fazer parte da nossa alimentação diariamente.” Continuam a ser uma guloseima: “É importante desmistificar isso e não incentivar o consumo regular destes produtos, por terem sofrido uma redução de parte do açúcar. Devem ser a exceção e não a regra.”

A MAGG contactou o representante português da marca para saber se as alterações nas receitas se estendem ao País, mas não conseguiu obter resposta.