As reclamações contra os ginásios aumentaram 81%, de acordo com o Portal da Queixa, que analisou dados entre janeiro e agosto de 2018, em comparação com o período homólogo.

Entre janeiro e o final de agosto de 2018, o Portal da Queixa registou cerca de 150 reclamações dirigidas a diferentes cadeias de ginásios. O mau atendimento demonstra ser o aspeto que mais desagrado suscita entre os clientes (55 queixas com uma variação de 96%). Logo a seguir, problemas relacionados com débitos e cobranças indevidas (41 com uma variação de 71%), seguindo-se questões de rescisão de contratos e cancelamento de adesões (32 com uma variação de 45%). Por fim, a publicidade enganosa e as más práticas comerciais, que, apesar de estarem em último lugar, foram as reclamações que mais cresceram, face a 2017 (22 com uma variação de 144%).

A cadeia low-cost Fitness Hut lidera no número de queixas, com 31 em 2017 e 64 em 2018, o que representa uma variação de 106%. Em segundo lugar estão os Solinca Health Clubs, com 14 queixas em 2017, 25 em 2018, o que representa uma variação de 79%. Os health clubs Holmes Place surgem logo em terceiro lugar, em pior posição do que duas outras marcas low-cost, que surgem em quarto e quinto lugar. Em 2017 registou 12 reclamações e em 2018 17. Foi, no entanto, a que apresentou a taxa de variação menor, de 42%.

“Infelizmente, boa parte dos personal trainers e pessoas que estão nos ginásios a dar aulas de fitness não têm qualificações”

Os ginásios Pump Fitness Spirit tiveram apenas duas queixas em 2017, tendo aumentado para seis até agosto de 2018. A variação é a maior: 350%. Por último, os ginásios Calorias e Go Fit, cada um com quatro queixas em 2017 e seis e cinco em 2018, com taxas de variação de 50% e 25%, respetivamente.

Das reclamações, 48% foram respondidas, apesar de poucas demonstrarem ter solução.