Busking é mais um daqueles termos em estrangeiro que nos deixam a pensar mas de que raio estarão eles a falar. Comecemos então pela explicação. Busking não é mais do que arte de rua, daquela que vemos desde sempre, seja em forma de cantor com uma viola, cantor sem a viola, malabarismo, bolhas de sabão gigantes, mimos ou homens estátua.

Há quem a considere a forma artística mais democrática que existe, até porque, para alguns, é a única a que têm acesso. Além disso, não é preciso pagar bilhete e cada um contribui com o quantia que acha adequada.

Feitas as apresentações a algo que, afinal, conhecemos toda a vida, está na hora de anunciar que Lisboa recebe, de 10 a 16 de setembro, um festival totalmente dedicado à arte de rua. Chama-se Chapéus na Rua, numa alusão ao chapéu que costuma estar pousado em frente ao artista ou que este faz circular por entre o público, à espera de uma contribuição.

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O evento, produzido pela COR.D’A – Corrente d’Arte Associação, conta, nesta que é a sua terceira edição, com 14 artistas nacionais e internacionais para atuações de teatro, música, malabarismo, dança, mastro chinês e marionetas.

O próximo fim de semana é o mais intenso no que toca a atividades, que se concentram no Largo do Intendente, Campo das Cebolas e Mercado das Culturas, em Arroios.

O início da festa acontece na sexta-feira, às 19 horas, no Largo do Intendente, com um cabaret que apresenta algumas das performances que vão ser decorrer nos dias seguintes.

No sábado e domingo, o melhor mesmo é deixar-se levar pela onda, sabendo que a partir das 13 horas e até a festa durar, estão marcadas performances musicais, teatro, malabarismo e dança. No sábado, por exemplo, às 15h30, Joe Fleming Band apresenta o seu espetáculo no Largo do Intendente, durante o qual recorre a um loop pedal — máquina que permite a gravação e reprodução de áudio de forma cíclica — para combinar guitarra acústica, baixo e harmonias vocais e criar uma mistura de reggae e acoustic soul. Volta a repetir o espetáculo no domingo, também no Largo do Intendente, às 18h30, e no Campo das Cebolas, às 13 horas.

Sabia que está a ver cinco pessoas e não um sapo?

O espetáculo de circo “O Semáforo” de Tiago Silva acontece também nos dois dias: sábado às 17h45 e domingo às 16h15, ambos no Largo do Intendente. Engloba malabarismo, equilibrismo e clown, criando uma personagem que retrata a vida de um malabarista de semáforo.

Até ao fim de semana, a cidade já mexe e, nos dias 10, 11 e 12 há um workshop de iniciação ao clown e na quinta-feira, às 19 horas, está marcada uma conversa sobre “O papel das artes de rua nos processos de regeneração urbana e social”, com o intuito de promover a ligação entre os agentes culturais, artistas e todos os interessados no desenvolvimento do circo contemporâneo e as artes de rua

Todos os espetáculos são gratuitos, claro, mas a ideia é que o chapéu não fique vazio.