Testes de higiene detetam vários vírus nos tabuleiros da zona de controlo dos aeroportos

10% das superfícies testadas no âmbito de um estudo estavam contaminadas. Nas casas de banho não foi encontrado um único vírus.

O estudo publicado a 29 de agosto recolheu amostras do aeroporto de Helsínquia-Vandaa

Seja qual for a hora, dia ou a parte do mundo onde se encontra, o ambiente vivido num aeroporto é sempre o mesmo: pessoas nos balcões a fazer check-in e a despachar malas, trolleys a deslizar pelos corredores, viciados em compras a gastarem as últimas moedas, filas para a casa de banho e tabuleiros a deslizarem pelos tapetes do controlo de segurança.

No meio disto tudo, se lhe perguntarmos onde é que acha que se encontram mais germes é capaz de achar que é na casa de banho. Não, mentira. Acha que é nos tabuleiros, porque já leu o título desta notícia. E é mesmo. De acordo com um estudo elaborado pelo consórcio do projeto PANDHUB, e publicado na BioMed Central (BMC), não há nada pior do que a zona do controlo de segurança — em particular os aparentemente inofensivos tabuleiros. 

No âmbito deste estudo, foram recolhidas, ao longo de três semanas, várias amostras no aeroporto de Helsínquia-Vanta, na Finlândia: quatro de ar e 90 de algumas superfícies (corrimãos das escadas rolantes, brinquedos na zona das crianças, terminais de pagamento multibanco, entre outros). Quanto aos resultados, falam por si: uma em cada nove das superfícies testadas continha (pelo menos) um vírus respiratório – representando um total de 10%. 

Para esta estatística contribuíram sobretudo os tabuleiros da zona de controlo de segurança – quatro dos oito que foram testados estavam contaminados com vírus como a influenza A, o adenovírus, o rinovírus e o coronavírus OC43. O estudo salienta que os tabuleiros “podem ser especialmente problemáticos”, porque são utilizados por todos os viajantes.

O estudo deixa algumas recomendações para evitar males maiores: “O risco de contaminação pode ser reduzido se houver uma preocupação com higienização das mãos (com álcool), antes e depois da triagem de segurança. Isto vai aumentar a frequência de desinfeção do próprio tabuleiro.” Ainda que o álcool não seja capaz de eliminar todos os vírus, “é eficaz para muitos, incluindo o vírus influenza.”

Esta medida é ainda mais importante porque, segundo o mesmo estudo, “os tabuleiros não são desinfetados muitas vezes.”

Onde não há superfícies contaminadas é mesmo nas casas de banho: não foi encontrado nenhum vírus respiratório nas 42 amostras recolhidas dos tampos das sanitas, dos autoclismos e das fechaduras das portas. 

Segundo o estudo, o crescimento das viagens de avião tem aumentado a probabilidade de propagação de algumas doenças infecciosas.

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