Mãe, ativista de causas humanitárias, ícone global e trendsetter. A princesa Diana foi isto tudo. Ainda que nos anos 90 a palavra influencer não fosse usada (nem sequer pensada), Diana inspirava multidões com a forma original como se vestia. Desde o seu estilo mais desportivo, ao mais casual (onde predominava a combinação calças de ganga e camisa, que hoje tanto se usa) acabando nos coordenados mais glamourosos com vestidos que, passadas décadas, ainda nos fazem suspirar.

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Mas como se tornou Diana num ícone de moda? Como é que aquela rapariga tímida de camisas aos folhos, com pouco sentido estético, se tornou na pessoa elegante capaz de marcar tendências? Para descobrir o ponto de viragem é preciso recuar. No final da década de 70, vemos uma Diana com um estilo romântico, muito pouco consciente da sua figura estética, onde predominavam com roupas com muita renda, muitos folhos e com golas vitorianas. Camisas com coletes por cima eram uma constante num estilo pouco cuidado e muito conservador.

A 29 de Julho de 1981, a plebeia Diana casou-se com o príncipe Carlos e usou um vestido de David e Elizabeth Emanuel cheio de volume, folhos e rendas. Era o estilo romântico de Diana. Depois disto, chegou à vida da princesa a stylist Anna Harvey, que teve um grande impacto na criação do ícone de moda.

A princesa Diana no seu dia de casamento

O primeiro trabalho que Anna Harvey teve consistia em criar o look para a lua de mel e para a nova vida da princesa. Os novos coordenados teriam de ser frescos e gloriosos, pois os recém-casados passariam pela Britânia e pelo Mediterrâneo. Em declarações ao jornal Telegraph, a stylist afirmou que os looks de noite “teriam de ser arrebatadores, pois a princesa iria passar o dia à beira da piscina, e à noite esperava-se algo mais sumptuoso para mostrar o seu bronzeado”. No início, os tempos foram complicados e indecisos, uma vez que nenhuma das duas sabia bem e etiqueta recomenda em determinadas situações.

Na década de 80, Diana de Gales começou a aperceber-se da sua figura em jornais e revistas. Lentamente começou a reformular o seu estilo uma vez que este não resultava bem com as várias fotografias que lhe iram tirando. Portanto, foi nesta década, que as silhuetas se tornaram mais elegantes.

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Para a amiga e stylist de Diana existem dois momentos fulcrais em que se pode dizer que o foi início da mulher elegante que cria tendências. O primeiro foi em 1983, na Austrália, quando a princesa Diana usou um vestido branco com um ombro descoberto, desenhado por um designer pouco conhecido chamado Hachi. A stylist chama-lhe mesmo “um verdadeiro momento wow”. Para a sua equipa era sinónimo de que a princesa já não era uma menina, mas uma mulher. Apesar disto, o vestido não foi bem recebido pela imprensa por se dizer que não era adequado a uma princesa. Era um vestido demasiado para a frente na época, de acordo com as tendências e considerado um pouco demais para a princesa de Gales. Contudo, Anna Harvey salienta que acredita que foi neste momento que Diana se apercebeu que poderia fazer história com a roupa que ostentava.

Diana com o vestido branco do desginer Hachi

O segundo momento crucial, e talvez aquele que fez da princesa um ícone de moda, foi quando vestiu um vestido de veludo do designer Victor Edelstein para um jantar na Casa Branca. Esta situação não lhe diz nada? E se lhe dissermos que o momento esta imortalizado num fotografia mítica onde aparece a princesa Diana e o ator de Hollywood John Travolta? Lembra-se do magnífico vestido? É esse mesmo. Quem ficou também impressionado foi André Leon Talley, que na altura era o diretor de notícias de moda da “Vogue”, que chegou mesmo a ligar à stylist.

A princesa Diana com John Travolta num jantar na Casa Branca

Como revela a revista “Vanity Fair”, Diana tinha a habilidade de falar com a roupa. Os exemplos mais flagrantes eram o facto de não usar luvas para que pudesse, a qualquer instante, tocar nas mãos das pessoas. Também era recorrente usar pulseiras volumosas para que as crianças pudessem brincar com elas. O uso de chapéus era banido dos hospitais uma vez que não a permitiam abraçar as crianças, e quando ia visitar pessoas com problemas oculares, a princesa usava tecidos como o veludo, para que as suas roupas fossem palpáveis por aqueles com mais dificuldade, explica a Vanity Fair. 

Ao longo de várias décadas, foram muitos os coordenados que fizeram suspirar meio mundo. Dos mais formais, aos mais descontraídos, tendo sido replicados um pouco por toda a parte.

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