Não é exagero afirmar que o mercado imobiliário no distrito de Lisboa está uma loucura — para além das rendas exorbitantes cobradas por apartamentos com poucas condições, há quem tenha a audácia de cobrar valores superiores ao ordenado mínimo nacional pelo aluguer de um quarto e até quem alugue autocaravanas em jardins como se de um palácio se tratassem.

E porque o mercado imobiliário é um dos temas mais quentes do momento, o portal Idealista, dedicado ao mesmo mercado, elaborou um estudo onde compilou as 10 ruas mais caras do País. Para evitar distorções nos dados, o estudo considerou apenas as ruas que contavam com um mínimo de dez anúncios e revelou o preço médio destas, o que não significa obrigatoriamente que sejam as casas mais caras de cada mercado.

150 mil euros por um T0 com 16 metros quadrados? Há pior

Reunidos os resultados, e sem surpresas, Lisboa surge em primeiro lugar, com a Rua do Salitre a liderar a tabela. Esta é a localização com a habitação mais cara à venda, onde os proprietários pedem, em média, 2.820.312€ a quem quiser adquirir um destes imóveis.

Segue-se Setúbal, mais precisamente a Urbanização Soltroia, com um preço médio de 1.926.818€, valores similares à Rua Fernão Mendes Pinto em Belém (Lisboa), que ocupa o terceiro lugar (1.912.73€).

A vila de Cascais, muito ligada ao luxo, está representada pela Rua Dom Afonso Henriques, a quarta morada com os preços mais exclusivos para comprar uma casa (1.839.138€). Segue-se o Loteamento Fonte Santa em Quarteira (Algarve), com um valor de 1.589.941€, e a Rua a Gazeta d’Oeiras (Oeiras), onde o preço médio das habitações de luxo ronda os 1.588.235€.

O drama de quem não consegue arrendar casa em Lisboa

Rumando a norte, a cidade do Porto ocupa o sétimo lugar da tabela das ruas mais caras para comprar casa em Portugal — mais precisamente a Avenida Marechal Gomes da Costa, que conta com casas a um preço médio de 1.520.000€. A lista fica completa com a Avenida 24 de Julho, em Lisboa (1.518.031€), a Urbanização Varandas do Lago em Almancil (1.460.909€), e a Avenida da República, em Lisboa (1.445.990€).