A febre pelos anos 90 não trouxe apenas as festas temáticas, os óculos minúsculos e os colares de búzios. Os anos 90 instalaram-se a sério e com eles vieram também os logos mais vistosos em roupa e acessórios.

Se há 20 anos era considerado o último grito da moda, uns anos mais tarde foi considerado demasiado vistoso. As nossas T-shirts a dizer Zara ou Benetton foram arrumadas nos cantos mais escondidos dos nossos armários e jurámos a pés juntos que nunca mais veriam a luz do dia. Até agora. A tendência voltou com as marcas de luxo e rapidamente se espalhou até às lojas de fast-fashion.

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Mas o que torna afinal os logos tão populares? Cristina Duarte, socióloga que publicou um livro com o título “Moda e Feminismos em Portugal”, diz que a popularidade dos logótipos é mais “um indicador de que a moda é um fenómeno social”. Por essa razão, se existe a tendência dos logos nas peças de roupa, os consumidores “vão atrás. É um fenómeno um pouco gregário”.

Mas usar um logo de uma marca de luxo poderá significar um sinal de superioridade? “É uma dedução possível, mas eu prefiro outra: aderir a uma moda é também significar que se pode fazê-lo”, remata a socióloga. Mas nem só de luxo se faz este segmento. Começam agora algumas lojas de fast-fashion a imprimir o seu logo nas suas peças. “Para os consumidores deve fazer sentido, senão não compravam. Mas esperar o contrário é também ser agente de mudança. E aí começa a revolução”.

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As estrelas das redes sociais já se renderam a esta tendência. A blogger e super influencer Chiara Ferragni é das mais recentes adeptas da logo mania, tanto que até veste o filho com um T-shirt com um logo vistoso de uma marca de luxo. As irmãs Kardashian também são grandes embaixadoras desta tendência.

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