Relações. O ghosting é horrível? É porque ainda não ouviu falar do orbiting

Os relacionamentos estão cada vez mais difíceis e complexos. Depois do ghosting, haunting e benching, agora chegou o orbiting.

Anna Iovine criou este termo depois de um date no Tinder que correu mal

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Longe vão os tempos em que os casais namoravam à janela, trocavam cartas e meses depois estavam de aliança no tempo. Em 2018 há o Tinder, o Facebook, o Instagram (é cada vez mais uma plataforma de engate) e sérias dificuldades em conseguir manter um relacionamento a longo prazo — dizem os especialistas que o problema é haver tanto por onde escolher; com tantas opções disponíveis, é mais fácil desistir ao primeiro problema e passar para outra.

Como se o mundo do dating já não estivesse suficientemente difícil, agora há termos para as práticas das relações. Ora vejamos: o ghosting descreve o momento em que a pessoa com quem mantinha uma relação deixa de mandar mensagens, telefonar ou dar sinais de vida. Desaparece, torna-se um fantasma. O haunting refere-se ao momento em que o ghost volta ao ataque nas redes sociais, já o benching é o momento em que alguém fica no banco — falam de vez em quando, ocasionalmente vão sair. É amor para toda a vida? Não, é só uma possibilidade no meio de muitas outras.

Namorar é cansativo. Pois bem, para tornar tudo ainda mais difícil e complexo, agora há mais uma moda — ou pelo menos um nome para algo que já acontece há algum tempo: o orbiting. O termo foi criado por Anna Iovine num artigo publicado no site Man Repeller.

Então e o que é afinal o orbiting? Como o próprio nome indica, é orbitar em volta de uma pessoa. Anna Iovine criou este termo depois de sair com um homem que conheceu no Tinder. Depois de dois encontros, ele deixou de lhe responder às mensagens e ela assumiu que estava tudo terminado. Só que ele continuou a acompanhar todas as suas stories no Instagram — e regra geral era sempre dos primeiros.

“Batizei isto de orbiting durante uma conversa com a minha colega Kara, quando ela descreveu o fenómeno de forma poética, dizendo que ele estava a ‘conservar-me na sua órbita’ — perto o suficiente para se verem, mas longe o suficiente para nunca se falarem.”

Será este termo muito parecido com o ghosting? Foi isto que defenderam algumas pessoas, que se apressaram a criticar o texto que se tornou viral e o termo está a popularizar-se. Anna Iovine garante que é diferente: o ghosting é algo que acontece há décadas, apesar de só ter ganho um nome há uns anos. Já o orbiting é algo que só é possível agora, na era das redes sociais.

“Antes da internet, se uma pessoa fizesse ghosting a outra (ou seja, desaparecesse do mapa), mas continuasse curiosa em relação à outra pessoa, não tinha como acompanhar o que é que ela andava a fazer”, explicou ao “HuffPost“. “Seria difícil ou mesmo impossível saber o que é que andava a fazer se não se encontrassem há anos. Hoje leva menos de um segundo a descobrir.”

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