Brian Wells tinha 46 anos e trabalhava como estafeta de uma pizzaria no estado de Pensilvânia, nos Estados Unidos da América (EUA). Aparentemente, era um cidadão como tantos outros e nada fazia crer que, em 2003, poderia assaltar um banco com uma espingarda improvisada e uma bomba presa ao pescoço. Meros minutos após o assalto ter começado, Wells foi rodeado pelos agentes da polícia a quem terá dito que tudo aquilo fora uma cilada e que três pessoas o tinham manipulado a estar ali, com a bomba. Três minutos depois, o explosivo foi ativado e Brian Wells morreu instantaneamente no local.

As imagens foram transmitidas em tempo real em vários canais de televisão, e a dúvida instalou-se: como é que toda aquela situação bizarra tinha acontecido e quem teriam sido os verdadeiros culpados? As investigações demoraram 11 anos a estar concluídas, e desvendaram uma enorme teia de conspiração que terá resultado no crime mais bizarro da região.

É esta a história que o documentário “Génio do Mal”, estreado a 11 de maio na Netflix, vem contar — mostrando mais e novos detalhes acerca de uma investigação demasiado longa e que ainda hoje dá que falar. E parece que veio influenciar a nova novela da TVI chamada “A Teia”.

Segundo o “Zapping”, a plataforma digital especializada em televisão, a nova novela do canal vai contar como uma história estranha é suficiente para influenciar novas e drásticas reviravoltas na vida de todos os envolvidos. E tudo começa quando Margarida, uma das personagens da trama, recebe uma mensagem no telemóvel que a deixa completamente assustada.

A história real por trás de “Génio do Mal” — o documentário da Netflix que conta um crime bizarro

Depois da mensagem, esta encontra-se em segredo com António, com quem não falava há vários anos, e pouco tempo depois assaltam um banco com umas bombas presas aos pescoços. Ambos acabam por morrer, tal como Brian Wells na vida real, e ninguém das suas famílias consegue perceber o que esteve na origem daquele comportamento.

A nova novela vai focar-se essencialmente nas personagens de Lara e Simão, filhos de Margarida e António, que vão tentar desvendar o que poderá ter influenciado a decisão dos pais. É durante todo o processo de investigação que ambos se começam a apaixonar, mas há um problema: é que esta relação tem tudo para não dar certo já que nenhum dos dois consegue deixar de culpar os pais um do outro pelo crime que os uniu.

Com o desenrolar da história, vão surgindo cada vez mais vítimas que aparentam não ter ligação nenhuma entre si mas que, na verdade, partilham uma relação sombria.

A procura pela identidade do verdadeiro assassino promete surpreender e colar os espectadores ao sofá, um pouco à semelhança do que aconteceu com a novela “Ninguém Como Tu”, que estreou na TVI em 2005 — em que, durante meses, a especulação sobre quem teria assassinado António, uma das personagens principais da novela, foi tema de capa de muitas revistas.

A história real (e insólita) que inspira a nova série da criadora de “Anatomia de Grey”

Em “A Teia”, todas as vítimas parecem fazer parte de um jogo mesquinho de manipulação e poder controlado por um indivíduo sádico, vingativo e desequilibrado. O objetivo parece ser o de satisfazer os seus desejos mórbidos à custa da vida daqueles que decide controlar.

Apesar de ainda não existir data de estreia para o primeiro episódio, espera-se que tal aconteça em janeiro de 2019 de maneira a coincidir com o final das novelas “A Herdeira” e “Jogo Dupo” — que terminaram as gravações há vários meses. Mas já se conhecem os atores que farão parte do elenco.