Os 5 motivos por que Idris Elba deve ser o novo James Bond

Além de saber representar e ser muito versátil nos papéis que desempenha, tem estilo e carisma. Os ingredientes base para ser o agente 007.

O ator ficou conhecido pelos seus papéis em "The Wire" e "Luther" — e há grandes possibilidades de vir a ser o espião 007

É talvez um dos assuntos mais discutidos das redes sociais e a tendência é para que tão cedo não fique resolvido. Falamos de Bond, James Bond. Ou, mais precisamente, do próximo ator que se encarregará de assumir a personagem após o último filme da saga com Daniel Craig (“007 Spectre”) no papel do espião britânico mais famoso no mundo — que chega aos cinemas a 25 de outubro de 2019. Depois de representações icónicas de atores como Pierce Brosnan (“007 — O Mundo Não Chega”), Sean Connery (“007 — Operação Relâmpago”) e Timothy Dalton (“007 — Licença Para Matar”), o nome mais falado para os substituir é Idris Elba (“Luther”).

A especulação está ao rubro, e tudo começou quando o tabloide norte-americano “The Daily Star” afirmou ter conhecimento de uma conversa entre Barbara Broccoli (“007: Skyfall”), produtora do franchise James Bond, e o realizador Antoine Fuqua (“Os Sete Magníficos”). Em conversa, a produtora terá afirmado que a porta estava aberta para um agente 007 negro no futuro com a ideia de substituir o ator Daniel Craig depois de cinco anos a assumir a personagem.

Segundo a mesma publicação, a produtora revelou que “é altura de um ator não branco assumir o papel do espião britânico” e que Idris Elba seria a escolha perfeita depois do seu trabalho em séries de renome como “The Wire” e “Luther”. Desde então que o debate tem inundado as redes sociais, com muitas pessoas a favor e outras fortemente contra a ideia de existir pela primeira vez um James Bond negro.

O ator já reagiu aos rumores através da sua conta oficial do Twitter e escreveu as cinco palavras icónicas facilmente reconhecíveis por qualquer fã do franchise: “O meu nome é Elba, Idris Elba”. E em poucos minutos gerou-se o caos. Terá sido uma simples brincadeira ou quererá dizer algo mais? Não se sabe, para já.

A MAGG reuniu todos os motivos por que Idris Elba deve ser o novo James Bond.

Não faz sentido falar em respeito à personagem original

É talvez um dos argumentos mais utilizados por quem não acredita que Idris Elba deva ser o novo James Bond. Comentários como “James Bond nunca foi feito para ser negro” não têm qualquer sentido a partir do momento em que, a existir um canon no franchise (que não existe), há muito que está a ser desrespeitado.

Vamos ignorar por completo o simples facto de a personagem já ter sido interpretada por vários atores, que naturalmente têm traços físicos muito distintos. A personagem criada pelo escritor Ian Fleming, em 1953, foi descrita como tendo 42 anos em 1964. Ainda assim, ao longo dos vários filmes que foram saindo, James Bond aparenta estar sempre no mesmo espectro geracional, qual Brad Pitt (“O Estranho Caso de Benjamin Button”) no filme “Entrevista Com o Vampiro”. E ninguém quer saber disso.

Ao contrário de outras produções, como “A Guerra dos Tronos”, em que é necessária uma linha temporal coerente face ao tempo em que a história se passa, nos filmes de Jame Bond não há um canon literário rigoroso — e, por isso, não há regras. É permitido mexer e remexer numa das personagens mais importantes de sempre. 

“Mas James Bond nunca foi descrito como negro”, dirão os mais céticos. Verdade, mas todo e qualquer característica física que alguma vez tenha sido utilizada para descrever a personagem assenta na perfeição na figura de Idris Elba. Ora vejamos: nos livros originais o espião é descrito como magro, alto, de olhos escuros e com cabelo também ele escuro e curto.

O ator tem tudo isto: cabelo curto e escuro, músculos definidos, olhos escuros e alto. Da mesma forma que a descrição de Ian Fleming era aplicável a Sean Connery, também pode ser aplicada a Idris Elba.

Idris Elba sabe usar um fato

O estilo de Elba assenta na perfeição naquilo que se espera de um verdadeiro espião

Se há requisito importante para qualquer agente 007, é a capacidade de saber usar um fato. Seja para impor respeito, fazer-se notar, ou conquistar as atenções de todos os presentes. E Idris Elba é mestre e senhor na arte de usar um fato: discreto, simples e nunca too much.

Tem sotaque britânico

Qualquer pessoa que tenha visto a “Safe”, a série da Netflix, sabe o quão estranho foi ouvir o sotaque do ator Michael C. Hall (“Dexter”), ator norte-americano, a interpretar uma personagem britânica. Apesar de, no geral, a prestação do ator ter estado aceitável, houve momentos que não deixavam escapar que aquele não era o seu sotaque normal — e não há nada de errado nisto.

Mas para um espião britânico, queremos um sotaque britânico. E Idris Elba tem-no, o que, juntamente com uma voz grave, lhe dá a capacidade de se destacar.

É versátil e sabe adaptar-se aos vários papéis

Uma das características mais fortes do ator é a variedade de papéis que foi representando ao longo dos tempos. Desde criminoso implacável e sem escrúpulos em “The Wire”, a investigador brilhante da polícia em “Luther”, Idris Elba já fez de tudo e sempre com o mesmo carisma que o caracteriza há vários anos.

Quer seja a representar personagens complexas e de caráter heroico ou personagens reles e más, a ideia que fica é que o ator é capaz de entrar profundamente na personagem para fazer um trabalho de mestria e excelência. Apesar disso, parece que nunca conseguiu atingir um estatuto maior tal como os seus pares, e não é por acaso que a crítica o considera como um dos atores mais subvalorizados de sempre.

Estes são alguns dos papéis por que ficou conhecido.

Elba sabe conduzir um carro em grande estilo

Idris Elba quase que rima com perseguições em alta velocidade. E isso é mais do que suficiente para mostrar como este é o ator perfeito para interpretar a nova versão de James Bond.

Em 2015, a propósito da série “Idris Elba: No Limits”, o ator tentou ultrapassar o limite de de velocidade imposto pelo governo britânico há 88 anos. Spoiler: conseguiu, e o mais provável é que caso venha a ser o novo espião, a produção não tenha de gastar dinheiro com atores duplos para as cenas mais radicais.

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