Para Tom Cruise nenhuma missão é impossível, nem mesmo manter o sucesso de um franchise durante duas décadas. A saga, que começou em 1996 e acompanha o agente da IMF (Impossible Missions Force), Ethan Hunt, parece que não quer envelhecer e nós espectadores agradecemos.

Missão: Impossível – Fallout” aterrou nos cinemas no passado 27 de julho nos Estados Unidos da América e arrecadou 52,4 milhões de euros apenas no fim de semana de abertura, fazendo desta a melhor estreia dos seis filmes — cujo recorde anteriormente pertencia a “Missão: Impossível 2” com 49,5 milhões. Até ao momento, o sexto filme do franchise já fez um total de 139,2 milhões de euros a nível global e ainda está por estrear em vários países da Europa — em Portugal chega esta 5ª feira, 2 de agosto.

A verdade, é que não são só os números que nos convencem a ir ver um filme ao cinema. O poder da publicidade “boca a boca” fala mais alto e tem uma grande influência quanto à pergunta que muitas vezes fazemos: “Vale ou não vale a pena ver no cinema”?

O que dizem os críticos?

No site Rotten Tomatoes, o filme não só é “Certified Fresh” — tem 97% no Tomatometer e 92% no Audience Score de 0 a 100 — como também é elogiado por ser “rápido, elegante e divertido” pelos críticos. Quanto ao IMDb, encontra-se com uma pontuação de 8.4 em 10 (o que o inclui na lista dos 250 Melhores Filmes) e no Metascore tem 86 em 100.

São vários os jornais e revistas internacionais que já se pronunciaram sobre o filme e os resultados têm sido até hoje mais do que favoráveis. Na “Entertainment Weekly“, o crítico Chris Nashawaty escreve que “a saga não mostra sinais de estar a perder o fôlego após seis filmes”, e apesar de admitir que estava ansioso por ver o filme, diz não estar “minimamente desapontado” e que esta é a “prova que o franchise está cada vez melhor e mais divertido”.

Na revista “Forbes“, o crítico Scott Mendelson tem uma opinião igualmente entusiasmada descrevendo-o como “o filme de ação mais implacável e intenso desde ‘Mad Max: Estrada da Fúria'” e “o filme do verão”.

Várias das críticas são também direcionadas a Tom Cruise — a “Times” descreve-o como “hiper-humano” — elogiando o facto deste, com 56 anos, continuar a trazer ao ecrã um Ethan Hunt carismático e elegante. Tudo isto deve-se à dedicação do ator à personagem e ao facto de insistir em fazer os seus próprios “stunts” — neste último filme, Cruise chegou a sofrer uma lesão durante uma cena em que tinha de saltar de um prédio para o outro.

O que há de novo?

Para além de Tom Cruise, Ving Rhames, Simon Pegg e Alec Baldwin, estão também de regresso a atriz sueca Rebecca Ferguson, como Ilsa Faust, e o ator Sean Harris como o vilão Soloman Lane, após terem-se estreado em “Nação Secreta” (2015). Mas estas não são as novidades. Há duas novas adições que enriquecem ainda mais o elenco, sendo elas Henry Cavill, conhecido por interpretar o Super-Homem em “O Homem de Aço” (2013) e Vanessa Kirby, que para os fãs da série “The Crown” (2016) será a eterna Princesa Margaret, a irmã da Rainha Elisabeth II.

Quanto à história, o filme passa-se dois anos após os eventos do anterior. Solomon Lane (Harris) e a organização “The Syndicate” formaram um grupo terrorista chamado “The Apostles”. O problema surge quando este mesmo grupo, liderado por Lane, planeia adquirir bombas nucleares. É aí que a IMF entra em ação com Ethan e os seus aliados para comprarem o plutónio no mercado negro antes que este caia nas mãos erradas.

“Fallout” marca ainda o regresso de Christopher McQuarrie na realização, que também dirigiu e escreveu “Nação Secreta”.

Vai haver um “Missão Impossível 7”?

Apesar de ainda não haver confirmações, após as reações positivas tanto das bilheteiras como dos críticos em relação ao “Fallout”, é improvável que a Paramount Pictures não decida dar continuação ao franchise. É igualmente impossível imaginar outro ator no papel de Ethan Hunt — sabemos que Tom Cruise não está a caminhar para novo e não pode fazer os seus próprios “stunts” para sempre — portanto, tal como Harrison Ford retomou o papel de Indiana Jones, esperemos que Cruise faça o mesmo por mais uns bons anos.