Quando uma mulher sabe que está grávida, a última coisa em que pensa é no lado prático. Em primeiro lugar o que importa é que esteja tudo bem com o bebé, depois vem a loucura das roupinhas e o entusiasmo da montagem do quarto. E apesar de se ter nove meses (que na verdade são quase dez) para pensar e tratar de tudo, o mais comum é deixar tudo para a última hora.

Claro que ter roupas e um berço para o bebé é muito importante, mas não são as únicas coisas que tem de preparar antes do nascimento. Aliás, há uma que tem uma importância que nem todas as mulheres lhe dão: a mala de maternidade.

Apesar de haver uma data prevista para o parto, é sempre uma incógnita (a não ser que esteja marcado, mas ainda assim pode haver imprevistos) e, por isso, há que pensar em tudo com tempo. Não vá o bebé resolver nascer e ainda termos uma mala para preparar.

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É por volta dos sete meses que as mães devem começar a ter essa preocupação. Antecedência é a palavra-chave para um final de gravidez tranquilo. Mas para isso, é preciso saber o que vai precisar nos dois ou três dias (depende do tipo de parto) que vai passar no hospital. Estes são os essenciais.

Para a mãe:

  • Camisas de noite ou pijamas com abertura à frente, para facilitar a amamentação;
  • Roupão;
  • Chinelos de quarto e de banho;
  • Cuecas descartáveis;
  • Produtos de higiene que usa habitualmente e acrescentar ainda pensos higiénicos XL;
  • Soutiens de amamentação;
  • Discos e creme para mamilos;
  • Mamilo de silicone, para usar no caso de o bebé não agarrar o mamilo da mãe;
  • Roupa e calçado confortável para o dia da alta;
  • Documentos — boletim de saúde da grávida, cartão de cidadão, exames e análises feitas durante toda a gravidez, cartão da seguradora (caso se aplique);
  • Kit de células estaminais (caso se aplique).

Para o bebé:

  • Bodies;
  • Babygrows;
  • Casacos;
  • Botas de lã e/ou meias;
  • Gorro;
  • Fraldas de pano;
  • Fraldas descartáveis;
  • Toalhas de banho;
  • Manta;
  • Lima;
  • Tesoura de pontas redondas;
  • Escova;
  • Ovo (o bebé sai do hospital dentro dessa cadeirinha especial, diretamente para o carro).

Em relação às quantidades, o ideal é levar sempre a mais do que aquilo que se acha que vai usar. Se vai estar dois ou três dias, leve para quatro ou cinco, tanto para a mãe, como para o bebé. As roupas do bebé deverão ir já separadas e devidamente identificadas por dia e por mudas, para ajudar no momento de o vestir. Por exemplo, “1º dia, 1ª muda”, “2º dia, 2ª muda”.

O tipo de roupa deve variar conforme a estação em que o bebé nasce, mas deve ter-se em conta também que no hospital normalmente o ambiente é muito quente.

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O ideal é que a mala de maternidade esteja completa com tudo aquilo que os hospitais recomendam que a mãe leve, mesmo que acabe por não usar, que é o que muitas vezes acontece. Principalmente nos hospitais privados, que fornecem muitos produtos quer para a mãe quer para o bebé, como cuecas e fraldas descartáveis, pensos higiénicos, compressas e até o gorro com que saem do bloco de parto.

Se o parto for num hospital público, poderá precisar de usar tudo o que leva, no entanto, em alguns já disponibilizam vários produtos para o bebé, como fraldas descartáveis.

Depois de pronta, a mala de maternidade deve ficar num sítio em que quer a mãe quer o pai saibam onde está e de fácil acesso, em caso de emergência.