Agora que o ano de 2018 já vai a mais de meio e são cada vez mais as séries de televisão renovadas, canceladas ou estreadas, é difícil perceber quais as produções que valem mesmo a pena espreitar. Foi a pensar nisso que a MAGG desafiou seis especialistas (que é como quem diz viciados em séries) a elegerem o que melhor se tem feito a nível de ficção no mundo.

Os critérios que propusemos eram apenas dois: tinham de ser séries que, ou tivessem estreado este ano ou, caso contrário, que ainda se mantivessem em emissão — quer em plataformas de streaming ou em canais de televisão. Lançámos o desafio ao diretor da SIC Radical, Pedro Boucherie Mendes, aos humoristas Hugo Rosa, Guilherme Duarte e Luís Filipe Borges, ao jornalista e crítico de cinema, Miguel Somsen e, por fim, ao radialista Nuno Markl.

Estas foram as suas escolhas que, segundo eles, tem mesmo de começar a ver o mais depressa possível.

“The Americans” (Pedro Boucherie Mendes e Nuno Markl)

A história da série

A série do canal FX acompanha um casal de espiões russos que se movimenta por Washington na década de 80, pouco depois da eleição de Ronald Reagan como 40.º Presidente dos EUA. O objetivo? Espiar o governo norte-americano durante o período da Guerra Fria.

A opinião dos especialistas

Para Pedro Boucherie Mendes, diretor da SIC Radical e Diretor de Planeamento Estratégico do grupo Impresa, este é o exemplo de uma série que desde que estreou se manteve o segredo mais bem guardado de sempre. “É daquelas que vemos mas não comentamos nos nossos jantares e encontros com amigos porque achamos que mais ninguém a segue”. Faz sentido: a verdade é que apesar de ser uma das séries mais bem elogiadas pelos críticos, nunca teve audiências estrondosas.

“O final foi brilhante e vale a pena ver tudo do princípio só para poder perceber isso”, continua. Nuno Markl, humorista e radialista, partilha da mesma opinião e diz que “The Americans” é a candidata a melhor série pós-Breaking Bad.

“A tensão, as reflexões sobre família e a maneira como rejeita alinhar num universo de heróis e vilões tora tudo tão complexo, inteligente e empolgante. E tem aquela sensação de cerco a apertar de episódio para episódio”, o que também acontecia em “Breaking Bad”.

“Westworld” (Guilherme Duarte e Luís Filipe Borges)

A história da série

A reputada produção da HBO passa-se num universo alternativo em que um parque futurista habitado por robôs — programados com ações específicas ao seu papel na ação — serve como atração turística para os convidados fazerem aquilo que bem lhes apetecer.

A opinião dos especialistas

O humorista e autor do bloque “Por Falar Noutra Coisa”, Guilherme Duarte, considera “Westworld” como “uma espécie de ‘Parque Jurássico’ com robôs e inteligência artificial” cujo objetivo é o de fazer olhar para a futuro e obrigar a uma reflexão sobre a condição humana. “Talvez a melhor série de 2016, e quem pensava que seria complicado evoluir mais a trama e surpreender, estava errado”, referindo-se à segunda temporada que estreou em 2018, e que desde então tem surpreendido a cada episódio.

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Para o humorista Luís Filipe Borges, “o orçamento de cada episódio da série suportaria uma década de produção audiovisual em Portugal, mas os primeiros dez episódios valeram cada segundo investido e dólar gasto.” Ainda assim, reconhece algumas incongruências no decorrer da segunda temporada, mas não o suficiente para perder a fé numa “terceira temporada de nível e qualidade” a que “Westworld” já habituou os seus fãs.

“O Mecanismo” (Miguel Somsen)

A história da série

A série original da Netflix dá a conhecer as investigações por detrás do maior escândalo de corrupção no Brasil, conhecido como a Operação Lava Jato.

A opinião do especialista

Para Miguel Somsen, jornalista e crítico de cinema, “O Mecanismo” é a série que explica “tim-tim por tim-tim, como a Operação Lava Jato levou à queda do regime pêtista de Lula da Silva e Dilma Rousseff, ao mostrar todo o processo de investigação de desvio de lavagem de dinheiro envolvendo o poder público e as empresas privadas.”

É uma das melhores séries do ano já que “tem a tensão dramática de ‘Narcos’ e a eficiência narrativa de ‘Tropa de Elite’“, o que não surpreende, continua, já que foram criadas pela mesma pessoa — José Padilha (“Autocarro 174”). O crítico recomenda ainda a utilização do sistema de legendas para conseguir perceber todos os contornos complexos desta intriga política e policial.

“Mindhunter” (Pedro Marta Santos e Miguel Somsen)

https://www.youtube.com/watch?v=7gZCfRD_zWE

A história da série

A série original da Netflix acompanha um agente de uma unidade especial do FBI que, em 1977, desenvolve técnicas inovadoras para tentar perceber e condenar os assassinos em série. Grande parte dos episódios são realizados por David Fincher (“Em Parte Incerta”).

A opinião dos especialistas

Pedro Marta Santos, jornalista e cronista, acredita que só o realizador David Fincher seria capaz de agarrar os espectadores com este sentido clínico. “A série segue, em ritmo minucioso, a aurora das ciências comportamentais nos departamentos de psicologia forense do FBI”. Diz o jornalista que “Mindhunter” é tão glacial como uma “floresta de abetos no Alasca durante uma tempestade de neve”, e que só por si merece uma visualização compulsiva. O que não é difícil, visto que são apenas nove episódios.

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Miguel Somsen é da mesma opinião, principalmente porque a série dá a conhecer a trajetória de profissionais que, pela primeira vez, se deparam com comportamentos padrão. “Aqui tudo começa de forma extraordinária e estupidamente bem contada. Tanto que ‘Mindhunter’ já foi renovada para uma segunda temporada.”

“Succession” (Pedro Boucherie Mendes)

A história da série

A série da HBO acompanha a família Roy numa sucessão de jogos de poder entre os filhos que procuram herdar o império do pai à medida que este se vai afastando da empresa por motivos de saúde.

A opinião do especialista

Para Pedro Boucherie Mendes, esta foi uma das séries que mais gostou de ver em 2018. “Conta a história de um magnata dos media que entrega o império aos filhos, mas que afinal não entrega…”. Reconhece que a história seja a mesma de sempre, com ganância, lutas de poder e rivalidades entre irmãos, mas é também muito mais do que isso.

O fator cativante da série, revela, está na performance dos atores que são “mais ou menos desconhecidos, mas com imensíssimo potencial. Dando indícios de que poderão ser abóboras que se vão transformar em magníficas carruagens.”

“The Handmaid’s Tale” (Hugo Rosa e Luís Filipe Borges)

https://www.youtube.com/watch?v=PJTonrzXTJs

A história da série

A série original da Hulu passa-se num futuro distópico em que o governo dos EUA foi derrubado e substituído pelo regime Gilead. Neste universo alternativo, as poucas mulheres ainda férteis vivem em clausura e são utilizadas como escravas sexuais na tentativa de combater a taxa de infertilidade que atingiu a região.

A opinião dos especialistas

Hugo Rosa diz que o que torna “The Handmaid’s Tale” particularmente chocante é a forma como estabelece uma narrativa muito próxima da realidade que todos conhecemos. “É daquelas séries que se não for ambiciosa demais para o seu próprio bem e souber manter a parada relevante ao nível da protagonista, vai arrecadar prémios ano após ano”.

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Já Luís Filipe Borges vai mais longe e aplaude a maneira como uma série consegue abordar temas quentes da atualidade, como “a descriminação de género, a luta religiosa, o fascismo do politicamente correto, a liberdade de expressão e o empoderamento feminimo.” Apesar de a segunda temporada, que estreou em 2018, manter a mesma estética perfeita, diz o humorista que a série se tornou num “festim pastoso de pornografia sádica”.

“A Guerra dos Tronos” (Pedro Marta Santos)

A história da série

Nove nobres famílias lutam pelo controlo e domínio do reino de Westeros. Enquanto isso, um inimigo ancestral regressa depois de milhares de anos nas sombras.

A opinião do especialista

“Babélico e viciante, fez de um género menor e defunto — ‘heroic fantasy’ — o melhor da Idade de Ouro televisiva, ultrapassando tudo o que o cinema fez dentro da categoria”, é a opinião de Pedro Marta Santos que a considera uma das produções mais bem feitas até agora.

O jornalista destaca ainda o 9.º episódio da sexta temporada, “Battle of the Bastards”, como um dos episódios mais espetaculares da história de ficção de um género que estava mais ou menos adormecido desde o trio de longas-metragens inspiradas em “The Hobbit”, que Pedro Marta Soares considera “ser demasiado mau para ser verdade.”

“Black Mirror” (Guilherme Duarte e Miguel Somsen)

https://www.youtube.com/watch?v=5ELQ6u_5YYM

A história da série

Uma série em formato antológico que explora, de forma distorcida e por vezes exagerada, um futuro em que as inovações tecnológicas e os instintos mais negros do ser humano colidem.

A opinião dos especialistas

Para Guilherme Duarte, “Black Mirror” será para sempre o “1984”, de George Orwell, da sua geração. A série apresenta “um olhar cínico e tenebroso sobre o presente e futuro da relação entre a humanidade e a tecnologia e os episódios alternam entre o genial e o muito bom.”

Miguel Somsem vai mais longe e diz que “não é possível estar vivo em 2018 e não ter visto ou ouvido falar de ‘Black Mirror'”. Considera ser a série de ficção que melhor retrata a realidade em que se vive em que cada episódio é um desafio, “um desnorte e até por vezes um desconcerto.” Na série original da Netflix, os temas são vários mas sempre muito atuais, como “a necessidade de aceitação, o impacto das relações à distância, o amor remoto, o crossover de gerações, o mito da eternidade, o onanismo da criação e o futuro desconhecido.”

“Glow” (Hugo Rosa)

https://www.youtube.com/watch?v=AZqDO6cTYVY

A história da série

A série original da Netflix acompanha as vidas pessoais e profissionais de um grupo de mulheres que se juntam para o primeiro programa de televisão norte-americano de wrestling feminino.

A opinião do especialista

“Tem todos os elementos para ser do agrado do geeks introvertidos como eu. Passa-se na década de 80, é sobre wrestling e tem nudez feminina ocasional”, diz o humorista Hugo Rosa que diz ter adorado a série logo ao primeiro episódio. Como bónus, destaca ainda a presença de Marc Maron (“Maron”), que diz ser um dos seus humoristas preferidos, que em “Glow” assume o papel de “quem se está a borrifar” para o que acontece à sua volta.

“Só faltava andar lá alguém vestido de Kinder Chocolate para ser um sonho concretizado”, revela.

 “Atlanta” (Nuno Markl)

A história da série

A série acompanha o percurso de Earn e Alfred na cena hip-hop em Atlanta. Durante o caminho ambos vão ter de enfrentar vários desafios a nível social e económico que decorrem de questões raciais.

A opinião do especialista

Para Nuno Markl, “Atlanta” é a série “mais imaginativa e surpreendente do momento com a autoria de Donald Glover”, figura que também é mais conhecido na música pelo nome Childish Gambino. Para o humorista e radialista, a série prima pela capacidade de conseguir ser surreal e surpreendente. “Num dos episódios, Justin Bieber é um jovem afro-americano; noutro, surge, de repente, um carro invisível. E rapidamente aceitamos aquele universo com as regras que tem.”

“Love” (Pedro Boucherie Mendes)

https://www.youtube.com/watch?v=Ym3LoSj9Xj8

A história da série

A série original da Netflix acompanha um casal que, à partida, nada teria para dar certo, e o seu percurso por uma relação nova, passando pela humilhação da intimidade, o peso dos compromissos e todas as outras coisas que ambos queriam evitar.

A opinião do especialista

“Gostei muito de ‘Love’, em especial das duas primeiras temporadas. Gostei mesmo muito, mas não conheci ninguém que gostasse tanto como eu”, revela Pedro Boucherie Mendes e diz que o texto da série é excelente — principalmente pela forma como cria um enredo cativante em que “uma manipuladora, sempre habituada a levar a sua avante, tem a fortuna de se apaixonar por um totó.”

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“Sendo uma single camera comedy, é um dos poucos exemplos que conheço em que os episódios de meia hora têm o sabor de um episódio completo”.

“La Casa de Papel” (Luís Filipe Borges, Guilherme Duarte e Hugo Rosa)

A história da série

Oito ladrões mascarados barricam-se na Casa da Moeda Espanhola para imprimir o máximo de dinheiro que conseguirem. Enquanto isso, vão manipulando a polícia para que o plano decorra sem problemas.

A opinião dos especialistas

“La Casa de Papel” é, para Luís Filipe Borges, “a receita viciante que pôs toda a gente a dizer ‘atraco’ e que tinha o número certo de episódios.” Contudo, diz à MAGG que aparentemente foi atacado pelo Síndrome de “Prison Break”. “Uma nova temporada faz tanto sentido como um segundo filme de ‘A Paixão de Cristo’.”

Já Guilherme Duarte defende que a série fez tudo aquilo que as séries sensação fazem. “Primeiro toda a gente gostava, depois apareceram os pseudo-intelectuais a dizer que não gostavam e, por fim, vieram os hipsters dizer que quando passou na Antena 3 espanhola ninguém ligou.” Ainda assim, diz que a série está bem realizada mas que por vezes se perde em novelas desnecessárias.

Hugo Rosa partilha da mesma opinião e diz que, apesar de não ser a melhor série de sempre, cumpre o que promete e mete “inveja ver a capacidade de produção aqui ao lado em comparação com a sofrida qualidade da televisão portuguesa.”

“Better Call Saul” (Nuno Markl)

A história da série

A série da AMC mostra o percurso inicial de Jimmu McGill e a forma como se transformou em Saul, o advogado sem escrúpulos de “Breaking Bad”.

A opinião do especialista

Nuno Markl diz que uma das suas séries favoritas é “Breakind Bad”, precisamente porque não há um único instante de “palha”. Assim, acredita que “Better Call Saul” vai pelo mesmo caminho. “É tudo bom. Adoro a maneira com alguns episódios criam a ilusão de que não está nada a acontecer — só que está. É em fogo lento, um pouco como a vida.”

“The Deuce” (Pedro Marta Santos)

A história da série

A série da HBO mostra Nova Iorque na década de 70, numa altura em que a pornografia e a prostituição estavam ao rubro na cidade.

A opinião do especialista

Do mesmo criador de “The Wire”, chega “The Deuce”. Aquela que, para Pedro Marta Santos, é uma das séries do ano devido ao grau de realismo com que caracteriza “as ruas sujas de Times Square e os bordéis do Bronx em 1972.”

“Realista mas, em simultâneo, altamente estilizado, tem a Maggie Gyllenhall do costume e o primeiro James Franco suportável em séculos, ainda por cima via dose dupla já que interpreta irmãos gémeos.”

“Safe” (Miguel Somsen)

A história da série

Depois de uma das suas filhas fugir de casa, o pai viúvo, um conceituado cirurgião em Londres, parte à procura da filha desvendando os segredos mais obscuros da comunidade onde vive.

A opinião do especialista

“Nem tudo é perfeito na série britânica, que começa de uma forma e termina de outra”, diz Miguel Somsen que reforça a necessidade de o espectador se habituar à pronúncia forçada de Michael C. Hall (“Dexter”). Para o jornalista e crítico de cinema, em “Safe” a investigação inicial sobre o desaparecimento de uma jovem tem uma resolução cedo demais e a história parece perder gás ao terceiro episódio.

Mas mesmo assim, há vários elementos que merecem destaque. “A série melhora quando parte da investigação está fechada, as personagens secundárias melhoram a meio da temporada e até o nosso Dexter se torna fundamental para manter o espectador focado”, continua.

“The Good Place” (Nuno Markl)

A história da série

A série de comédia que acompanha uma mulher que, depois de morrer, luta para encontrar o verdadeiro significado sobre o que é ser boa pessoa todos os dias.

A opinião do especialista

“Não é a melhor sitcom de sempre, mas é a mais inventiva”, diz Nuno Markl que considera Michael Schur “um génio da escrita de comédia” — tal como ficou claro em “The Office”, “Parks and Recreation” e “Brooklyn Nine-Nine”. “Uma das coisas que acho mais maravilhosas aqui, além da sensação de que eles estão a trabalhar sem limites, é a maneira como filosofia da boa é servida numa sitcom de horário nobre”.

“Ugly Delicious” (Pedro Boucherie Mendes)

A história da série

A série documental da Netflix que acompanha o chef David Chang numa viagem pelo mundo à procura de novos sabores.

A opinião do especialista

“Para quem é foodie, curioso e gosta de viajar ou da ligação entre as coisas e as culturas, esta série documental com o chef americano de origem coreana será um manjar dos deuses”, diz Pedro Boucherie Mendes, que considera “Ugly Delicious” uma das melhores séries feitas até agora.

A convite da Netflix, continua, David Chang apresenta uma “série extraordinária que dá uma espécie de volta ao mundo de alguns ingredientes, pratos e confeções com alguns enviados especiais (entre os quais Anthony Bourdain) a colaborarem em alguns episódios.”

“Taboo” (Pedro Marta Santos)

A história da série

O aventureiro James Keziah Delaney regressa a Londres depois da guerra, em 1812, com o objetivo de reerguer o negócio do pai. Mas são vários os que querem a sua herança, desde o governo ao negócio concorrente que fará de tudo para o conseguir. Até matar.

A opinião do especialista

Para Pedro Marta Santos, a série do canal FX é um “mergulho de cabeça no Tamisa lodoso de inícios do século XIX” que dá a conhecer Londres enquanto cidade “dominada pelos interesses comerciais da Companhia das índias via cérebro de Tom Hardy”, a grande estrela de “Taboo”.

Para o jornalista, vale a pena ver, sobretudo numa altura em que se aguarda por novidades de uma segunda temporada.

“The Terror” (Miguel Somsen)

A história da série

Baseada numa história real, a série passa-se em 1848 e acompanha duas tripulações que ficam presas no oceano depois de partirem do Reino Unido, em 1845, com o intuito de descobrir uma passagem navegável pelo Oceano Ártico.

A opinião do especialista

“Uma das melhores séries do ano” que, segundo Miguel Somsen, passou ao lado de muita gente. O jornalista e crítico de cinema diz que é uma produção superior de Ridley Scott (“Perigo em Marte”) onde há de tudo um pouco para aliciar novos espetadores. “Vertigem, claustrofobia, agorafobia, canibalismo e um urso, está cá tudo.”

“Stranger Things” (Hugo Rosa)

https://www.youtube.com/watch?v=XWxyRG_tckY

A história da série

A série original da Netflix que acompanha os esforços de uma família em tentar encontrar um miúdo que foi levado por forças obscuras e sobrenaturais.

A opinião do especialista

“É uma daquelas séries que prende pelo ambiente criado, que vai desde a atenção ao detalhe com peças da época, à qualidade da banda sonora única e original. Ainda por cima, tem um grande apelo generalista. Se me pedissem para mostrar uma série de ficção científica à minha namorada, seria esta”, revela o humorista Hugo Rosa que considera “Stranger Things” uma das séries mais importantes até agora.