Sentiu-se enganado pela frigideira dos anúncios? A Deco vai ajudá-lo

Os resultados do produto "não podiam ser mais dececionantes", concluiu a associação.

André Abrantes

O anúncio não podia ser mais apelativo: numa bonita cozinha, o chef Juan Sánchez prepara ovos, entrecosto, uma posta de salmão, até um bolo aparentemente delicioso com uma base de pepitas de chocolate, leite condensado e marshmallow.

Tudo isto numa frigideira incrível chamada Frigideira Antiaderente Copper (ou Master Copper), feita a partir de uma mistura “única” de cerâmica e alumínio. É perfeita para fritar, saltear, assar e cozinhar com a máxima eficácia, pode ir ao forno e nunca fica riscada. Pelo menos era o que dizia o anúncio. 

Em fevereiro, a MAGG decidiu testar a frigideira mágica. Os resultados ficaram muito aquém do esperado: os ovos ficaram colados ao fundo, foi preciso esfregá-la (e muito) para a conseguir lavar e no final ainda ficou riscada. Não ficámos impressionados.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor decidiu fazer o mesmo teste depois de receber várias queixas de consumidores. A frigideira foi submetida a análises laboratoriais, e o resultado publicado na PROTESTE deste mês.

“Os resultados não podiam ser mais dececionantes: a Master Copper falha na comprovação de praticamente todas as alegações publicitárias que anuncia, incluindo até aquela que está na origem do seu nome – a composição 100 por cento cobre (copper em inglês).”

A análise microscópica concluiu que se trata sobretudo de alumínio, não tendo sido possível determinar a composição do revestimento antiaderente. Além disso, uma mistura química que serve para medir tempo a aquecer e temperatura atingida nas várias zonas verificou também que a Master Cooper não aquece de forma uniforme. No teste do martelo o produto também ficou danificado, e após o teste de resistência da base a choques térmicos a base mudou de forma.

A DECO vai ajudá-lo a reaver o seu dinheiro

“Neste contexto, a DECO propõe-se ajudar todos os consumidores que se sintam defraudados a reaverem o seu dinheiro. Dada a falsidade das alegações, entendemos que os consumidores podem devolver o produto e pedir o reembolso do dinheiro: têm dois anos para exercer este direito após a compra”, lê-se numa notícia publicada esta quinta-feira, 5 de julho.

Para ajudar, a DECO disponibilizou no site um formulário. No prazo de 48 horas os consumidores serão contactados com todas as informações de que necessitam para receber o seu dinheiro de volta.

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