O alerta foi dado pelo próprio FBI: à CNN, a unidade norte-americana avisou que o número de casos de abuso sexual está a aumentar a uma “velocidade alarmante”. Entre 2014 e 2017, verificou-se uma subida de 66%. Por outros números, se em 2014 o FBI abriu 38 investigações, no ano passado foram 63.

David Rodski, agente do FBI, explicou ao jornalistas que ninguém consegue explicar o porquê desta subida. Mais assustador ainda, a unidade norte-americana tem consciência de que estes números estão muito longe de ser fidedignos com aquilo que se passa realmente nos voos comerciais — infelizmente, a maioria dos casos continua sem ser reportado.

“Fico chocado com o número de passageiros que não agem, e esperam até que o avião aterre”, disse David Rodski à CNN. Agir no imediato, explicou, “permite-nos iniciar uma investigação, recolher testemunhas, falar com os assistentes de bordo antes que partam para um novo destino.”

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De acordo com o FBI, a maioria dos casos acontece em voos noturnos de três ou mais horas, onde as luzes de cabine podem ficar mais escuras e consome-se álcool com mais frequência.

Casos entre passageiros também são frequentes

Em 2016, a Associação de Comissários de Bordo, um dos maiores sindicatos de assistentes de bordo do mundo, entrevistou cerca de dois mil profissionais. Um em cada cinco afirmaram já ter recebido um relatório de agressão sexual entre passageiros durante um voo.

De acordo com a associação, nestes casos a intervenção tem de ser feita pelos assistentes de bordo, isto é, são eles que têm de agir perante um contexto de abuso sexual. Ainda assim, muitos afirmaram não ter recebido qualquer tipo de formação ou indicação por parte da companhia aérea sobre que medidas tomar nestas situações.