5 regras para aprender a “Sobreviver a um Filho da P*ta” (que pode ser um chefe estúpido ou um colega idiota)

Os idiotas estão em todo o lado, desde o mercado de trabalho até aos transportes públicos. Como sobreviver-lhes? Robert I. Sutton explica.

Autor e professor universitário de gestão, Robert I. Sutton escreveu também dois bestsellers do New York Times: "The No Asshole Rule" e "Good Boss, Bad Boss"

Conviver com idiotas não é fácil. E infelizmente eles estão em todo o lado, seja no local de trabalho, transportes públicos, centros comerciais ou até no parque de estacionamento — “Ia estacionar aqui? Ah, não o vi. Mas agora também não vou tirar o carro”. Para salvação de todos, em “Como Sobreviver a um Filho da P*ta”, Robert I. Sutton explica qual é a melhor forma de lidar com pessoas que nos fazem sentir angustiados, rebaixados, irritados, desrespeitados ou vazios.

Sutton é professor de ciências da gestão na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos da América, e autor de seis livros de gestão, nos quais dois são bestsellers do New York Times: “The No Asshole Rule” e “Good Boss, Bad Boss”. Agora tem um novo: ensinar-nos a viver (e a sobreviver) a todos os idiotas deste planeta. Em “Como Sobreviver a um Filho da P*ta”, que chegou às livrarias a 2 de julho pela chancela da 20|20 Editora, o autor apresenta dicas e estratégias com base em estudos, emails de histórias reais de idiotas que lhe foram enviadas, observações pessoais e entrevistas.

A MAGG escolheu 5 dicas do autor para aprender a sobreviver a idiotas. Virar as costas pode ser um bom truque, mas também fazer como Michelle Obama e subir o nível (foi isto que ensinou às filhas) ou manter o bom humor — mesmo quando a situação não tem piada nenhuma.

Virar as costas

Virar as costas a um idiota certificado ou a um local onde os idiotas imperam pode ser um alívio — e salvá-lo de encontros terríveis, mesmo que sejam breves. Vários estudos demonstram que pessoas que enfrentam ou simplesmente testemunham atos mesquinhos, têm tendência para reagir abandonando a cena do crime.

Uma pesquisa realizada pelo sociólogo Philip Smith, da Universidade Yale, sobre “estranhos mal-educados”, concluiu que mais de 50% das 585 vítimas que entrevistaram, reagiram com alguma forma de fuga — o abandonando o local, ou olhando para o lado como resposta a serem empurrados ou a sofrerem um encontrão, gritos, gestos ofensivos ou outras afrontas.

O novo livro de Robert I. Sutton, "Como Sobreviver a um Filho da P*ta", que chegou às livrarias a 2 de julho, é editado pela Vogais Editora e tem o preço de 15,49€

Não se envolva com loucos

Este é o conselho de Katy DeCelles, da Universidade de Toronto, que se dedica a estudar pessoas abusivas e conflitos violentos. A especialista realizou uma pesquisa, abordada no livro, sobre os acessos de fúria dos treinadores de basquetebol; a crueldade (mas também apatia e compreensão) expressa entre guardas prisionais e reclusos; e incidentes de fúria a bordo de aviões e “lutas no embarque” — onde os passageiros insultam os funcionários das companhias aéreas nas portas de embarque.

De vez em quando, todos nos encontramos envolvidos em encontros ou relações com idiotas. O aviso de DeCelles passa por simplesmente não nos envolvermos com essas pessoas.

Mostre-se superior

Este truque mental foi utilizado pela ex-primeira-dama dos Estados Unidos da América, Michelle Obama, conforme contou no seu discurso de 2016 na Convenção do Partido Democrata, em Filadélfia. Michelle descreveu de que forma ela e Barack Obama falavam com as filhas adolescentes, Malia e Sasha, sobre “a linguagem abominável que escutavam na televisão, proferida por figuras públicas”. Michelle Obama explicou: “Quando alguém é cruel ou age como um bully, nós não descemos ao seu nível. Não, o nosso lema é: quando eles descem o nível, nós subimos o nosso.”

Concentre-se no lado humorístico da situação

“Tem calma, é só uma piada”. Quem nunca ouviu esta frase na vida? Na verdade, é uma defesa comum que os idiotas utilizam para justificar as suas horríveis palavras e ações. No entanto, o humor pode ser uma arma e um escudo. Encarar a crueldade ou a insensibilidade como engraçada, absurda ou ridícula pode minimizar os danos. O investigador canadiano Rod Martin dedicou mais de 30 anos da sua vida a estudar o humor e o riso. Na sua pesquisa, onde utiliza uma “escala do humor”, demonstra que pessoas em situações angustiantes sofrem menos danos emocionais e físicos quando conseguem ver o lado humorístico das suas vicissitudes.

Partilhe as suas histórias e ideias

Tem uma ou várias experiências com idiotas? Pode partilhar a sua história com o autor do livro a partir do email (nomorejerks@gmail.com) ou do Twitter (@work_matters).

Confronto calmo, racional e sincero

Uma coisa é certa: lutar contra idiotas é arriscado. Mas há estratégias que podem diminuir a influência e abusos por parte do atormentador. O confronto calmo, racional e sincero é uma forma civilizada de chamar à atenção dos agressores. Isto, claro, não funciona com todos — esta é uma abordagem que tem bons resultados com “idiotas temporários”, ou seja, os que não fazem a menor ideia que o são, funcionando ainda melhor com as pessoas que se orgulham de ser bem-educadas e estremecem só de pensar que podem ser chamadas idiotas pelas costas.

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