Depois de lhe termos mostrado toda a polémica em redor da nova versão de “Mulan”, o mais provável é que não queira sequer pensar em filmes da Disney tão cedo. Mas e se lhe dissermos que há vários locais reais que inspiraram alguns dos filmes mais conhecidos da multinacional norte-americana?

É provável que conheça os casos mais óbvios, como “O Corcunda de Notre Dame” que se passa na Catedral de Notre-Dame, em Paris. Ou até mesmo o filme “Aladdin” que tem o Taj Mahal, na Índia, como inspiração principal para o palácio da princesa Jasmine.

Mas há outros exemplos em que a realidade e a ficção se cruzam e que talvez não sejam assim tão óbvios. Desde o palácio à beira-mar de “A Pequena Sereia” ao castelo de “A Bela Adormecida”, a MAGG reuniu alguns dos locais reais que inspiraram os filmes da Disney mais conhecidos.

“A Bela e o Monstro” e a cidade de Alsácia, em França

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Em “A Bela e o Monstro”, o filme mostra Bela a brincar e a dançar pelas ruas de uma vila francesa onde vive com o pai. Esta vila foi fortemente inspirada na Alsácia — uma região a nordeste de França, e onde existe uma forte combinação de várias culturas, fruto da proximidade da região com as fronteiras alemã e suíça.

Por ser uma região que, historicamente, esteve sob domínio da França e da Alemanha por diversas vezes (especialmente durante a Segunda Guerra Mundial), é uma zona composta por uma enorme mistura cultural, fator que ainda hoje a distingue através das vários espetáculos e contributos dentro do universo da arte que decorrem dentro da cidade.

“Up — Altamente!” e Salto Angél, na Venezuela

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No filme da Disney conta-se a história de Carl, um velhinho com cara de poucos amigos que, ao pendurar imensos balões na sua casa, consegue pô-la a voar. O objetivo? Chegar à Cascata do Paraíso, onde Carl sempre quis visitar com Ellie, a sua mulher que tinha acabado de morrer.

Esta cascata é inspirada na catarata de Salto Angél, na Venezuela. Com 979 metros de altura, é considerada a catarata mais alta do mundo e Património da Humanidade desde 1994, pela UNESCO.

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“A Pequena Sereia” e o Castelo de Chillon, na Suíça

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Neste filme da Disney, a personagem principal é Ariel — uma sereia com apenas 16 anos que idealiza uma vida fora do mar e das águas fundas onde vive com a família. Tudo muda quando a personagem assiste ao aniversário de Eric, o príncipe, que vive num castelo.

Esse castelo foi inspirado no Castelo de Chillon, um dos mais visitados da Suíça. O edifício está localizado a três quilómetros de Montreux e foi construído no século X. Uma das particularidades deste edifício é o facto de ter sido construído sobre um rochedo. O mais curiosos é que desde então até aos dias de hoje, o monumento histórico mantém a estrutura original apesar de alguns processos de reabilitação por questões de segurança.

“A Bela Adormecida” e o Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha

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O filme é de 1959 mas a história é intemporal. O filme conta como uma princesa é amaldiçoada por uma bruxa má que a deixa num estado de sono profundo. O beijo de um príncipe corajoso é o suficiente para quebrar a maldição e acordar a princesa, mas para isso terá de ser capaz de derrotar Malévola — que está transformada em dragão.

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O castelo da princesa foi inspirado no Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha. O monumento histórico, construído durante a segunda metade do século XIX, quase levou o reino à falência quando Luís II da Baviera, gastou todo o dinheiro que tinha para o projeto que tinha decidido levar a cabo. Não contente com isso, pediu vários empréstimos o que levou vários membros da corte a declará-lo demente.

“Entrelaçados” e o Monte Saint-Michel, em França

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No filme de 2010 a história mostra a vida de Rapunzel, que vive em clausura numa torre desde que foi raptada do castelo dos país. Tudo muda, porém, quando consegue escapar devido aos seus logos cabelos — que medem mais de 21 metros de comprimento.

O reino de Rapunzel, em Corona, tem como inspiração direta a ilha rochosa do Rio Couesnon, em França, que no século XIII serviu como fortaleza medieval. A região ficou mais conhecida em março de 2015, quando vários turistas se juntaram para ver a “maré do século”.

O fenómeno traduz-se na subida do nível das águas em até 14 metros. A próxima ocorrência está marcada para 2033.