Agente da Unidade Especial: “O pior foi ver um homem matar-se à minha frente com uma faca. Degolou-se”

Anda armado 90% do tempo e diz que as provas de ingresso violam direitos humanos. Conversa com um elemento do corpo de elite da polícia.

Os agentes da Unidade Especial da Polícia foram alvo de duras críticas quando, em 2012, realizaram uma carga policial sobre os manifestantes na Assembleia da República, em Lisboa

Ben Koorengevel/Unsplash

Numa altura em que cada vez mais se debate o terrorismo e a violência policial, a MAGG falou com Rogério Silva (nome fictício), agente da Unidade Especial da Polícia, em Portugal, que engloba as várias forças da Polícia como o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais. Rogério foi um dos agentes que esteve de serviço nos desacatos de 2012 — quando centenas de manifestantes se juntaram em frente à escadaria da Assembleia da República, em Lisboa, em protesto contra o governo e as medidas de austeridade que estavam em vigor na altura.

O agente, que pediu o anonimato e trabalha na polícia há mais de 25 anos, revelou tudo o que podia. Mas sempre com a preocupação de não dizer nada que pudesse comprometer a sua identidade por questões de segurança.

Explicou como Portugal, em comparação com outros países, ainda é dos menos violentos. Revelou quando, numa das muitas operações, um dos indivíduos que tinha de apreender se suicidou à sua frente com uma faca, e o quão duras são as provas de ingresso — que testam física e psicologicamente todos os candidatos. “A ideia é excluir não só os mais fracos, também aqueles que explodem facilmente quando são humilhados todos os dias”, diz.

“Há coisas que acontecem nas provas que se as Associações dos Direitos Humanos soubessem, até deitavam as mãos à cabeça. Mas no final ficam os mais capazes e cria-se ali uma família forte e unida.”

“Uma das provas que eu tive de fazer ao início consistia em estar dentro de água gelada, em dezembro, a ouvir a palestra de um instrutor. O desafio era tentar manter a compostura e ter atenção aos colegas que estavam ao meu lado que, devido à hipotermia e ao choque térmico, acabavam por perder a sensibilidade nas pernas e ficavam totalmente submergidos“, revela.

Em que consiste o seu trabalho?
Na reposição da ordem pública, fazer face ao crime organizado e colaborar com outras entidades policiais em operações especiais que exijam, pelo grau da situação, algo mais musculado e organizado. Somos uma unidade de reserva da polícia e tudo o que exija um pouco mais de força, compete-nos a nós. Se bem que hoje em dia a Unidade Especial já tem mil e uma tarefas. Especialmente nesta altura do ano com policiamento em praias e em grandes eventos desportivos ou sociais. Tudo o que envolva um ajuntamento elevado de pessoas onde se considere importante assegurar a segurança e a ordem pública.

O nosso dia a dia começa com uma reunião, vemos se há ou não baixas na equipa, e depois temos uma aula de educação física obrigatória. Depois disso há sessões onde treinamos técnicas para algemar e combate próximo. O resto depende das situações que acontecerem um pouco por todo o País.

Sentiu um acréscimo de preocupações e um reforço da segurança com o terrorismo?
Sem dúvida. Hoje em dia, em Lisboa, estamos constantemente em Policiamento Ostensivo e de Visibilidade, um termo aplicado pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública. É cada vez mais comum ver-se equipas a patrulhar na Praça do Comércio, na Gare do Oriente, em Santa Apolónia e no Bairro Alto. Ou em todos os locais onde existam centenas ou milhares de pessoas e que sejam atrações turísticas.

No dia 23 de junho, por exemplo, terá lugar a Assembleia Geral do Sporting e tudo está em aberto. Até já foram chamadas mais equipas para trabalhar nesse dia porque tudo pode acontecer e temos de estar preparados para responder.

O grau de perigo é elevado em Portugal?
Não sentimos um aumento de perigo. Nós temos a máxima de que missão dada é missão cumprida. Infelizmente há cada vez mais missões mas, felizmente, não temos tido necessidade de dar tantas vezes essa respostas musculada de que falei cujo motivo fosse terrorismo. Temos exatamente os mesmos problemas que tínhamos anos antes de se falar tanto de terrorismo e são problemas comuns a qualquer agente da polícia.

Quais são os pontos positivos do seu trabalho?
Em primeiro lugar, temos que ter uma disponibilidade física acima da média já que temos provas físicas obrigatórias, coisa que não acontece em mais nenhum departamento da polícia. A nossa continuidade na equipa depende muito do nosso desempenho nessas provas, e só por isso é bom já que nos obriga a mexer e a estar em constante movimento. O facto de não termos rotina também é muito bom. Hoje, por exemplo, não faço a mínima ideia do que vou encontrar quando começar a trabalhar. Tenho uma ideia, e há um plano previsto para o dia de hoje, mas dada a dimensão do nosso trabalho — já que trabalhamos de Norte a Sul —, muita coisa pode acontecer e todos esses planos podem sofrer uma reviravolta incrível.

E os pontos negativos?
Temos de estar disponíveis de forma permanente e regular a qualquer hora do dia. Nunca sei se vou estar de folga nos dias em que é suposto estar. Nunca sabemos se uma situação aparentemente fácil de resolver não poderá escalar para outras muito mais graves e perigosas. No dia 23 de junho, por exemplo, terá lugar a Assembleia Geral do Sporting e tudo está em aberto. Até já foram chamadas mais equipas para trabalhar nesse dia porque tudo pode acontecer e temos de estar preparados para responder. Em termos familiares e sociais, é muito ingrato porque nunca podemos dizer com toda a certeza que vamos estar disponíveis para as nossas famílias e amigos.

Há racismo nas forças policiais em Portugal?
Não sou ingénuo ao ponto de afirmar que não há racismo. Deve haver. Eu não noto isso na equipa com que trabalho diariamente e por isso, não sendo racista, é-me difícil dizer que há. Por outro lado, e assim como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Além de racistas, deve haver também xenófobos. Nunca presenciei nenhum caso de violência que fosse motivada por uma questão racial.

Na situação de 2012, na Assembleia da República, estavam presentes oito equipas. Pode parecer que perdemos o controlo, mas não. Estava tudo controlado e tínhamos uma estrutura organizada para responder ao que estava a acontecer.

Portugal é um País violento?
Não. Apesar de haver muito crime e violência em Portugal, em comparação com outros países somos uns meninos.

Alguma vez esteve em risco de vida?
Sim, várias vezes. Do inesperado pode surgir uma situação de perigo iminente. Lembro-me, por exemplo, de uma situação de violência doméstica em que o indivíduo que tínhamos de apreender teve a capacidade de, muito rapidamente, sacar de uma caçadeira e disparar dois tiros na nossa direção. Por sorte, não nos acertou mas se tivesse acertado muito provavelmente não estaria aqui a falar consigo.

A Unidade Especial da Polícia pode usar a violência?
Nunca. Usamos, sim, medidas técnicas e na proporcionalidade necessária para dar resposta à situação que nos é apresentada. Em Portugal, felizmente, tem sido cada vez menos necessária a utilização de força física para manietar um indivíduo. Geralmente, a nossa presença, postura e organização servem como forma de intimidação e isso basta para manter o controlo.

A violência e a carga policial na Assembleia da República, em 2012

Em desacatos graves que obriguem à vossa intervenção, há contenção na forma como agem sabendo que podem estar a ser filmados pelos meios de comunicação?
Sim, mas não se aplica só aos meios de comunicação. Especialmente nos dias de hoje em que há um telemóvel em cada esquina. O exemplo mais paradigmático aconteceu em 2012 em frente à Assembleia da República, em Lisboa, quando os polícias estiveram uma hora e meia a ser apedrejados de forma contínua. Se isso não mostra contenção, não sei o que mostrará.

Arrombamos a porta, entramos, gritamos ‘polícia!’, exigimos que ergam as mãos e que fiquem quietos enquanto revistamos a casa toda”.

Mas é óbvio que não se deve só a isso. Eu estava lá e entre termos autorização para agir, até à carga policial que depois efetuamos sobre os manifestantes, houve um largo compasso de espera porque é uma situação que envolve a perda de votos. A permissão para agir depende não só da Direção Nacional da PSP mas também do Ministro da Administração Interna que sabe que ao aprovar uma operação destas, que vise repor a ordem através da violência, está, automaticamente, a perder o voto dos cidadãos. Na Alemanha ou na Inglaterra não teríamos estado uma hora e meia à espera, isso é garantido.

Como é ser agredido durante uma hora e meia sem parar?
É mais um dia de treino. Acredite que aquilo não foi nada comparado com os treinos que temos enquanto grupo. Nos cursos que fazemos por forma a selecionar novos agentes — que tem de estar na Polícia há pelo menos dois anos — o grau de violência é muito mais elevado. Naquela situação estávamos organizados, protegidos e cada um sabia a sua função.

Nessas situações, conta mais a preparação mental do que física?
Sem dúvida, mas o enquadramento também é muito importante. Os agentes têm de saber o lugar que ocupam numa formação, saber ouvir para depois terem a resposta apropriada à situação.

Foram várias as vozes que criticaram os agentes de violência excessiva. Como foi ouvir essas críticas?
Não me surpreendeu mas acho que é preciso entender uma coisa: antes de agirmos, pedimos várias vezes aos manifestantes que dispersassem sob pena de uma carga policial. Eu, como homem de bem que sou, penso que se estivesse num local em que um grupo de pessoas estivesse durante uma hora e meia a apedrejar a polícia, não ficaria ali. Primeiro porque não queria ver um espetáculo degradante e, em segundo lugar, porque não queria ser cúmplice do que estava a acontecer.

Os que permaneceram em frente à Assembleia foram cúmplices?
Sim, todos. Vimos lá idosos com miúdos ao lado e eu não fazia a mínima ideia do que estavam a fazer ali. O que é que os estava a atrair? Claro que, no final, todos acabaram por ser vítimas da carga policial pelo simples facto de não podermos parar para pensar em poupar um ou outro. Não podíamos deixar ninguém para trás e o nosso objetivo era repor a ordem numa situação que se alongava há demasiado tempo. Temos a consciência tranquila de que fizemos tudo segundo as normas.

É fácil perder o controlo numa situação de alta tensão?
Depende de vários fatores como o número de elementos da equipa que estão presentes, e o número de elementos agressores. Uma equipa bem trabalhada dá conta de 100 a 200 indivíduos que estejam empenhados e organizados para investir contra nós. Na situação de 2012, na Assembleia da República, estavam presentes oito equipas. Pode parecer que perdemos o controlo, mas não. Estava tudo controlado e tínhamos uma estrutura organizada para responder ao que estava a acontecer.

No entanto, quando uma equipa está isolada tudo fica mais difícil, mas é para isso que existem outros recursos como as armas de fogo, as caçadeiras com balas de borracha e tudo o mais. Nós respondemos consoante a gravidade da situação.

Quantas horas é que trabalha em média?
O que está no plano diz-me que tenho de fazer entre 36 a 48 horas semanais. Há semanas que faço 60 horas e que depois são compensadas com dias de folga, uma vez que não recebemos horas extra.

Quanto ganha um agente da Unidade Especial?
Há várias clivagens que dependem sempre dos anos de serviço e do ranking dentro das força policial. Um agente recém chegado à equipa ganha entre 1000 a 1100 euros. Um agente com 15 anos de experiência dentro do grupo ganha à volta de 1300 euros. Não é bem pago para os riscos que corremos e dentro das forças especiais, somos os que ganhamos menos.

O pior foi ver um homem matar-se à minha frente com uma faca. Degolou-se e encheu-me de sangue. Eu estava a cinco metros dele e o corpo dele escorregava com a quantidade de sangue.”

O seu trabalho é igual ao que vemos em filmes e séries ou há muita ficção ali pelo meio?
Há situações iguais, como as detenções com um mandato de apreensão emitido pelos tribunais. Quando há suspeita que o indivíduo está na posse de armas de fogo, arrombamos as portas e há todo aquele aparato que vemos nas séries e nos filmes. Estas operações acontecem de manhã, perto das sete horas que é a hora legal para se poder entrar na casa de alguém.

Arrombamos a porta, entramos, gritamos “polícia!”, exigimos que ergam as mãos e que fiquem quietos enquanto revistamos a casa toda. Mas é talvez a única semelhança. Regra geral é um trabalho muito mais proativo e de presença, onde nos mostramos com o intuito de afirmar que estamos presentes.

“Não me afetam histórias comoventes nem o facto de os criminosos saírem primeiro do que eu do tribunal e em liberdade”

Alguma vez teve de cumprir ordens com as quais não concordava?
Imensas vezes. Por exemplo, nos eventos desportivos trabalhamos com as claques dos clubes e não concordo, de todo, com a maneira como fazemos esse trabalho. Especialmente quando privamos os adeptos de saírem do estádio. O jogo acabou e o adepto quer sair mas nós não deixamos. As saídas são feitas de forma faseada e estamos a cortar direitos e regalias aos cidadãos mas faz parte. Todo o polícia já cumpriu ordens com as quais não concorda, mas tem de as cumprir.

Alguma vez se deixou afetar por algum indivíduo que tenha prendido e que lhe tenha contado alguma história que lhe fez ter pena de toda a situação?
Não, temos de ser muitos frios nesse campo. Geralmente temos acesso de antemão ao cadastro da pessoa que vamos apreender e ficamos logo a saber se este tipo de crimes são comuns ou não, mas nada nos afeta no momento da detenção. Depois de estar detido, o caso é encaminhado para os tribunais é aí que o assunto deve ser tratado. Confesso que não me afetam histórias comoventes nem o facto de os criminosos saírem primeiro do que eu do tribunal e em liberdade. Eventualmente volto a ter a chance de os apanhar.

Qual foi a pior coisa que já viu em trabalho?
O pior foi ver um homem matar-se à minha frente com uma faca. Degolou-se e encheu-me de sangue. Eu estava a cinco metros dele e o corpo dele escorregava com a quantidade de sangue que tinha jorrado naquele momento e foi uma situação onde perdemos o controlo. Foi talvez a coisa mais dura que eu alguma vez vi.

Como se lida com uma situação dessas em que, depois do trabalho, tem família e filhos para cuidar?
É difícil mas nunca levo trabalho para casa. A minha mulher gosta imenso de chegar a casa e contar-me sobre o dia dela e queixa-se de eu não fazer o mesmo. É uma opção que faço não só para os proteger de uma realidade que eu não quero que conheçam mais a fundo, mas também porque assim não se preocupam. Quanto menos souberem, menos se preocupam.

Mas este trabalho impede-me de ser ingénuo e de acreditar que toda a gente é boa e bem intencionada. Sou muito mais desconfiado do que uma pessoa normal e não me comem por parvo”.

Por outro lado, há um núcleo muito forte de apoio dentro da equipa e somos nós que nos vamos apoiando uns aos outros.

Mas aquela morte afetou-o?
Durante uns dias pensei muito sobre o que aconteceu e hoje sei que se voltar a acontecer terei outra maneira de agir. Se calhar vou ter cuidado na maneira de abordagem. Deu que pensar, mas foi mais a nível técnico do que emocional. Pensei que talvez pudesse ter evitado a morte daquela pessoa.

“A segurança é uma brincadeira em Portugal”

O seu trabalho influencia a visão que tem do mundo e das pessoas?
Muito. Eu gosto do nosso mundo e até digo que gostava de ser rico para poder viajar mais, conhecer mais e novas pessoas e outras culturas. Mas este trabalho impede-me de ser ingénuo e de acreditar que toda a gente é boa e bem intencionada. Sou muito mais desconfiado do que uma pessoa normal e não me comem por parvo.

Os agentes têm de usar máscaras durante as operações?
Nem sempre. Eu por exemplo estive a fazer uma operação perto de casa. Dias antes um dos meus vizinhos tinha desabafado que a polícia de Lisboa devia ir mais vezes àquela zona para fazer rusgas. “Esta gente [referindo-se aos polícias da localidade] tem medo dos ciganos e não fazem nada”, disse-me ele muitas vezes.

Mesmo para os cartéis de droga, Portugal é um paraíso porque a nossa polícia não tem capacidade para lhes fazer frente e eles sabem-no.”

Três ou quatro dias depois nós fomos chamados para uma operação naquela zona e quando me voltou a apanhar na rua disse-me, todo contente, que a polícia de Lisboa tinha estado ali a fazer uma operação. Eu ri-me imenso porque ele não fazia ideia de que tinha estado a falar comigo durante a operação, já que eu estava com máscara por motivos de segurança.

As máscaras servem apenas para impedir a identificação dos agentes?
Mais do que tudo para os proteger, sim.

Os seus vizinhos não sabem o que faz?
Não, mantenho em segredo por questões de segurança. Não faço questão de publicitar o que faço até porque tenho mulher e filhos em casa.

Alguma vez sofreu represálias devida às operações em que estava envolvido?
Enquanto agente da Unidade Especial, não. Mas quando trabalhava na esquadra era o prato do dia. Riscaram-me o carro, esperavam-me à porta e fizeram-me algumas coisas engraçadas. Como pouca gente sabe o que faço e ao que me dedico, estou protegido quando a esse tipo de retaliação.

Teme pela segurança da sua família e toma algumas medidas adicionais para garantir que não há retaliação violenta?
Sim. Nós atuamos de rosto tapado, especialmente em situações que envolvam grupos de crime organizado, porque nos dá essa segurança. Fora disso, ando sempre com a mala fechada e tenho o cuidado de não ter a minha identificação à vista.

Em 90% das situações ando sempre armado, mesmo fora de serviço.

Já assisti, por exemplo, a um colega a ser alvejado no braço que só deu por ela uma hora depois. Como não apanhou osso e só furou os tecidos, aquele pico de adrenalina fez com que, na altura, não reparasse”.

Está armado neste momento?
Por acaso não, não achei que valesse a pena. Geralmente ando armado à noite. Tenho permissão para utilizar a pistola sempre que for posta em causa a minha integridade física ou a de terceiros.

Mesmo que não esteja em serviço?
A questão é que nós estamos sempre em serviço. Mesmo nas folgas, que podem a qualquer momento tornar-se dias de trabalho, estou autorizado a utilizar a arma. Posso até ser punido disciplinarmente e criminalmente se alguém me identificar como polícia e reportar que eu não agi perante a ocorrência de um crime.

Há crime organizado em Portugal?
Há mais do que aquele que se julga só que não há meios para o combater. A segurança é uma brincadeira em Portugal. De todas viaturas furtadas que nunca mais aparecem, eu imagino as centenas ou milhares que vão para Angola. Mesmo para os cartéis de droga, Portugal é um paraíso porque a nossa polícia não tem capacidade para lhes fazer frente e eles sabem-no. Grande parte destas organizações opera nas sombras mas há cada vez mais casos a que as pessoas vão estando atentas, como esta sucursal do grupo motard Hell’s Angels que veio para Portugal e que já fez muitos estragos desde então.

Alguma vez assistiu à morte de um colega seu em serviço?
Felizmente não, e foi por pura sorte. Já assisti, por exemplo, a um colega ser alvejado no braço e só dar por ela uma hora depois. Como não apanhou osso e só furou os tecidos, aquele pico de adrenalina fez com que, na altura, não reparasse. Já nos encheram o carro de balas e até hoje não percebo como é que ninguém foi atingido. Fora isso, nunca ninguém caiu morto em serviço e esperemos que continue assim.

Alguma vez levou um tiro?
Nunca, nem nunca matei ninguém. Já disparei várias vezes, mas nunca com o intuito de matar.

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