Protetor solar. Se estiver fora de validade, é melhor não usar?

A protecção fica comprometida, o que faz com que seja crucial ter um em condições. Mas faz mal à pele? E não protege nem um bocadinho?

Cremes mais gordos, mesmo quando expirados, podem ainda fornecer alguma protecção — mas só como recurso SOS, porque com o sol não se brinca

Chegou à praia. Estendeu a toalha, montou o chapéu de sol, tirou a T-shirt e está tudo pronto para apanhar banhos de sol e dar, finalmente, uns mergulhos no mar. Falta só uma coisa: o protetor solar. Ao olhar para a embalagem nota que está fora de validade. Significa que não o deve usar?

Os protetores solares são fundamentais para proteger do sol, sobretudo nas horas de maior calor, entre o meio-dia e as 17 horas, porque impedem a penetração dos raios UVB na pele e, idealmente, dos UVA, que são os que têm uma penetração mais profunda e cuja protecção depende da presença dos compostos óxido zinco e titânio no creme.

De acordo com a “Live Science“, os protetores solares duram até cerca de três anos, a não ser que a indicação do rótulo diga o contrário. Além disso, há que ter em conta a forma como ele é guardado: temperaturas altas e humidade podem alterar os componentes, comprometendo assim a sua função de proteger a pele contra queimaduras solares — e contra o cancro de pele.

À mesma revista, a dermatologista Lauren Ploch diz que “qualquer produto de cuidados pessoais pode degradar com o tempo”, sendo que “essa degradação é frequentemente acelerada por condições de armazenamento abaixo do ideal, podendo torná-lo ineficaz antes da data de validade expirar.”

Ou seja, um creme que já não esteja dentro do prazo ou que tenha sido conservado em condições pouco favoráveis pode ser menos eficaz (ou completamente ineficaz) na função de bloquear os raios solares. Mas calma: quando os cremes são mais gordos — portanto, quando não são em gel ou spray — podem ainda “fornecer um escudo entre a pele e o sol, mesmo se estiver fora de validade”, disse a mesma dermatologista.

“Um protetor solar fora do prazo é melhor do que nenhum, especialmente se o ingrediente ativo do protetor for o óxido zinco ou dióxido de titânio [protegem contra os UVA]”, acrescenta.

Podendo ser uma solução de recurso é, no entanto, fundamental que garanta que tem um protetor dentro do prazo ou que não esteja degradado. É que, “é impossível quantificar a sua eficácia” quando as regras foram quebradas, havendo possibilidade de os compostos estarem degradados.

Se, ao chegar à praia, vir que tem o protetor fora do prazo, peça um emprestado. Se não estiver ninguém consigo, proteja-se do sol com roupa, com o chapéu e garanta que não está muito tempo exposto nas horas de maior calor. Aplique o creme expirado porque não lhe vão nascer escamas — mas saiba que pode não estar totalmente protegido.

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