Abriu o primeiro cowork tecnológico de realidade virtual em Portugal

A MAGG foi visitar o primeiro espaço de cowork tecnológico em Portugal: é em Lisboa e lá pode ter acesso a tecnologia exclusiva.

As pré-reservas para os 10 lugares disponíveis já começaram, mas não se preocupe: se apenas quiser usufruir, por algumas horas, do espaço, existem planos especiais para si

JeShoots / Unsplash

Se é um criativo, um empreendedor, uma startup ou uma empresa que trabalha nas áreas de realidade virtual, realidade aumentada e dos media digitais, existe um novo espaço, em Lisboa, onde vai poder alugar um posto de trabalho e usufruir de todos os equipamentos e hardware necessários para a criação dos seus projetos.

Inaugurou esta terça-feira, 29 de Maio, chama-se VRLAB e é o primeiro espaço Cowork Tecnológico com aquelas três áreas em Portugal: com um estúdio interativo, uma sala de reuniões SmartRoom e tecnologia exclusiva, fica a dois minutos, a pé, do Marquês de Pombal e tem, nesta fase de iniciação, apenas dez espaços de trabalho disponíveis que pode alugar com preços que vão dos 150 aos 200 euros, por mês. A MAGG foi conhecê-lo e conta-lhe tudo o que lá pode encontrar.

Às vezes não compensa estar a investir tanto dinheiro em alguns equipamentos quando só se vai utilizar algumas vezes. E é para isto que o VRLAB existe”

Depois de entrarmos no rés do chão direito do número 56 da Rua Sociedade Farmacêutica encontramos um apartamento remodelado, com ar contemporâneo e muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo. Tivémos a oportunidade de experimentar vários jogos: o primeiro permitia desenhar, com a cor que quiséssemos, no ar e em 3D. O segundo era bem mais desafiante: quase como um jogo de playstation, em que somos o próprio peão, que está no meio da cidade e tem desafios a cumprir. O primeiro era subir num elevador, até ao cimo de um prédio, e saltar de uma tábua. A missão ficou por acabar porque, verdade seja dita, a sensação é demasiado real.

Entre equipamentos de câmaras, óculos e bancos de realidade virtual, fatos especificos para fazer parte de outra dimensão e arte na parede que se torna interativa, Daniela Albuquerque, cowork manager da VRLAB, a empresa criadora do VRLAB, conta que este é um espaço diferenciador, não só em Lisboa, mas em Portugal: “Todos os equipamentos de realidade virtual, realidade aumentada e media digital, para além de muito caros, demoram muito tempo a chegar. Às vezes não compensa estar a investir tanto dinheiro em alguns equipamentos quando só se vai utilizar algumas vezes. E é para isto que o VRLAB existe”.

“Nós pensámos que, já que tinha sido tão difícil para nós conseguir ter acesso a estes equipamentos, porque não ajudar as outras pessoas?”, e foi assim que a equipa do VR 360º, uma empresa de Aveiro com apenas um ano, decidiu investir neste espaço. “Achámos que fazia falta um espaço assim e quisemos algo intimista, não queremos a massificação. Por isso temos apenas, neste momento, 10 espaços de trabalho disponíveis”, explica Daniela.

O espaço é composto por uma sala de cowork, ou seja, um espaço de trabalho partilhado, com 10 mesas individuais, e muita luz natural, que permite aos empreendedores e freelancers trocarem ideias entre si; uma VR StartRoom, que é uma sala de reuniões onde poderá realizar apresentações de media com equipamentos de realidade virtual, até 8K, solo imersivo 3D (que permite ver o oceano em três dimensões), controlo de luzes e videomapping.

Existe também um VR Studio, um estúdio de realidade virtual e realidade aumentada com iluminação, com possibilidade de gravar em 360º, em andamento e com diferentes cenários, e ainda pode gravar 3D, Gaming (jogos), e Showcases. Para além disso, este estúdio permite ainda fazer apresentações e gravações de anúncios em realidade virtual. Por isso, este também é um sítio para pessoas que trabalhem com media digitais, como youtubers ou anunciantes.

O resto do espaço é composto por uma copa, com frigorífico e microondas, uma casa de banho e um hall, com mesas altas e tablets. Daniela Albuquerque conta que, até ao início do próximo ano, está previsto um aumento da área: “Nós temos o piso do resto chão todo e a ideia é alargar os espaços de trabalho, ter mais salas de equipamentos e um lounge com jardim”.

A azul está a área do espaço VR LAB que já existe. A cinzento a parte que ainda está por criar: o resto do piso vai estar disponível para utilização no início de 2019

Uma das mais valias do espaço é que não precisa de ter um plano pago para usufruir dos equipamentos e salas: “Se quiser utilizar o estúdio, a sala de reuniões ou os equipamentos, pode marcar previamente uma hora e nós teremos todo o gosto em recebê-lo”. Aqui os preços variam consoante o tempo que precisar do espaço: para usufrir de uma hora paga 25 euros, por três horas 50, por um dia 90 e por três dias 200 euros.

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