O segundo passo para a criação do meu vestido de noiva

A primeira prova do vestido, ainda que não o resultado final, torna tudo mais real. Um misto de ansiedade e emoção que dificilmente passará.

Chegou o dia de tomar decisões. Depois de dar um briefing sobre aquilo que gostava ou não e de ter mostrado várias imagens de inspiração para o meu vestido de noiva, marcámos uma nova ida ao atelier da Pureza Mello Breyner para ver as propostas em desenho.

Foram umas semanas de alguma ansiedade, porque não tinha a certeza se tinha dado todas as indicações e informações necessárias para que o vestido ficasse exatamente como eu queria. Há sempre mais qualquer coisa que se podia ter dito. Mas a verdade é que os três desenhos que a Pureza me apresentou foram ao encontro daquilo que tinha pedido. Um mais que os outros.

O passo seguinte foi começar com as provas. Não provas de vestido, mas de protótipos. No atelier há saias de vários modelos e tecidos, há saiotes, há diferentes tipos de renda e ainda partes de cima que se adaptam ao desenho escolhido.

Experimentei as três hipóteses que me tinham sido apresentadas em desenho, para ajudar a tirar as dúvidas. Tudo se torna mais real nesse momento. Ver-me pela primeira vez com algo parecido com aquilo que vou usar no dia do meu casamento gerou um turbilhão de sentimentos. Ansiedade, curiosidade, medo e vaidade foram alguns deles.

Este é o momento em que começamos a perceber aquilo que nos fica bem ou mal e em que, por vezes, mudamos toda a perceção que tínhamos sobre aquilo que queríamos. Foi o que me aconteceu. Algumas das certezas que eu tinha dissiparam-se e acabei por escolher o que nunca pensei que fosse gostar.

Consegui decidir-me pelo tipo de tecido, pela saia, pelos detalhes da saia (que não vou revelar já) e o resto fica por decidir na próxima visita ao atelier, na qual já vou fazer a prova do meu vestido, ainda em “construção” e fechar os últimos pormenores. Provavelmente na próxima ida, levo madrinhas para me darem uma ajuda.

Texto de Fabíola Carlettis, vídeo de .
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