Tinder, Happn, OkCupid, Match.com. Hoje em dia não há falta de oferta no que diz respeito a aplicações de encontros, e verdade seja dita (quase) toda a gente já passou por lá — nem que tenha sido uma única vez. Descobrir pessoas através de apps tornou-se banal, mas os casos de sexo casual ou casos de uma única noite já não são assim tão frequentes.

A conclusão é de um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, publicado online a 22 abril, e disponível na revista científica “Personality and Individual Differences” em setembro. A investigação analisou as relações dos estudantes com idades compreendidas entre os 19 e os 29 anos, num total de 641 universidades.

Mais de metade dos inquiridos disse utilizar aplicações de encontros, e um quinto admitiu ser utilizador frequente. Apesar de terem admitido que querem relações casuais, os investigadores concluíram que não é por utilizarem estas ferramentas que têm mais sexo.

Ghosting, haunting e benching: as práticas das novas relações

“Os utilizadores de aplicações de encontros não têm mais parceiros de sexo causal do que os outros que também preferem relações a curto prazo”, explicou Mons Bendixen num comunicado que acompanha o estudo. “As apps tornaram-se na nova arena pública para o namoro. Mas, em grande parte, as pessoas que as usam são as mesmas que se encontram de outras formas.”

As mulheres passam mais tempo nas apps de encontros e outras conclusões interessantes

As mulheres são mais exigentes do que os homens, passam mais tempo na aplicação e demoram muito mais a aprovar ou rejeitar um “candidato”. “Os homens são mais eficientes. Procuram mais candidatas em menos tempo e tomam decisões mais rápidas sobre se querem ou não encontrar-se com aquela pessoa.”

Outra curiosidade: muito menos pessoas estão a usar o Tinder para trair do que se imaginava.