Por que é que tem mesmo de começar a ver “Safe” — a nova série da Netflix com Michael C. Hall

Se gosta de séries com reviravoltas e ritmo frenético, vai gostar de saber que "Safe" tem tudo isto e conta ainda com um elenco de luxo.

A um desaparecimento junta-se um assassinato e a paz na comunidade de luxo onde vivem as personagens é interrompida devido a uma série de acontecimentos insólitos

Netflix

Se ainda é daqueles que está desiludido e zangado com o final de “Dexter”, fique a saber que se calhar já está na altura de arrumar o rancor para o lado e dar uma nova chance a Michael C. Hall, o ator que deu vida a Dexter Morgan, um assassino em série que persegue os criminosos que, de alguma forma, conseguiram fugir à justiça.

Não há como negar que a série da Showtime se alongou por demasiado tempo, o que prejudicou (e muito) a qualidade das últimas temporadas. Mas desde então que o ator norte-americano já passou por “The Crown”, onde deu vida ao 35.º presidente dos EUA, John F. Kennedy, e chegou agora à Netflix com “Safe” — a nova série viciante que provavelmente lhe está a passar ao lado.

A nova produção da plataforma de streaming, em parceria com a estação francesa Canal+, conta a história de uma família aparentemente normal que vive num condomínio de luxo nos subúrbios de Londres, dentro de uma comunidade fechada e vigiada.

No centro da ação está Tom, interpretado por Michael C. Hall, um cirurgião pediatra de renome que, depois de perder a mulher — vítima de doença prolongada — tenta reorganizar a sua vida de maneira a oferecer o maior conforto às suas duas filhas. A família parece estar a recuperar da tragédia quando, numa noite, a filha mais velha de Tom desaparece de casa.

A um desaparecimento junta-se um assassinato onde todos os residentes daquela pequena comunidade de luxo parecem estar envolvidos. São desvendados segredos mórbidos que acabam por quebrar os laços entre algumas das personagens, e é por isso que a série está a ser um caso de sucesso lá fora.

A revista “Variety” elogiou a produção da Netflix e destacou como ponto forte o trabalho dos guionistas. “Esta é uma produção recheada de pistas, revelações e cliffhangers. Os atores são todos eles incríveis, sem exceção.” Da mesma forma, a revista digital “IndieWire” elogiou o guião e diz não ter dúvidas que esta é uma série “repleta de momentos surpreendentes, que a tornam divertida e interessante.”

Mas se não ficou surpreendido, a MAGG diz-lhe por que devia começar já a ver “Safe”.

Há revelações e reviravoltas incríveis

À primeira vista pode até parecer absurdo que uma série viva à base de reviravoltas e revelações que levam a outras tantas mudanças de estilo e movimento da história. A cada episódio há, pelo menos, duas ou três revelações que o vão deixar a questionar o que está a acontecer.

Apesar do ritmo frenético da narrativa, nunca existem momentos pouco explorados ou desinteressantes. Muito pelo contrário, o mistério mantém-se desde o primeiro até ao último episódio, e tendo em conta que muitos deles acabam em cliffhangers, ver “só mais um” episódio vai ser uma tarefa fácil e natural.

“Safe” tem mistério, intriga, intensidade e até um pouco de comédia leve para aligeirar a situação — os ingredientes perfeitos para se tornar no próximo vício aí de casa.

Há muito Michael C. Hall e sim, é um motivo tão válido como qualquer outro

Fãs de “Dexter” e “Sete Palmos de Terra”, este é o argumento perfeito para começarem a ver a nova série da Netflix. Não há como negar que Michael C. Hall é o mestre de dramas mais densos, negros e intensos, e alguns dos papéis que protagonizou ao longo dos anos são prova disso.

Em “Safe”, o ator norte-americano dá vida ao cirurgião britânico Tom Delaney que, recém viúvo, é rapidamente colocado no centro do conflito entre vizinhos da comunidade com o desaparecimento da filha.

A atuação de Hall não desilude — a força e o carisma estão lá, como sempre estiveram, e até o sotaque britânico para a personagem é feito na perfeição.

O criador da série é um escritor de renome

Pode não ter citações espalhadas pela internet, ou frases inspiradoras que sirvam para as descrições de fotografias no Facebook ou no Instagram, mas Harlan Coben é um escritor conceituado que já vendeu mais de 70 milhões de livros até hoje. “Tell No One” é o seu livro mais vendido e conta a história de um médico, David Beck, que durante uma tarde aparentemente normal recebe um e-mail da mulher. Problema? A mulher tinha morrido há oito anos.

A ação acompanha Beck na procura pelo verdadeiro paradeiro da mulher, colocando em contraste tudo aquilo que este julgava ter acontecido no dia em que esta foi raptada e assassinada.

Os livros de Harl Coben estão próximos do thriller enquanto género, e são quase sempre compostos por mistério e situações dramáticas. Depois dos livros, o escritor dedicou-se às produções televisivas e “Safe” é o seu mais recente projeto — e isto já diz tudo sobre o que pode esperar desta nova série da Netflix.

Todos os atores são incríveis — até os secundários

Já sabe que Michael C. Hall é o protagonista, e que isso é motivo mais que suficiente para começar a ver a série. Mas também vai gostar de saber que o restante elenco é excelente, até mesmo os atores que surgem em apenas duas ou três cenas curtas e que, depois, nunca mais voltam a aparecer.

Tendo em conta que grande parte do conflito em que as personagens se veem envolvidas abrange todos os membros daquela comunidade, seria pouco interessante se todo o elenco não fosse de qualidade.

Destacam-se os papéis de Amanda Abbington (“Sherlock”), que dá vida à detetive encarregue de desvendar os motivos por detrás do assassinato, e de Marc Warren (“Irmãos de Armas”) — o melhor amigo de Tom que o ajudará a encontrar a filha até às últimas consequências dessa busca.

“Safe” estreou na Netflix na quinta-feira, 10 de maio, e a primeira temporada conta com oito episódios. Segundo o realizador da série, não há planos para uma segunda temporada.

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