Quando somos pequenos, achamos que os pais são uma “seca”. Não percebemos o porquê de tantos nãos, de tantas regras, de tantas imposições e achamos que tudo é um castigo. Não percebemos o papel de ser pai.

À medida que o tempo passa e que vamos crescendo, vamo-nos apercebendo de que a mãe ou o pai até tinham razão em algumas coisas, e vamos mudando a opinião que temos deles. Mas essa mudança acontece, e de forma quase drástica, depois de sermos mães.

Quando os nossos filhos não querem dormir, não querem comer, desarrumam tudo, fazem birras, acabamos por perceber o motivo para terem que ser impostos tantos limites. Lembramo-nos daquilo que nos diziam e chegamos até a replicar o que nos diziam nos nossos filhos. Irónico.

A mãe que temos é a mãe que vamos ser? Não tem que ser exatamente e de forma integral, mas há pelo menos elementos que ficam e que nos marcam para a vida. Elementos esses que vão possivelmente passar para os nossos filhos e para os filhos deles.

Todas as mães são diferentes e todos os filhos também e, por isso, desafiámos duas mães e duas filhas, que também já são mães, a falar sobre a relação entre mãe e filha, a descreverem-se uma à outra e a tentar identificar as lições que passaram de uma geração para a outra e que passarão agora para os netos.