5 hábitos surpreendentes que estão a prejudicar o seu coração (comprovados pela ciência)

Passou horas seguidas colada à televisão, obcecada com "La Casa de Papel"? O seu coração não gostou. Não usa fio dentário? Repense.

Esqueça o binge watching. E, no escritório, faça por se levantar. Não é só a forma física que paga pelo sedentarismo — o coração também

Todas as noites é a mesma coisa. Acorda a achar que o mundo está a desabar ou que está debaixo de fogo, porque nenhum ser humano é capaz daquele estrondo — mas afinal é só o seu marido a ressonar. Antes de aplicar a velha técnica dos pontapés sem maldade (mas com alguma), lembre-se: é provável que ele sofra de apneia, uma perturbação do sono ligada a problemas cardiovasculares. Este é um dos comportmentos que, nos últimos anos, foram associados a doenças do coração. Há outros, menos óbvios, e que conseguirá controlar mais facilmente, pois só dependem de si. Não usa fio dentário?  Leia o artigo e, logo a seguir, corra para o supermercado.

Pssar muitas horas sentado

Estar sentado durante muitas horas aumenta o risco de ataques cardíacos e enfartes. Um estudo realizado em 2017 e publicado na revista Circulation demonstrou que quanto mais tempo passamos sentados, maior a probabilidade de danificarmos os músculos do coração. Aumenta também a probabilidade de risco de paragem cardíaca, pelo facto de o coração ficar progressivamente mais fraco e incapaz de bombear sangue suficiente para oxigenar o corpo.

Para chegarem a esta conclusão, os investigadores utilizaram dados do Dallas Heart Study, do qual faziam parte pessoas de diferentes etnias e géneros, que tinham fornecido amostras de sangue, informações de saúde e que utilizavam rastreadores de atividade.

Os investigardores perceberam que quem se mexia menos (e passava perto de dez horas sentado) tinha níveis mais elevados de troponinas, as proteínas produzidas pelas células dos músculos cardíacos quando estão magoadas ou a morrer — um ataque cardíaco liberta uma quantidade enorme desta substância para o sangue. Apesar de os níveis serem bastante inferiores aos de um ataque, eram suficientes para constituirem uma lesão cardíaca subclínica.

Ressonar

Não, não é só aborrecido para quem se deita ao lado. Ressonar já foi há alguns anos associado a doenças de coração, com efeitos tão ou mais graves do que o tabaco, excesso de peso ou colesterol elevado, segundo um estudo conduzido por um grupo de otorrinolaringologistas do Henry Ford Hospital, em Detroit, Estados Unidos.

De acordo com o American Heart Association ressonar é um sintoma da apneia, um distúrbio do sono que faz com que haja pausas na respiração, entre cinco a 30 vezes, durante o sono. Há evidências fortes de que este problema, que afeta um em cada cinco adultos, segundo a publicação da mesma associação, de 16 de março de 2018, está ligado a doenças cardiovasculares, como pressão sanguínea elevada, enfartes e ataques cardíacos.

Não usar fio dentário

De acordo com um estudo realizado em 2017, pessoas com doença periodontal (doenças das gengivas) têm quase o dobro da probabilidade de ter doenças cardiovasculares, sendo que o risco aumenta para quem também sofra de colesterol alto. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao perceberem que a bactéria que se forma nestas inflamações consegue entrar na corrente sanguínea, contribuindo para a formação de doenças de coração podendo levar a ataques cardíacos.

Não comer frutas e vegetais

De acordo com a Direcção-Geral de Saúde, “a alimentação inadequada é responsável por cerca de metade das mortes e incapacidade causada pelas doenças cardiovasculares.” O consumo de frutas e vegetais já foi associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares, redução de probabilidade de ataques cardíacos, enfartes ou alta pressão sanguínea. Por outro lado, gorduras saturadas, excesso de sal e de açúcar têm o efeito contrário.

Ser uma party rocker

Em 2017 foi publicado um estudo que veio comprovar que o fígado não era o único órgão danificado pelo consumo excessivo de álcool. O coração também sofre, de acordo com investigadores da Universidade da Califórnia que analisaram dados de 15 milhões de pacientes que deram entrada no hospital entre 2004 e 2009 e que foram diagnosticados com abuso de bebidas alcoólicas. Descobriram que este excesso duplicava a probabilidade de ter um batimento cardíaco irregular, aumentava o risco de ataque cardíaco em 40% e fazia crescer em mais de o dobro o risco de paragem cardíaca.

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