Harry Potter. Os gadgets que pode usar para se tornar num feiticeiro de Hogwarts

Desde mantos de invisibilidade a varinhas que reagem aos nossos gestos, há de tudo um pouco para deixar de ser um muggle.

A saga de J.K Rowling terminou em 2007 com o lançamento do sétimo livro "Harry Potter e os Talismãs da Morte"

IMDb

No livro “Visões do Futuro”, lançado em 1985, Arthur C. Clarke escreveu que “toda a tecnologia avançada é indistinguível da magia.” Ora isto são boas notícias para todos os fãs de “Harry Potter” que ainda hoje, e já adultos, continuam à espera da carta de admissão de Hogwarts, a famosa escola de magia e feitiçaria, que teima em não chegar.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos permitiram feitos que antes se consideravam impensáveis. Hoje, devido aos inúmeros gadgets que respondem a comandos de voz ou à deteção de movimento do utilizador, tornou-se possível abrir e fechar portas ou acender e desligar luzes de um qualquer local — tal como um verdadeiro feiticeiro faria.

Assim, e com base na afirmação do autor britânico, a MAGG foi à procura dos gadgets e serviços que tem de usar para deixar de ser um muggle e se tornar num verdadeiro feiticeiro.

Para um verdadeiro feiticeiro, uma varinha

Já sabemos que pode comprar uma varinha oficial do Harry Potter nas mais variadas lojas dedicadas à venda de merchandising. Mas e se houvesse a possibilidade de ter uma varinha real que permitisse ações reais? Elas existem e não precisa de ir à Ollivanders, a famosa loja de varinhas onde Harry encontrou a sua.

Kymera Wand é, no fundo, um comando disfarçado de varinha e funciona através de um sistema de infravermelhos. Recorrendo a gestos que podem ser programados pelo utilizador, este pequeno equipamento pode ser utilizado para controlar todos os aparelhos de casa. Desde televisões a leitores de DVD e Blu-Ray.

As funções da varinha podem ser alternadas através de um botão estrategicamente colocado à altura do polegar, e funcionam ainda com o movimento da mão consoante a ação pretendida. Sim, aumentar o volume da televisão funciona exatamente como está a pensar — girando o pulso num movimento ascendente. Está disponível na Amazon e custa 49€.

Há ainda a varinha da The Noble Collection que funciona exatamente da mesma forma, programando todos os gestos através de um movimento associado. No site oficial é ainda possível descarregar as instruções para o correto funcionamento do equipamento. Esta varinha custa 39,74€ e está disponível para encomenda no site da plataforma.

Mas se não lhe apetecer andar pela casa de varinha em riste, há outras opções tão ou mais viáveis. Exemplo disso é o anel da Logbar que, apesar de estar em regime de angariação de fundos através da plataforma KickStarter, já tem muitos apoiantes. O anel permite algumas funções básicas como a escrita de mensagens através do desenho das letras no ar, ou o acesso à biblioteca de música através do desenho de uma clave de sol.

Ao desenhar um envelope, por exemplo, o anel — que tem de estar sempre associado a um smartphone via Bluetooth — permite aceder ao email pessoal do utilizador no telemóvel. Está disponível na página de KickStarter através de 117,61€

“Wingardium Leviosa” — a magia da levitação

A levitação está ao nosso alcance e não é assim tão difícil como parece. São formas interessantes e engraçadas de replicar aquilo que via nos filmes da saga e não é obrigado a ir às aulas do professor Flitwick para aprender o encantamento.

Já há carregadores de telemóveis (61,94€), candeeiros (161,41€), colunas de som (145,19€), vasos (45,42€), câmaras (380,92€) e copos de cerveja (116,80€) capazes de estar suspensos no ar. Dissemos que era interessante, não que tinha alguma utilidade — a não ser a de impressionar os seus amigos ao revelar os seus dotes de feitiçaria quando estes o visitarem.

“Lumos” — o feitiço da iluminação

Quantas vezes deu por si a tropeçar a meio da noite no caminho sorrateiro da cama para o frigorífico? Demasiadas vezes, possivelmente, e tudo porque não dava com o interruptor da luz. No universo fantástico de “Harry Potter” bastava gritar “Lumos” de varinha na mão para que todo o espaço se iluminasse.

No mundo real é diferente, mas até isso está ao alcance de cada um. Basta que tenha um aparelho compatível que responda a comandos de voz, como um Google Home (atualmente esgotado), Amazon Echo (101,45€) ou Apple HomePod (283,07€). Depois, convém que tenha lâmpadas compatíveis e espertas o suficiente para funcionar com cada um destes assistentes, como as Philips Hue (um kit de duas lâmpadas custa 55,86€).

Na aplicação oficial da marca, é necessário que crie um perfil com o nome “Lumos” para que depois possa ativar via voz junto do assistente pessoal que tem em casa. Dizer “ligar Lumos” pode parecer embaraçoso, mas funciona.

Alohomora” — destrancar portas

Depois de lâmpadas avançadas, é a vez das fechaduras inteligentes. Está na altura de dizer adeus à chave de casa e passar a usar apenas a voz para ter acesso a todas as divisões de casa.

August é uma empresa especializada em soluções de segurança e automação para o lar e desenvolveu dois equipamentos (uma câmara e uma fechada) que, quando associados à rede de internet de casa, permitem que o utilizador interaja com eles através da voz.

O método de funcionamento é semelhante ao das lâmpadas Hue — crie um perfil, identifique-o como “Alohomora” e depois basta que use os comandos “Lock” (trancar) e “Unlock” (destrancar).

Sim, está obrigado a usar os comandos em inglês e, de facto, não é a mesma coisa que simplesmente dizer “Alohomora”. Mas nunca dissemos que os sistemas eram perfeitos. Os produtos estão disponíveis a partir de 120,85€ no site oficial.

Sonorous — o feitiço da amplificação

Não, não vai poder apontar uma varinha à garganta para falar uns quantos decibéis mais alto, como o professor Dumbledore. Mas pode usar aplicações no seu telemóvel que basicamente fazem o mesmo efeito e que não o obrigam a ir comprar um megafone horrível.

A aplicação Megaphone, para iOS, permite que os utilizadores transformem os seus telemóveis em autênticos microfones. Basta ligar o equipamento a uma coluna, através da entrada para auscultadores, e começar a falar para o seu público.

“Accio” — chamar um objeto

Imagine a seguinte situação: está refastelado no sofá a um fim de tarde e pensa que o vinha mesmo a calhar era um hambúrguer. Problema? Não lhe apetece sair do sofá para a cozinha e muito menos sair de casa. Pela mente passa-lhe o feitiço “Accio Big Mac” e nada acontece.

Bem sabemos que pode parecer um tanto comodista, mas como lhe soa a ideia de pedir comida por uma aplicação e vê-la chegar a casa numa questão de minutos? A UberEats chegou a Portugal a 28 de novembro de 2017 e desde então que tem vindo a ganhar mais utilizadores.

Mas não é a única a operar em solo nacional. Tem ainda a Glovo, noMENU, SendEAT e a EatTasty — esta última especializa-se na entrega de comida feita por chefs para os escritórios.

O Manto da Invisibilidade

Ainda não chegou, mas está para breve. Cientistas da Universidade de Washington propuseram uma série de equações matemáticas que podem vir a ser utilizadas para criar um manto da invisibilidade no futuro. A experiência consiste num conjunto de processos que, estando assentes na ótica da transformação e do reflexo de luz, passem a ideia de que o objeto realmente desapareceu.

Com base nestas equações, estudantes da Universidade do Texas desenvolveram um novo material que denominaram de “metascreen”, e cientistas da Universidade da Califórnia fizeram desaparecer vários objetos com um manto de pele ultra fino.

A tecnologia ainda é muito recente mas, a confirmar-se a tendência, poderemos estar seguros de que um novo manto de invisibilidade está para breve.

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