Não precisamos de ser “gémeos siameses” mas é natural que tenhamos interesses em comum com os nossos amigos mais próximos. Seja gostos em cinema ou música, preferências clubistícas ou estilos semelhantes, há muita coisa que os melhores amigos partilham. E se alguma vez sentiu que ele ou ela lhe estava a ler os pensamentos, a verdade é que, bem, é quase isso que acontece.

De acordo com um estudo da Universidade de Dartmouth (EUA) divulgado recentemente, e publicado na revista cientifica “Nature Communications”, podem existir dados científicos que comprovam que é possível que o seu cérebro esteja em sintonia com o do seu melhor amigo.

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Os participantes do estudo (uma amostra de 42 estudantes universitários) assistiram a vários excertos de um vídeo, ao mesmo tempo que as suas atividades cerebrais eram medidas.

Partilhar os mesmos interesses com os amigos pode ser um comportamento validador

Através das ressonâncias magnéticas feitas durante estas visualizações, foi possível perceber que quanto mais chegados eram os amigos, mais semelhantes eram as ondas cerebrais.

As mesmas áreas do cérebro, ligadas à motivação, atenção e julgamento, iluminavam-se nas pessoas próximas. E através dos resultados dos exames, os investigadores conseguiram perceber quais dos participantes eram amigos.

Quando questionado se as pessoas procuram ser amigas de indivíduos que pensem como eles ou se, pelo contrário, a convivência e tempo torna os amigos mais semelhantes, o autor do estudo afirmou que ambas as premissas eram válidas.

Em declarações ao “Business Insider”, Adam Kleinbaum explicou que ter amigos chegados com atividades cerebrais semelhantes “pode ser recompensador pois reforça os valores, opiniões e interesses do próprio”.