Muitas vezes é mais fácil inventar uma desculpa do que dizer a verdade: tudo para não magoar os sentimentos de outra pessoa ou criar problemas. Quando se trata de relações, o assunto fica ainda mais sério. Para faltar a um encontro as desculpas mais usadas são sempre as que têm a ver com os problemas do dia a dia: trabalho, casa e responsabilidades. Nos últimos tempos, têm crescido as típicas “fiquei sem bateria no telemóvel e por isso não pude ir ter contigo” ou “estava sem internet para responder”. Para acabar com uma relação o “não és tu, sou eu” nunca sai de moda. Mas, de vez em quando, aparece alguém que tem uma desculpa daquelas que fazem rir, de tão ridículas, capazes de deixar a pessoa a pensar se realmente é verdade ou não. A MAGG desafiou oito pessoas, homens e mulheres, a revelaram desculpas que já inventaram para acabar relações ou faltar a encontros.

Lutas com raposas e estradas sem volta

Já imaginou dizerem-lhe que lutaram com uma raposa e, por isso, tinham faltado ao encontro marcado? Foi o que aconteceu a Vitória Alvarez, 22 anos, que tinha combinado encontrar-se com o namorado na passagem de ano. As coisas começaram a ficar estranhas quando, no primeiro dia combinado, “ele disse que se tinha enganado no caminho e que já não dava para voltar para trás”.  No segundo dia, contou uma história bizarra: uma raposa tinha-lhe entrado no quarto e “tinham ficado a lutar durante duas horas”. Por isso tinha ficado muito tarde e já não dava tempo de ir ter com ela e voltar. “Depois disto terminei com ele”, conta.

Filipe, de 25 anos, partilhou a sua desculpa mais usada nos dias em que estava farto da companhia da namorada: “sempre que eu estava com a minha (agora ex) namorada, e não me apetecia mais estar com ela, pedia a um amigo para me ligar e dizer que estava muito mal e que precisava de falar comigo, só para eu sair dali e poder ir para casa”.

O namorado de Catarina, de 23 anos, acabou com a relação de quatro anos e a desculpa foi: Fizeste-me trair-te com outra rapariga, não acho que sejas mulher para mim”. No fim, ela acabou por descobrir que tinha sido traída, numa noite, com uma colega de trabalho.

Sofia tem 24 anos e tinha uma relação inconstante com o então namorado: “A nossa relação começava e acabava imensas vezes porque ele não tinha trabalho certo e, sempre que não tinha trabalho, acabava comigo porque dizia que não tinha identidade e que era como se não existisse em Portugal”.

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“Rita” preferiu não dar o nome verdadeiro por medo que o ex-namorado lesse a história. Tem 21 anos e, na altura em que namoravam, num dia em que estavam juntos, a mãe ligou-lhe e “por azar, não parava de fazer perguntas sobre ele”. Devido a esse episódio ele disse que “não queria ter de aturar uma sogra bisbilhoteira” e deixou de lhe falar.

As cólicas e o tempo para os amigos

Edmilson Pereira, 20 anos, conta a desculpa que costuma dar quando não lhe apetece ir ao encontro que marcou: “Não consigo ir sair contigo hoje, estou cheio de cólicas”. E João Louro admite que acabou o relacionamento com a ex-namorada por já não gostar dela, mas inventou uma desculpa para não a magoar: “Estamos longe e ao fim de semana não tenho tempo. Tenho de escolher entre estar contigo, com a minha família ou os meus amigos”.

“Filipa”, nome fictício, tem 24 anos e a desculpa do ex-namorado para acabar a relação que mantinham foi que ela “era inconveniente e não tinha cumplicidade com ele”. “Isto porque, em conversa com amigos, gozei com ele e disse que ele era o primeiro a fugir de uma cena de porrada”, explica.