O que muda no amor depois dos 60 anos?

Há quem o tenha encontrado há dezenas de anos. Há quem só o tenha encontrado depois dos 70. E há quem ainda esteja à procura.

O amor não escolhe idades. E, como grande parte dos sentimentos que são fortes e genuínos, é sempre difícil de explicar. A idade, a experiência e o tempo fazem com que assuma formas diferentes. As emoções tresloucadas e carnais da juventude dão lugar a uma versão mais amadurecida, que se reflete numa amizade profunda, onde há mais tolerância e prazer na companhia do outro, mesmo que na forma de um silêncio confortável. Continua a ser preciso alimentar a relação, seja com passeios calmos de mão dada, com um pequeno-almoço levado à cama, com brincadeiras inesperadas ou afetos diários.

Maria da Guia e José Filipe Guerra de Jesus, 68 e 66 anos, estão juntos há 48 anos e já não sabem o que é estar um sem o outro. Hermínia da Luz Martinho Urtigueira, 82, e António Dimas Marques, 89, conheceram-se viúvos há 11 anos num baile do Prior Velho. Desde então, nunca mais se separaram. Lizete Picanço é divorciada, tem 72 anos, é uma mulher independente, com os pés bem assentes na Terra, mas com a energia de uma adolescente. Não voltava a casar ou a viver com um homem, mas um companheiro para passear, fazer viagens e conversar continua a ser uma hipótese.

Numa altura em que relações resistem menos – com mais divórcios e relacionamentos por vida – , a MAAG foi tentar perceber junto destas cinco pessoas o que fica, o que se transforma, quais as dificuldades e as histórias de amor depois dos 60, seja ele antigo, novo ou ainda por vir.

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