“Love”. Porque é que o amor tinha de chegar ao fim

A terceira temporada chegou à Netflix esta sexta-feira, 9 de março, e a série vai terminar aqui. Não haverá quarta. Contamos-lhe tudo.

Mickey e Gus estão decididos a assumir uma relação séria

Love” chegou ao fim. Quando acabar de fazer binge-watching à série este fim de semana, não temos como o consolar dizendo-lhe que vem aí uma nova temporada, ou sequer um episódio especial. Ao fim de 34 episódios, inúmeras discussões, uma enorme vontade de matar ora Mickey (Gillian Jacobs), ora Gus (Paul Rust), o amor termina na terceira temporada, que chega esta sexta-feira, 9 de março, à Netflix.

A decisão de terminar a série foi mútua. Tanto o serviço de streaming como os criadores de “Love”, Judd Apatow, Paul Rust e Lesley Arfin, acordaram que não fazia sentido renovar para uma nova temporada.

“Nós sentimos que já tínhamos dito tudo o que queríamos dizer sobre as personagens”, revelou Paul Rust ao site Decider. “Não queríamos acabar a série quando estivéssemos numa posição do género: ‘Ó, há duas temporadas que o tanque já estava seco’.”

“Love” torna-se assim numa das dez séries originais da Netflix que foram canceladas. Algumas delas eram grandes sucessos de audiências, como foi o caso de “Sense8” ou “Bloodline“. Para Reed Hastings, CEO do serviço de streaming, a onda de cortes está apenas a começar: “Nós tivemos poucos cancelamentos”, disse à “Vulture” em maio do ano passado. “Eu estou sempre a incentivar a equipa de conteúdos: ‘Temos de assumir mais riscos. Vocês têm de arriscar mais’.”

Mostramos-lhe 4 coisas que precisa de saber sobre a terceira temporada — sem spoilers. Palavra de MAGG.

Eh, ainda alguém se lembra do que aconteceu?

Se tiver memória de andorinha e consumir tantas séries como nós, provavelmente não. Fica o resumo: ele chama-se Gus Cruikshank (Paul Rust) e é um menino nerd certinho, ela chama-se Mickey Dobbs (Gillian Jacobs) e é um furacão de problemas. Os dois conhecem-se por acaso, não têm nada a ver um com o outro, mas rapidamente nos deixam a torcer para que fiquem juntos para sempre.

Na segunda temporada, é evidente que Mickey e Gus gostam um do outro. Só que ela quer manter-se fiel ao plano de ficar um ano sozinha — para tratar de si, resolver os seus vícios (amor, sexo, drogas, álcool) e redescobrir-se. Claro que as coisas não correm conforme planeado, e tal como na primeira temporada, vêm mais discussões, gritos, sexo e drogas.

As coisas pioram quando Gus deixa a cidade devido ao trabalho durante um mês e Mickey volta a sair com um ex-namorado. No final da temporada, porém, Mickey e Gus estão decididos a assumir uma relação séria.

Esta temporada vai ser a mais fofinha

Pelo menos é o que explica Paul Rust ao site Decider. “Temos um diálogo num episódio que foi algo que aconteceu comigo há dez anos.” No início da terceira temporada, um amigo pergunta a Mickey e Gus há quanto tempo estão a namorar. Quando respondem cinco ou seis meses, o amigo diz-lhes que estão na melhor parte do relacionamento. É para esse sentimento de felicidade e descontração que a nova temporada tenta transportar o telespectador.

“Ainda é excitante porque ainda estás a conhecer alguém, mas já não estás naquela fase estranha em que pensas: ‘Ó, se calhar vou estragar tudo no terceiro encontro e ela não vai querer estar mais comigo’.”

As personagens que vão voltar

Gus e Mickey vão voltar, claro, assim como a colega de casa de Mickey, Bertie (Claudia O’Doherty), e o namorado, Randy (Mike Mitchell); a atriz infantil Arya (interpretada por Leslie Mann e a filha de Judd Apatow, Iris Apatow); e o patrão de Mickey, Greg Colter (Brett Gelman).

Eles terminam felizes para sempre?

Calma, nós prometemos-lhe um artigo sem spoilers. Vamos pegar apenas nas palavras enigmáticas de Paul Rust: “Lembro-me que uma vez ela [Gillian Jacobs] disse qualquer coisa do género: ‘Acho que a Mickey seria feliz se reconhecesse que Gus nunca será capaz de preencher esse vazio (…) que vai estar sempre lá.’ Não sei se isso é necessariamente claro no fim, mas gosto de pensar que isso faz parte da espécie de final feliz que eles encontraram.”

Ainda sobre o final da série, Paul Rust acrescentou: “Não é o final mais feliz de todos, mas se pensarmos: ‘Sabes que mais, essa ideia de que eventualmente me vou sentir preenchido e feliz…’. Se conseguir libertar-se disso e perceber que é uma ilusão impossível de alcançar, isso pode ser uma espécie de final feliz. Com sorte, chegámos lá.”

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