Este é um tema que continua a gerar grandes dúvidas nos pais quando chega o momento de comprar tudo o que é preciso para a vinda de um bebé. Há produtos que sabemos que são imprescindíveis, outros que nem tanto, mas que achamos que podemos vir a precisar. E os marsúpios e slings estão geralmente dentro desta última.

Devemos usar? O que há no mercado? Como se usa? Será confortável para o bebé? E para os pais? São muitas as perguntas e ainda mais as teorias.

A MAGG foi à procura de respostas.

Manuela Escumalha, pediatra no Hospital da Luz, vê no uso do marsúpio uma oportunidade de ligação entre o bebé e a mãe “Neste contacto tão direto, o bebé sente e ouve o coração da mãe e não há nada que o tranquilize mais. É como se estivesse na barriga da mãe.”, afirma.

Tiago Monteiro, Fisioterapeuta e Osteopata, da Clínica Médica do Porto, tem a mesma opinião: “É, sem dúvida, um acessório prático e fácil, por isso acho que faz sentido usar. No entanto, há um factor principal e, na minha opinião, o mais importante, que é o controlo cefálico. Isto é, o controlo que o bebé tem da cabeça é o que define a viabilidade do uso de um acessório destes ou, pelo menos, da forma como é usado”.

Neste contato tão direto, o bebé sente e ouve o coração da mãe e não há nada que o tranquilize mais. É como se estivesse na barriga da mãe.

A ideia é usar um marsúpio ou um sling com o intuito de ajudar no dia-a-dia para os pais ficarem com as mãos livres para tarefas de casa, por exemplo, ou para passeio. Contudo, não é para ser usado todos os dias, o dia todo.

Em relação à ideia generalizada que se criou de que o uso destes acessórios é causador de Displasia da anca, Manuela Escumalha, explica: “Não há qualquer ligação. Aliás, o tratamento para essa patologia é colocar os bebés com as pernas abertas a 180º, posição que adotam aproximadamente num marsúpio, por exemplo.”

No momento da escolha entre o sling e o marsúpio, tanto Manuela Escumalha, como Tiago Monteiro, aconselham a usar o sling enquanto são mais pequenos, até aos 2 ou 3 meses, para poderem ficar mais deitados e até no verão, por ser mais fresco. A partir daí, podem manter o sling ou passar para o marsúpio, mas sempre com um bom apoio na cabeça, e idealmente até ao início da marcha. Nessa altura já deverá ser alternado o uso do acessório com a marcha da criança, tendo em conta também o conforto dos pais.

Sobre levarem o bebé virado para a frente ou de costas, Manuela Escumalha é da opinião de que o bebé vá virado para a mãe pelo menos até aos 6 meses e que a partir dessa altura, quando começam a ter interesse pelo que se passa à sua volta, podem ir no sentido da marcha, que ajuda ainda no desenvolvimento da visão. No entanto, sempre com atenção ao bebé, principalmente se tiver refluxo ou bolçar muito.

E o que se pode encontrar no mercado?

Há este tipo de acessórios para todos os gostos e bolsos. Desde os mais simples e básicos, até aos mais ergonómicos e trendy.

Inês Duarte, da Maria Café, marca de acessórios de bebé, apostou no lado mais trendy e criou uma linha de slings com várias cores e padrões. “Tinha muitas Mães a pedir slings com cores e padrões diferentes. A maioria das vezes para combinar com o seu estilo, com as cores que mais usam de roupa.”, explicou Inês Duarte. Existe um modelo de sling, mas com 24 variações de cor de padrão, disponíveis online.

Já a Chicco, apostou apenas em marsúpios, nunca tendo lançado nenhum sling na sua coleção de acessórios. Atualmente, conta com 3 modelos diferentes, do mais simples ao mais complexo, não só na sua composição, mas também na forma de colocar. São o Easy Fit, que, segundo a marca, é mais fácil de colocar do que uma camisola e duas versões do modelo Myamaki, acabadas de lançar. “A Chicco seguiu as tendências de mercado e criou estes dois modelos Myamaki. São mais largos, têm um redutor interior, e são evolutivos, podendo ir até aos 15kg da criança. Todos os modelos, inclusive os mais antigos, são aprovados pelo International Hip Dysplasia Institute.”, explica João Barroso, Marketing Manager de Puericultura Pesada da Chicco.

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Existe ainda o pano, mas, segundo os especialistas com quem a MAGG falou, entre as três opções, as duas mencionadas anteriormente são as mais fiáveis.