Os sinais que o corpo nos dá quando o amor acabou

Ainda antes de o pensamento de separação ocorrer, o nosso corpo já nos diz que o relacionamento passou a data de validade.

A postura do corpo revela desinteresse quando ainda não o verbalizou

Allan Filipe Santos Dias/Unsplash

Não é muito difícil decifrar quando um casal está apaixonado. As manifestações de carinho são evidentes, as declarações de amor uma constante e quem nunca sentiu aquele frio na barriga típico dos primeiros meses de um relacionamento em que tudo o que queremos é estar com a pessoa todos os segundos do dia, muitas vezes até descurando amigos e família?

E se identificar a paixão não é complicado, o inverso também é fácil de comprovar. Quando uma relação entra em declínio e começamos a pensar que estamos infelizes, que algo não está a funcionar e a palavra separação fica na nossa cabeça, o nosso corpo já nos envia sinais dessa situação muito antes desses pensamentos ocorrerem.

Ele não está assim tão interessado em si... mesmo!

Na sexta temporada da aclamada série “O Sexo e a Cidade”, transmitida em 2003, um episódio retratou uma realidade comum a todos os solteiros à procura do amor. Depois de um encontro, Miranda não foi convidada a sair novamente pelo seu companheiro dessa noite. Mas ao contrário de muitas outras vezes, recebeu uma explicação simples e honesta: ele não estava assim tão interessado nela.

O episódio gerou tanto buzz graças a essa simples premissa que dois dos guionistas da série, Liz Tuccillo e Greg Behrendt, escreveram um livro que se tornou num sucesso de vendas (e num filme com o mesmo nome).

Em “Ele Não Está Assim Tão Interessado”, os dois autores tentam ajudar as mulheres a compreender a psicologia masculina, interpretar sinais de interesse, intenções e sentimentos e desmistificam muitos mitos como “ele gosta de si, está é muito ocupado há três semanas e não lhe consegue mesmo ligar”.

Recorde a cena que gerou este movimento e, já agora, mate saudades de uma das séries mais vistas no mundo:

 

 

“No relacionamento de um casal, devido às muitas distrações do nosso dia-a-dia e também à rotina, deixamos de dar importância a certos sinais não verbais que a parceira ou parceiro dão, e isso pode ser fatal para muitas relações”, disse à MAGG Alexandre Monteiro, autor do livro “Os Segredos que o nosso Corpo Revela”. “É mais fácil mentir ou esconder os verdadeiros sentimentos através de palavras como ’Está tudo bem!’, ’Por mim, pode ser!’, ’Não importa!’, ’Amo-te!’, ’Gosto de ti’, quando na realidade não é o que se sente no momento”.

É muito importante, principalmente numa relação, entender a congruência entre o verbal e o não-verbal, perceber se o corpo transmite o mesmo do que as palavras e ter a consciência dos sinais mais importantes do outro. Estes são aqueles que não deve ignorar:

Levantar os ombros enquanto fala

Se dá por si a ter este movimento enquanto responde ao seu parceiro mesmo nas questões mais simples, este é um sinal que está a colocar em dúvida a veracidade ou a certeza da sua resposta. “Levantar os ombros quando afirmamos algo revela que temos incerteza sobre o que verbalizamos no momento. Se ele diz «Pode ser!» ou ela diz «Está tudo bem!» e levanta os ombros, é sinal de que é um sentimento menos verdadeiro que pode ter como intenção agradar ou não preocupar”, afirma o especialista.

Beijar de olhos abertos

Durante um beijo, fazê-lo de olhos abertos poderá indicar um beijo falso e sem emoção. Alexandre Monteiro salienta: “A visão absorve muita da atividade cerebral e, quando quer sentir mais emoção, fecha-se os olhos para ter mais energia. Se for verdadeiro e sentido, o beijo deve ser dado de olhos fechados.”

Atravessar a rua sem avisar (e não só)

Isto é, sem comunicar ao parceiro que o vai fazer. Pode parecer estranho mas este é um sinal  que pode revelar desacordo elevado, falta de ligação emocional ou problemas. Outros pequenos gestos que significam o mesmo? Sentar-se na diagonal à mesa ou com os joelhos voltados para o lado inverso do outro, não falar nos intervalos de um filme ou à mesa, afastar e evitar contacto físico, bem como os gestos de carinho em público.

Olhar para o nariz no meio de uma discussão

Sabia que se olhar para o nariz do seu parceiro enquanto discute, isto significa que não está a considerar o que lhe estão a dizer e vê o seu oponente como inferior? “Tal como acontece com as expressões faciais de nojo e desprezo, este é um  sinal de alerta de que a relação não está saudável”, refere Alexandre Monteiro, que acrescenta que “a expressão facial de nojo é quando se enruga o nariz, e a de desprezo quando levanta só um dos lados da boca”. Esta revela superioridade e desconsideração e, se acontecem recorrentemente em situações de tensão ou discussão, têm significados menos bons e são indicadores de uma maior probabilidade de divórcio ou separação. “A expressão facial de nojo significa «Estou farto!», é sinal de saturação, e a de desprezo «Não te valorizo!»”, diz o especialista.

Respirar profundamente

Se dá por si a respirar de uma forma profunda enquanto o outro elemento do casal fala, saiba que tal significa aborrecimento. Se a acrescentar a este gesto também revira os olhos durante a verbalização de uma ideia do seu parceiro, não faz contacto visual e posiciona o seu tronco na direção contrária durante uma interação, é bem possível que a sua relação esteja com problemas.

Pés, mãos e pescoço

Existem muitos outros gestos que o nosso corpo faz involuntariamente que nos podem indicar que o relacionamento atual já não vive uma das suas melhores fases. São sinais simples que fazem parte do dia-a-dia e basta estar atento para perceber se os repete várias vezes: afasta-se e cria mais espaço entre os dois enquanto conversam; inclina-se para trás para se afastar quando interagem; afasta os pés e não os aponta para o seu parceiro; tem as pernas e braços cruzados frequentemente quando conversam; fala com as palmas das mãos para baixo ou com os punhos fechados; esfrega a parte de trás do pescoço ou acaricia o pescoço frequentemente enquanto conversam; enruga muito o nariz ou levanta só um lado do lábio quando estão a interagir e, por último, há ausência de contacto visual durante as refeições.

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