Quem já esteve, ou está, grávida, conhece bem o drama que é tentar encontrar e/ou definir um estilo durante a gravidez. Mais ou menos magras, mais ou menos altas, de cinco ou de oito meses, a coisa não muda muito. É difícil, pronto.

A gravidez traz muitas mudanças para a mulher, sendo que a física é uma das principais ou, pelo menos, a mais visível. Passar a ter uma barriga proeminente já é um desafio suficientemente grande, mas cobri-la, e cobri-la com roupa com muita pinta é uma missão complicada, sobretudo quando há mil coisas em que pensar, mil coisas para aprender (sobretudo para as que serão mães pela primeira vez) e uma gigantesca ansiedade e um mar de dúvidas para gerir. Até os problemas de estilo mudam de grávida para grávida. Umas têm uma barriga muito pequena e querem salientá-la, outras acham que estão enormes e querem disfarçá-la, outras não têm nada que lhes sirva, mas não querem investir em roupa só para uns meses, isto tudo agravado pelo descontrolo hormonal.

Quando vemos imagens de street style, tudo parece fácil. Grávidas muito bem vestidas, de saltos altos, com um look diferente todos os dias, apenas com um casaquinho no inverno e com vestidos esvoaçantes no verão. Mas a realidade não é bem essa. Pelo menos, não é bem essa para a maioria das mulheres. No entanto, e apesar de não haver muitas opções de roupa para grávida, conseguimos encontrar algumas marcas com essa área específica ou com peças que se podem adaptar, em lojas físicas ou online.

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Foi online que Margarida Marques de Almeida, autora do blogue Style It Up, comprou as peças de que precisava para manter o seu estilo irrepreensível durante a gravidez do primeiro filho, o Manuel. Procurou sobretudo jeans de grávida, tops justos. “Esta foi, sem dúvida, a altura da minha vida em que usei tops mais justos”. Usou também muitas T-shirts básicas mais largas (de um tamanho acima ou, por vezes, de homem) e vestidos compridos. Foi misturando isto com adaptações a roupa que já tinha que criou uma série de looks confortáveis e com muita pinta para a Primavera.

Para Margarida, a fórmula mágica resumiu-se a jeans de grávida, top/T-shirt/camisa, blazer e ténis, ou vestidos compridos com sandálias rasas ou ténis. O conforto foi sempre a prioridade, o que a levou a começar a usar ténis, o que não fazia antes de engravidar.

Nos sites da H&M e da La Redoute encontrou os jeans de grávida — “os melhores amigos, no inverno” — , e os vestidos compridos —”os melhores amigos no verão”.  e tops nos sites da Zara, La Redoute e Asos. E resultou, como se vê nesta fotogaleria.

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Já Andreia Gomes, autora do blogue Dconcept, optou por não investir em roupa de grávida e acabou por comprar apenas peças uns tamanhos acima, algo que já fazia mesmo antes de engravidar, o que fez com que tivesse várias peças que conseguiu usar por algum tempo.

As calças foram o principal investimento de Andreia. Comprou dois pares de boyfriend jeans da Zara, que por serem descaídos a puderam acompanhar toda a gravidez. Depois usou umas T-shirts básicas largas (muitas vezes as do marido). Foi esta a fórmula de sucesso de Andreia para sobreviver impecável às mudanças do corpo. “Para mim, o mais importante foi manter-me fiel ao meu estilo”, sublinha. Apesar de se sentir bem com esta solução, muitas vezes sentiu também que estava sempre com a mesma roupa, que é o drama mais comum a todas as grávidas.

https://magg.pt/2018/02/18/zara-as-10-pecas-tendencia-para-primavera-verao/

Os últimos meses de gravidez numa época de verão podem ser duros por causa do calor mas têm a vantagem de se poder usar só um vestido, o que facilita a tarefa. Ainda assim, não foi o caso de Andreia, que se sentia demasiado grande com vestidos e que, por isso, acabou por só conseguir usar aquele que desenhou para a marca Sienna. “Não conseguia usar vestidos porque me sentia volumosa. Mas agora olho para trás e acho que estava tão gira. Deviam ser as hormonas”, ri-se.

Os fatos-de-banho também fizeram parte do guarda-roupa de Andreia durante os últimos tempos de gravidez. Mas, mais uma vez, optou por comprar modelos “normais”, que fossem bastante elásticos e confortáveis, e não de grávida, de marcas como a Osklen, na Embaú Brazilian Store, e Cantê.

O mais importante, aconselha Andreia, é que se comprem sempre peças de roupa com as quais se identificariam, grávidas ou não, mas uns tamanhos acima. “Depois podem sempre vender ou guardar para uma próxima gravidez. Os meus boyfriend jeans estão guardados.”

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